Mortes por covid-19 no Brasil chegam a 1.736; casos somam 28.320
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Mortes por covid-19 no Brasil chegam a 1.736; casos somam 28.320

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País registrou nas últimas 24 horas 3.058 novos casos e 204 óbitos, segundo levantamento do Ministério da Saúde desta quarta-feira.Baixe o Aplicativo Gratuito do Portal Mix Vale

O Brasil registrou 204 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 1.736, segundo boletim do Ministério da Saúde divulgado na tarde desta quarta-feira (15).

No mesmo período, houve o registro de 3.058 casos confirmados da doença, (maior número em um único dia) chegando hoje a 28.320.

Veja o número de casos e óbitos por unidade da federação:

São Paulo: 11.043 casos (778 óbitos)
Rio de Janeiro: 3.743 casos (265 óbitos)
Ceará: 2.157 casos (116 óbitos)
Amazonas: 1.554 casos (106 óbitos)
Pernambuco: 1.484 (143 óbitos)
Minas Gerais: 903 casos (30 óbitos)
Santa Catarina: 853 casos (28 óbitos)
Bahia: 807 casos (27 óbitos)
Paraná: 803 casos (38 óbitos)
Rio Grande do Sul: 747 casos (19 óbitos)
Distrito Federal: 682 casos (17 óbitos)
Maranhão: 630 casos (34 óbitos)
Espírito Santo: 557 casos (18 mortes)
Rio Grande do Norte: 399 casos (19 óbitos)
Pará: 384 casos (21 óbitos)
Amapá: 334 casos (7 óbitos)
Goiás: 304 casos (15 óbitos)
Paraíba: 151 casos (21 óbitos)
Mato Grosso: 151 casos (4 óbitos)
Mato Grosso do Sul: 121 casos (4 óbitos)
Roraima: 114 casos (3 óbitos)
Acre: 101 casos (3 óbitos)
Alagoas: 82 casos (5 óbitos)
Piauí: 75 casos (8 óbitos)
Rondônia: 69 casos (2 óbitos)
Sergipe: 46 casos (4 óbitos)
Tocantins: 26 casos (1 óbito

O QUE É O CORONAVÍRUS?

Os coronavírus são uma grande família viral, conhecidos desde meados de 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais.

Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. Porém, alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto em termos de saúde pública, como já verificado com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em 2002, e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012.

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE O NOVO CORONAVÍRUS PARA OS OUTROS VÍRUS?

A doença provocada pelo novo coronavírus chama-se COVID-19, sigla em inglês para “coronavirus disease 2019” (doença por coronavírus 2019, em tradução livre).

Os primeiros casos foram registrados inicialmente na China, no final de 2019. Há registros em outros locais do mundo, com casos de mortes.

EXISTE VACINA PARA PREVENÇÃO AO CORONAVÍRUS?

Até o momento, não. No entanto, cientistas ao redor do mundo e no Estado de São Paulo, como as equipes do Instituto Butantan, já iniciaram pesquisas para desenvolvimento de vacina. Ainda é precoce indicar se e quando ela estará disponível.

QUAIS OS SINTOMAS DO CORONAVÍRUS?

Os sinais e sintomas clínicos são principalmente respiratórios, semelhantes aos de um resfriado comum. Podem também causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias.

Os principais sintomas são:

– Febre

– Tosse;

– Coriza;

– Dificuldade para respirar.

O QUE É O “PERÍODO DE INCUBAÇÃO”?

Período de incubação consiste no intervalo entre a data de contato com o vírus até o início dos sintomas. No caso do COVID-19, já se sabe que o vírus pode ficar incubado por até duas semanas (14 dias), quando os sintomas aparecem desde a infecção.

COMO OCORRE A TRANSMISSÃO DO CORONAVÍRUS?

As investigações sobre transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento. Neste momento está estabelecida transmissão por contato com secreções. A transmissão pode ocorrer de forma continuada, ou seja, um infectado pelo vírus pode passá-lo para alguém que ainda não foi infectado.

