Milho e trigo têm mínima de 2 semanas em Chicago por temores com pandemia
Por Tom Polansek
CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros de grãos negociados em Chicago ampliaram perdas nesta quinta-feira, com milho e trigo atingindo mínimas de duas semanas, à medida que preocupações com o impacto econômico da pandemia de Covid-19 pressionam as cotações.
A melhoria nas condições climáticas para safras de todo o mundo também afetou os preços, com chuvas beneficiando áreas de trigo nos Estados Unidos e Rússia e cultivos de soja no Brasil, disseram operadores.
O petróleo também recuou, uma vez que os lockdowns impostos na Europa por causa da pandemia e o aumento no número de casos da doença em outros países prejudicam as perspectivas de demanda.
“O setor de energia influencia os mercados agrícolas quando se trata de óleo de soja e milho”, disse Terry Reilly, analista sênior de commodities da Futures International. “A venda generalizada nas commodities é, obviamente, um fator importante.”
O contrato mais ativo do milho fechou em queda de 3 centavos de dólar, a 3,9850 dólares por bushel, tocando o menor nível desde 14 de outubro.
O trigo recuou 5 centavos, para 6,0375 dólares o bushel, e atingiu o menor preço desde 15 de outubro.
Os futuros da soja cederam 4,25 centavos, a 10,5050 dólares o bushel, e registraram o mais baixo nível desde 19 de outubro. A cotação da oleaginosa recuou a partir de segunda-feira, quando registrou seu maior patamar desde julho de 2016.
(Reportagem de Tom Polansek, em Chicago, com reportagem adicional de Colin Packham, em Sydney, e Sybille de La Hamaide, em Paris)
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