Produção manufatureira dos EUA sobe em agosto, mas ritmo perde força
Economia

Produção manufatureira dos EUA sobe em agosto, mas ritmo perde força

tagreuters com2020binary LYNXMPEG8E1FN BASEIMAGE

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) – A produção nas fábricas dos Estados Unidos aumentou pelo quarto mês seguido em agosto, mas a recuperação está mostrando sinais de algum limite, sugerindo que o investimento empresarial em equipamentos pode continuar fraco até o fim do ano em meio à pandemia de Covid-19.

O relatório do Federal Reserve somou-se a dados sobre o mercado de trabalho que indicaram estagnação da atividade econômica por causa da persistência do coronavírus e do fim do estímulo fiscal. A fraca retomada econômica, acompanhada pela inflação firme, deve dominar a reunião de política monetária do banco central que começa nesta terça-feira.

“Parece cada vez mais que a recuperação na produção industrial vai estagnar nos próximos meses se ninguém de Washington partir para o resgate com outro pacote de estímulo econômico”, disse Chris Rupkey, economista-chefe do MUFG.

A produção manufatureira subiu 1,0% no mês passado, depois de avançar 3,9% em julho. O Fed destacou que “os ganhos para a maior parte das indústrias de manufatura têm desacelerado gradualmente desde junho”. A produção permanece 6,7% abaixo do nível de fevereiro.

Economistas consultados pela Reuters projetavam alta da produção manufatureira de 1,2% em agosto.

A ajuda financeira do governo a empresas e a desempregados praticamente acabou, e negociações para outro pacote não estão avançando.

No mês passado, a produção de bens duráveis aumentou 0,7%. A fabricação de veículos, no entanto, caiu 3,7%, após disparar 31,7% em julho.

Houve aumentos na produção de maquinário, móveis, computadores e produtos eletrônicos, bem como equipamento elétrico, eletrodomésticos e componentes.

Relatório separado nesta terça-feira do Departamento do Trabalho mostrou que os preços de importados avançou 0,9% no mês passado, com altas generalizadas entre os produtos. Os dados de julho foram revisados para mostrar para alta de 2,1%, em vez de acréscimo de 0,7% informado anteriormente.

Economistas previam que os preços de importados, que excluem tarifas, aumentariam 0,5% em agosto. Nos 12 meses até agosto, os preços caíram 1,4%, após queda de 2,8% em julho.

tagreuters.com2020binary_LYNXMPEG8E1FN-BASEIMAGE

To Top