A transmissão costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

– Gotículas de saliva;

– Espirro;

– Tosse;

– Catarro;

– Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão com pessoa infectada;

– Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Alguns vírus são altamente contagiosos, como o sarampo, que é transmitido por aerossol (partículas no ar), com proporção de transmissão de uma para até 18 pessoas, em média. O conhecimento já registrado sobre os coronavírus indica que eles apresentam transmissão de uma para até três pessoas.

Quais os sintomas do Coronavírus? veja(Abre numa nova aba do navegador)

O CORONAVÍRUS PODE MATAR?

O óbito pode ocorrer em virtude de complicações da infecção, como por exemplo, insuficiências respiratórias. Os dados mais recentes da OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam taxa de letalidade de 2 a 3% dos casos confirmados.

COMO SE PREVENIR CONTRA O COVID-19?

As principais orientações são:

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar;

– Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

– Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

– Não compartilhar objetos de uso pessoal;

– Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado;

– Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool;

– Deslocamentos/viagens não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente;

– Quem viajar aos locais com circulação do vírus deve evitar contato com pessoas doentes, animais (vivos ou mortos), além de evitar a circulação em mercados de animais e seus produtos.

COMO É A PREVENÇÃO CONTRA O CORONAVÍRUS PARA OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE?

Profissionais de saúde devem utilizar medidas de proteção padrão para contato e gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizada máscara de precaução por aerossóis tipo N95.

O QUE FAZER EM CASO DE SINTOMAS?

Assim que surgirem os primeiros sintomas, o paciente deve procurar o serviço de saúde mais próximo da sua residência. O profissional vai avaliar se os sintomas podem indicar alguma probabilidade de infecção por coronavírus, coletar material para diagnóstico e iniciar o tratamento.

A infecção apresenta manifestações clínicas parecidas com as de outros vírus e não existe tratamento específico para infecções por coronavírus até o momento. Dessa forma, no caso do novo coronavírus é indicado:

– Repouso;

– Hidratação (ingestão de bastante água e líquidos);

– Medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como: uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos); uso de umidificador no quarto; tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse.

Pacientes com sintomas mais intensos podem ser hospitalizados. A definição compete ao médico responsável pelo caso.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DO COVID-19?

O diagnóstico é feito com a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou coleta de secreções da boca e nariz). O procedimento deve ser realizado para todos os casos suspeitos.

As amostras são encaminhadas com urgência para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), definido pelo Ministério da Saúde para cada região – no caso de São Paulo, é o Instituto Adolfo Lutz.

QUAL É A DEFINIÇÃO DE CASO NOTIFICADO?

Caso comunicado no sistema de monitoramento do Ministério da Saúde, abastecido diretamente pelas prefeituras. Pacientes com febre e pelo menos um sintoma respiratório, como tosse, dificuldade para respirar.

Além disso, é necessário histórico de viagem em área de transmissão local, de acordo com a OMS ou Ministério da Saúde, nos últimos 14 dias anteriormente ao aparecimento de sintomas.

QUAL É A DEFINIÇÃO DE CASO SUSPEITO?

Caso comunicado no sistema do Ministério da Saúde que se enquadra na definição estabelecida pela OMS. Lembrando: pacientes que apresentam sintomas respiratórios, como febre e tosse e viajaram para a China ou país com transmissão no território; pacientes que contataram alguém que viajou para este(s) destino (s) ou teve contato com um caso suspeito ou confirmado.

O QUE É O “COMUNICANTE” DE UM CASO CONFIRMADO?

Comunicantes próximos são familiares, profissionais de saúde que tenham prestado atendimento desprotegidos e pessoas que possam ter tido contato próximo com o caso confirmado para COVID-19.

Os comunicantes não são considerados casos suspeitos se não apresentarem febre associada a sintomas respiratórios como tosse, coriza ou dificuldade para respirar.

