Pela 1ª vez, consulados de Israel e Emirados Árabes fazem ação conjunta em SP
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Pela 1ª vez, consulados de Israel e Emirados Árabes fazem ação conjunta em SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os consulados de Israel e dos Emirados Árabes Unidos em São Paulo fizeram, pela primeira vez, uma ação conjunta de doação de cestas básicas nesta quinta-feira (19), em Paraisópolis, uma das maiores comunidades pobres de São Paulo.

Os dois países tiveram atritos por muitos anos. Os Emirados Árabes Unidos são aliados da Palestina, que disputa territórios com Israel há décadas. No entanto, em setembro, os dois governos firmaram um acordo, com mediação dos Estados Unidos, para estabelecer relações diplomáticas e econômicas.

“A paz e a compreensão são forças tão poderosas que chegam a todas as partes do mundo. O que vocês estão testemunhando aqui é fruto desse momento histórico”, disse o cônsul dos Emirados Árabes Unidos, Ibrahim Salem Alalawi. “Estamos mostrando a todos que a paz e a compreensão são possíveis, não só no Oriente Médio, mas aqui e em qualquer lugar.”

Alon Lavi, cônsul de Israel em São Paulo, disse esperar que “esta seja a primeira de muitas atividades que poderemos contribuir juntos com a cidade e com os brasileiros”.

A normalização das relações diplomáticas entre Israel e Emirados Árabes Unidos deve também gerar ganhos para a economia dos dois países, ao abrir caminho para importações e o uso de novas rotas logísticas, como o acesso de empresas israelenses a Dubai e a troca de tecnologias.

Ao fechar o acordo, o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, aceitou suspender os planos de anexação de territórios palestinos na Cisjordânia, mas se recusou a abandonar o projeto por completo. Naquela ocasião, o Bahrein também assinou um termo de normalização de relações com Israel.

Com o pacto, os dois países árabes passaram a reconhecer formalmente o estado de Israel, algo que poucos países árabes fizeram até hoje, pois defendem que o Estado judeu foi criado de modo irregular em terras pertencentes aos palestinos.

A mediação feita pelo governo de Donald Trump para estes acordos foi vista como um ato de campanha do presidente, que perdeu a reeleição para o democrata Joe Biden neste mês.

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