Queda em remessas globais eleva riscos para países mais dependentes, diz Moody's
O estresse econômico é uma fonte crucial para enfraquecer as remessas globais neste ano, prejudicando receitas, crescimento e posições externas de algumas nações, segundo a Moody’s. Os chamados mercados financeiros de fronteira e alguns países da América Latina e do Caribe são os mais vulneráveis a isso, aponta um novo relatório da agência, que projeta queda nas remessas globais de trabalhadores imigrantes no mundo em 2020, “elevando o risco de crédito em países mais dependentes desse fluxo de entrada”.
Vice-presidente sênior da Moody’s, Christian de Guzman diz que os países mais dependentes das remessas são economias de renda média e baixa e a queda nas remessas deve “exacerbar a desaceleração no crescimento” deles.
Guzman também destaca o enfraquecimento dos perfis de crédito e a maior vulnerabilidade externa, diante disso.
Entre os países mais vulneráveis, a agência cita o Quirguistão, o Tajiquistão, as Bermudas e El Salvador.
A agência diz que as remessas globais atingiram recorde de US$ 554 bilhões em 2019, mas devem cair em US$ 110 bilhões neste ano, recuo bem superior ao de US$ 16,2 bilhões ocorrido em 2009 diante da crise financeira global.
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