Dólar cai em linha com o exterior
O dólar começou a sessão desta quinta-feira, 2, ajustando-se em baixa, em linha com o sinal no exterior. Mas a volatilidade do dólar não está descartada, diante do rápido avanço da pandemia de coronavírus pelo mundo. No Brasil, há pelo menos 240 mortos pela doença e 6.836 pessoas contagiadas, mas o Ministério da Saúde admite subnotificação dos casos. Segundo o G1, o Brasil tem ao menos 23 mil testes de coronavírus à espera do resultado – ou seja, o triplo de casos confirmados.
Além disso, há preocupação interna com a demora para execução das medidas emergenciais pelo governo Bolsonaro e com a precariedade do sistema de saúde do País para atender às necessidades da pandemia. O auxílio de R$ 600, por exemplo, demorou 48 horas para ser sancionado, com três vetos, e só há uma data, 10 de abril, para iniciar o pagamento aos inscritos do Bolsa Família. Sem contar que o presidente Jair Bolsonaro ainda não desistiu das críticas aos governadores que defendem o isolamento social.
Bolsonaro disse mais cedo que as ações do governo para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 estão “a todo vapor” e que o pagamento já deve começar na semana que vem. A lei sobre o voucher foi sancionada ontem pelo presidente, mas ainda não foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Já o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu ontem, em reunião extraordinária, adiar a implementação de mudanças na portabilidade de crédito que tinham sido aprovadas ainda no ano passado e autorizou o Banco Central a firmar contratos de swap com o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos).
Em 19 de março, o Fed abriu uma linha de liquidez em dólares em até US$ 60 bilhões para os BCs do Brasil, Austrália, Coreia do Sul, México, Cingapura e Suécia. A medida significa na prática um reforço às reservas internacionais do Brasil.
Às 9h22 desta quinta, o dólar à vista caía 0,68%, a R$ 5,2273. O dólar para maio recuava 0,43%, a R$ 5,2380.
Mais cedo, também foi revelado que o IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,10% em março, de 0,11% em fevereiro, abaixo da mediana do mercado, de +0,11%, mas dentro do intervalo de 0,07% a 0,15%, de acordo com pesquisa do Projeções Broadcast. O IPC-S avançou em todas as sete capitais pesquisadas e, no mês passado, o índice subiu 0,34%, acima tanto da taxa de fevereiro (-0,01%), quanto da registrada na terceira quadrissemana do mês (0,18%).
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