Manifestantes bielorrussos vão às ruas e se aproximam da residência de Lukashenko
Por Andrei Makhovsky
MINSK (Reuters) – Dezenas de milhares de manifestantes exigindo a saída do presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, foram às ruas de Minsk neste domingo, quando foi realizado um breve protesto perto de sua residência, enquanto o Exército bielorrusso alertou a multidão que responderia a qualquer agitação.
Enormes manifestações em todo o país que eclodiram após a eleição em 9 de agosto representam o maior desafio até o momento para o governo de 26 anos do líder veterano, testando a lealdade de suas forças de segurança.
As ruas de Minsk ficaram vermelhas e brancas enquanto uma multidão de manifestantes carregava bandeiras simbolizando sua oposição a Lukashenko, gritando para ele deixar o poder e para a realização de novas eleições.
A multidão fez uma passeata em direção à residência de Lukashenko no Palácio da Independência, no extremo norte da capital, a maioria se reunindo a alguma distância. Mas um grupo menor se aproximou do local, disse uma testemunha da Reuters.
Um helicóptero foi visto voando perto da residência enquanto os manifestantes se aglomeravam abaixo, alguns gritando “covarde”, aparentemente se referindo a Lukashenko, segundo a testemunha da Reuters. Depois de algum tempo, a maioria dos manifestantes começou a voltar ao centro da cidade.
Foi a primeira vez nos protestos deste mês que manifestantes se aproximaram das portas do palácio, que foi cercado por policiais armados.
A aproximação ao palácio ocorreu depois que uma multidão estimada por uma testemunha da Reuters em cerca de 200.000 se reuniu no centro de Minsk pelo segundo fim de semana consecutivo.
Mais cedo, o Ministério da Defesa disse que assumirá a segurança em torno dos memoriais nacionais e emitiu um alerta direto aos manifestantes, comparando-os a fascistas.
“Advertimos categoricamente: qualquer violação da paz e da ordem em tais lugares – vocês terão que lidar com o Exército agora, não com a polícia”, disse a pasta em um comunicado. “Nós, soldados, não permitiremos que esses lugares sejam profanados, não pode haver fascismo lá!”
De acordo com o Ministério do Interior, 22 pessoas foram presas no sábado, quando protestos em menor escala ocorreram em 55 cidades.
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