Vendas do comércio na Europa recuperam nível pré-pandemia de coronavírus
BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) – As vendas no varejo na zona do euro e na União Europeia recuperaram em junho os níveis de janeiro, quando a pandemia do novo coronavírus não havia atingido o continente, mostram dados da Eurostat (instituto estatístico da UE).
O Retail Trade Index (indicador do ciclo de negócios que mostra a atividade mensal do setor de varejo em valor e volume) chegou a 112,7 para os 19 países que usam o euro como moeda e a 114,5 para os 27 membros da UE. Em janeiro, esses indicadores de curto prazo para a demanda doméstica final estavam em 112,8 e 115,3, respectivamente.
O índice vem subindo desde abril, quando atingiu seus pontos mais baixos: 89,3 e 92,8. O PIB da zona do euro registrou a maior retração da história no segundo trimestre.
O volume de vendas no varejo da zona do euro aumentou 5,7% em junho em relação a maio (com ajuste sazonal). O aumento de abril para maio, antes apontado como 17,8%, foi revisado para 20,3%, um salto recorde.
Comparadas com as do mesmo período do ano anterior, as vendas no varejo da zona do euro subiram 1,3% em junho, no segundo mês puxado por vendas de roupas e calçados.
Depois de quatro meses de crescimento, caíram os volumes de compras on-line, o que pode indicar que consumidores voltaram a fazer parte de suas compras diretamente nas lojas.
Analistas europeus divulgaram dúvidas sobre o quão sustentável é essa tendência de alta. Segundo eles, por trás das vendas podem estar a demanda reprimida nos meses de confinamento e promoções e descontos promovidos pelas lojas na reabertura.
Para os economistas, será preciso esperar o impacto da pandemia no mercado de trabalho neste segundo semestre, para avaliar melhor a temperatura do consumo. Na maior parte dos países europeus, os governos criaram esquemas de prevenção do desemprego, nos quais bancavam parte da renda de trabalhadores cujas empresas tivessem sido afetadas pela pandemia.
A maior parte desses programas deve terminar nos próximos meses, e, se o mercado de trabalho não reagir, a insegurança pode retrair o consumo das famílias, afirmam economistas.
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