Bolsa acumula queda de 2,8% na pior semana desde junho

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com queda de 0,48% nesta sexta-feira (11), o Ibovespa fechou a semana com desvalorização de 2,84%. Em junho, houve queda semelhante, de 2,83%. Até então, a pior semana da Bolsa havia sido em maio, quando a queda foi de 3,37%.

Pressionado pelas quedas do petróleo e das Bolsas em Nova York com a venda massiva de ações de tecnologia, o índice perdeu os simbólicos 100 mil pontos e terminou a semana a 98.363 pontos, o menor patamar desde 7 de julho.

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Investidores continuam vendo as quedas das Bolsas neste começo de mês como uma correção natural, principalmente em Wall Street, onde o S&P 500 e o Nasdaq renovaram máximas apoiados em ações de tecnologia, que guiaram o ajuste.

Segundo analistas, o mercado está sem catalisadores para novas altas, diante da ausência de novidades sobre mais estímulos fiscais nos Estados Unidos, tampouco eventos benignos efetivos de vacinas contra a Covid-19.

Nesta sessão, Nasdaq caiu 0,60%, S&P 500 fechou com leve alta de 0,05% e Dow Jones subiu 0,48%.

O petróleo encerrou a semana abaixo de US$ 40 o barril. Nesta sexta, o óleo do tipo Brent cede 0,7%, a US$ 39,77, perto do fechamento do mercado. Na semana, recuou 6,75%, após queda de 6,9% na semana anterior. O movimento reflete uma alta dos estoques nos EUA e uma visão menos otimista da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para a recuperação na demanda.

No Brasil, a Vale subiu 5,84%, a R$ 61,95, após o conselho da empresa autorizar o pagamento de remuneração aos acionistas, no valor bruto de R$ 2,4075 por ação, em 30 de setembro.

Serão R$ 1,4102 por ação na forma de dividendos e R$ 0,9973 por ação na forma de juros sobre o capital próprio (JCP). Terão direito à remuneração, os detentores de ações da Vale no dia 21 de setembro de 2020. Para os ADRs (recibos de ações negociados nos EUA), a data é 23 de setembro de 2020.

O dólar subiu 0,30%, a R$ 5,3360. O turismo está a R$ 5,6300.

Investidores repercutem a fala do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, nesta sexta de que a proposta que cria mecanismos para conter as despesas públicas e preservar a regra de ouro e a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da reforma tributária são as que têm maiores chances de o Congresso Nacional votar ainda em 2020.

Por outro lado, o fato de o ministro Celso de Mello, do STF, determinar que o presidente Jair Bolsonaro preste depoimento pessoalmente no âmbito do inquérito que aponta suposta interferência dele na Polícia Federal pode prejudicar a pauta de reformas, apontam analistas, elevando a aversão a risco no pregão.