QUAL É A DEFINIÇÃO DE CASO PROVÁVEL?

Caso comunicado no sistema do Ministério da Saúde que se enquadra nas definições estabelecidas pela OMS, mas apresentou resultados não conclusivos para os exames realizados. Nesse caso, os laboratórios de referência farão reanálise.

QUAL É A DEFINIÇÃO DE CASO CONFIRMADO?

Caso comunicado no sistema do Ministério da Saúde que se enquadra nas definições estabelecida pela OMS, e apresentou resultados conclusivos para os exames realizados, com positividade para o novo coronavírus.

QUAL É A DEFINIÇÃO DE CASO DESCARTADO?

Caso comunicado no sistema do Ministério da Saúde que se enquadra nas definições estabelecidas pela OMS, mas deu negativo para o novo coronavírus.

QUAL É A DEFINIÇÃO DE CASO EXCLUÍDO?

Caso comunicado no sistema do Ministério da Saúde que se não se enquadrou nas definições estabelecidas pela OMS.

POR QUE É IMPORTANTE O MUNICÍPIO FAZER A NOTIFICAÇÃO DENTRO DE 24 HORAS? QUAIS PROVIDÊNCIAS O PROFISSIONAL DEVE ADOTAR?

A notificação é importante para que os gestores de saúde realizem o monitoramento e as ações recomendadas, como coleta adequada de amostras para diagnóstico.

O COVID-19 é de notificação compulsória imediata, ou seja, qualquer caso suspeito e/ou confirmado precisa ser registrado no sistema oficial do Ministério da Saúde.

ONDE É POSSÍVEL CONSULTAR NÚMEROS DE CASOS SUSPEITOS E CONFIRMADOS EM SP, BRASIL E MUNDO?

Nos canais oficiais da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Não divulgue conteúdos que não tenham sido produzidos por fontes confiáveis. Evite a disseminação de fake news.

Sites indicados:

saopaulo.sp.gov.br/coronavirus

www.saude.sp.gov.br

Facebook: www.facebook.com/spsaude

Twitter: twitter.com/spsaude_

Instagram: www.instagram.com/saude_sp

Outras informações:

www.saude.sp.gov.br/coordenadoria-de-controle-de-doencas

www.saude.gov.br/saude-de-a-z/novocoronavirus

https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/situation-reports (em inglês)

QUANTOS LABORATÓRIOS PÚBLICOS FAZEM O EXAME DE DETECÇÃO EM SÃO PAULO?

O diagnóstico de infecções virais pode ser realizado por inúmeros laboratórios, públicos ou privados. Porém, em questões de saúde pública, como ocorre com o COVID-19, é preciso que os exames sejam realizados pelos Laboratórios Centrais (LACENs) definidos pelo Ministério da Saúde.

Em São Paulo, a referência é o Instituto Adolfo Lutz, que tem expertise, capacidade técnica e recursos suficientes para fazer as análises de casos suspeitos no Estado.

QUAIS SERÃO OS HOSPITAIS DE REFERÊNCIA?

A rede estadual de saúde está preparada e organizada para receber os casos. A população deve procurar o serviço de saúde mais próximo de sua residência, caso tenha os sintomas da doença. Cabe ao médico dessa unidade avaliar e definir se é necessário encaminhar a um hospital de maior complexidade, que seja referência para atender os casos graves.

Os hospitais de referência para o tratamento de casos graves são: Hospital das Clínicas de São Paulo (HCFMUSP) e Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital. No interior, HCs de Ribeirão Preto (USP) e Campinas (Unicamp), Hospital de Base de São José do Rio Preto e, no litoral, o Emílio Ribas II, do Guarujá. Juntas, essas unidades contam com cerca de 4 mil leitos, sendo mil de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Hospitais privados também podem integrar a rede, seguindo protocolos e até disponibilizando leitos, se houver necessidade. Profissionais da Saúde estadual vão reforçar os contatos com os serviços particulares para reforçar o alinhamento de estratégias e fluxos.

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