Planalto desiste de articulação para unir PSL a Russomanno em eleição
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Planalto desiste de articulação para unir PSL a Russomanno em eleição

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Palácio do Planalto desistiu da operação que visava trazer o PSL para a candidatura de Celso Russomanno (Republicanos) à Prefeitura de São Paulo.

Assim, fracassou a primeira tentativa de ingerência direta na eleição na maior cidade do país desde que Bolsonaro decidiu bancar a empreitada de Russomanno. Na fatura, falta de agilidade da coordenação política do Planalto e um erro primário.

A ideia de uma candidatura com endosso oficial em São Paulo surgiu com a melhoria da aprovação de Bolsonaro em pesquisas. Antes, o presidente havia declarado que não apoiaria ninguém no primeiro turno.

Após algumas conversas com Russomanno e com o Republicanos, partido da Igreja Universal do Reino de Deus que já abriga 2 de seus 3 filhos com mandato, Bolsonaro decidiu ir em frente.

A união entre PSDB, DEM e MDB, além de outros sete partidos incluindo alguns de sua base, em torno da candidatura à reeleição do prefeito tucano Bruno Covas acendeu um alerta no Planalto.

Se formava ali o embrião de aliança anti-Bolsonaro para 2022, com a bênção de um dos maiores rivais do presidente, o governador João Doria (PSDB).

Só que a decisão de tentar alijar a deputada federal Joice Hasselmann, desafeta da família Bolsonaro desde o racha que tirou o presidente do partido pelo qual se elegeu, de sua candidatura pelo PSL à prefeitura foi tomada muito tarde.

Ainda assim, ao longo do fim de semana o Planalto considerava avançada a articulação para que o presidente o PSL, Luciano Bivar, interviesse no diretório municipal do partido e forçasse uma aliança com Russomanno.

Como o jornal Folha de S.Paulo mostrou, na segunda-feira, um tuíte do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) colocou tudo a perder. Ele criticou o uso do nome de seu pai por Antônio Nicoletti, candidato do PSL à Prefeitura de Boa Vista.

Isso alienou Bivar, que seria questionado sobre uma intervenção na mais vistosa candidatura que seu partido tem em termos de tempo de televisão (cerca de 10% do horário eleitoral) e por candidatos do partido Brasil afora.

O episódio encerra grande ironia, dado que Eduardo é o mais vocal adversário de Joice, mas a ajudou de forma involuntária. Os termos pelos quais ambos se tratam são usualmente impublicáveis.

Aliados de Joice, como o senador Major Olímpio (PSL-SP), sentiram o cheiro de queimado e aceleraram o registro da candidatura da deputada já na terça (15). Isso deu a garantia a Bivar de que qualquer tentativa de ação seria judicializada.

Isso também selou a esperança, no Republicanos, de que pudesse haver um acordo espontâneo entre Joice e Russomanno, que havia ofertado à deputado sua vaga de vice. Não houve negócio.

Agora, caberá a Russomanno convencer o eleitorado mais bolsonarista de que é um legítimo representante do presidente, o que pode ser incerto, dadas as primeiras reações dos setores orgânicos do grupo.

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