Golpe pelo TeleSUS volta à ativa
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Golpe pelo TeleSUS volta à ativa

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Golpe pelo TeleSUS volta à ativa. Criminosos voltaram a se passar por entrevistadores do TeleSUS 136 para aplicar golpes neste fim de ano. A imitação do contato que é realmente feito pelo Ministério da Saúde com os cidadãos já tinha sido usada como ferramenta por bandidos no início da pandemia. Mas, depois de alertas emitidos pela pasta pública e divulgados pela imprensa, foi deixada de lado por um tempo. Retomada agora, a estratégia dos golpistas visa a sequestrar contas do aplicativo WhatsApp.

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Mulher digita em telefone celular Galaxy A50 da Samsung numa loja em Seul. 14/11/2019. REUTERS/Kim Hong-Ji

Em um áudio que circula no aplicativo denunciando a prática, uma vítima diz que o suspeito ligou para ela de um número com DDD de São Paulo, dizendo que estava fazendo uma pesquisa sobre a Covid-19. Passou a perguntar sobre sua composição familiar e possíveis sintomas de contaminação pelo vírus e se teriam ou não sentido. No fim, alegou que, para validar a pesquisa, enviaria um código para o telefone dela, que deveria confirmar os seis dígitos na ligação. O pedido lhe deixou desconfiada e, ao acusá-lo de estar tentando aplicar um golpe, o homem desligou a ligação.

Vale destacar que o SUS também vinha fazendo pesquisas sobre Covid, por telefone, junto à população, para mapear o avanço da doença no país. No entanto, o entrevistador nunca pedia para informar código algum.

O código, segundo o dfndr Lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, se trata de um PIN de seis dígitos que libera acesso à conta do WhatsApp da vítima. Ao fornecê-lo, ela tem a conta bloqueada em seu celular e liberada no celular do golpista.

— Com o golpe da clonagem de WhatsApp, os criminosos roubam o acesso ao aplicativo da vítima. E lucram ao se passarem pela própria pessoa e atacarem seus contatos, pedindo empréstimos, pagamentos de contas e transferências bancárias — explica Emilio Simoni, diretor do dfndr lab.

Este não é o único golpe que utiliza temáticas referentes à pandemia para vitimizar cidadãos. O dfndr lab lembra que, desde o início da pandemia, já houve falsas promoções de kits gratuitos de álcool em gel, de assinaturas grátis de serviços de streaming de vídeo, e até mesmo de máscaras infantis.

— Esses golpes temáticos são extremamente eficientes porque pegam assuntos muito comentados na mídia para atrair a atenção das vítimas. Os criminosos geralmente utilizam o nome de marcas famosas ou de serviços do governo, como foi o caso do golpe do falso cadastro do auxílio emergencial, para o qual já identificamos mais de 19 milhões de tentativas de acesso e compartilhamentos e mais de 270 aplicativos falsos se passando pelo serviço oficial. O objetivo desses golpes é, quase sempre, roubar dados pessoais e bancários das vítimas — resume Simoni.

Para não cair no golpe do TeleSUS 136:

  • Confira o número que está ligando antes de atender. O número do Ministério da Saúde é 136.
  • O TeleSUS não pede dados pessoais. Então, não os forneça.
  • O TeleSUS também não envia código nem pede doações.
  • Evite clicar em links de mensagens que ofereçam brindes, prêmios ou benefícios.
  • Desconfie de informações sensacionalistas ou ofertas muito vantajosas e busque fontes confiáveis.
  • No caso de mensagens que tratam de assuntos governamentais, como benefícios sociais e questões de saúde pública, busque a informação em sites oficiais, como os do Ministério da Economia e do Ministério da Saúde.
  • Não compartilhe mensagens sem antes verificar se a informação é verídica e se os links são seguros.
  • Utilize soluções de segurança no celular que oferecem a função de detecção automática de ‘phishing’ (roubo de dados) em aplicativos de mensagem e redes sociais

Fonte Extra

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