Ministro critica tentativa de envolver militares em processo contra presidente do Peru
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Ministro critica tentativa de envolver militares em processo contra presidente do Peru

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BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – O ministro da defesa do Peru, Jorge Chávez Cresta, disse, neste sábado (12), que as ligações realizadas pelo presidente do Congresso, Manuel Merino de Lama, ao alto comando das Forças Armadas foram “imprudentes”, “temerárias” e “vão contra a ordem democrática”.

A revelação de que tal contato foi realizado foi feita pelo portal de jornalismo independente IDL-Reporteros.

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Segundo o site, Merino teria tentado entrar em contato com o chefe do comando das Forças Armadas, César Astudillo, pouco antes de o congressista Edgar Alarcón levar ao Congresso, na quinta-feira (10), os áudios e o texto da moção de vacância contra o presidente Martín Vizcarra. Esta atitude não é compatível com o rito institucional previsto pela lei.

Alarcón apresentou três áudios que serviriam como evidência de que um amigo de Vizcarra, o cantor e compositor Ricardo Cisneros, foi favorecido por contratos públicos com o Ministério da Cultura no valor de US$ 50 mil (cerca de R$ 266 mil).

No caso de afastamento de Vizcarra, é Merino quem assume a Presidência -uma vez que a segunda vice-presidente, Mercedes Araóz, renunciou durante a crise que levou o presidente a pedir o fechamento do Congresso em 2019.

A moção de vacância foi aprovada na noite da sexta-feira (12) e a sessão para a votação de uma possível destituição de Vizcarra está marcada para o próximo dia 18 de setembro.

Segundo o site IDL-Reporteros, o chefe do comando das Forças Armadas, César Astudillo, teria respondido que estava num local sem boa conexão, e que não poderia falar. Na sequência, desligou.

Merino teria insistido, ligando novamente, mas o militar não atendeu. Chávez Cresta afirmou que Astudillo agiu corretamente, pois, depois, informou o Executivo.

O ministro da defesa disse: “a atitude do presidente do Congresso foi temerária, ao pretender envolver as Forças Armadas num processo político, do qual os comandantes devem se manter absolutamente à margem em respeito ao princípio não deliberante das Forças Armadas”.

Ainda neste sábado, a ministra de Justiça e Direitos Humanos, Ana Neyra, disse que a atitude de Manuel Merino de Lama configura um “delito de sedição”.

Neyra afirmou que o Executivo enviará uma demanda ao tribunal constitucional sobre o “mau proceder do parlamento”.

“O objetivo é estabelecer uma estratégia legal com a qual demonstraremos que o modo como o Congresso está interpretando a Constituição não é compatível com o sistema de governo de nosso país”.

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