Dúvidas dos brasileiros sobre o Pix para pagamentos
Benefícios

Dúvidas dos brasileiros sobre o Pix para pagamentos

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Dúvidas dos brasileiros sobre o Pix para pagamentos. Realizar uma transferência às 18h de sexta-feira e ter que esperar pela compensação só na segunda; pagar tarifas de R$ 10, em média, para enviar dinheiro para outro banco; e quitar um boleto num dia e receber a confirmação apenas no outro… São situações rotineiras que vão virar “coisas do passado”, com a chegada do Pix. O novo sistema de pagamentos criado pelo Banco Central, disponível a partir desta segunda-feira (dia 16), permite transações imediatas a qualquer hora.

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SÃO PAULO,SP,06.10.2020:APLICATIVO-PIX – Vista de celular conectado no aplicativo do Pix em São Paulo (SP), nesta terça-feira (6), que permitirá transações bancárias a qualquer horário e dia. (Foto: Willian Moreira/Futura Press/Folhapress)

A novidade não acaba com as formas tradicionais de pagamentos. Mas é uma alternativa mais rápida, eficiente e barata — tanto para os clientes, quanto para os bancos. Segundo Filipe Pires, economista do Ibmec-RJ, o Pix é um passo importante para a evolução do sistema bancário:PUBLICIDADE

— Esse sistema é um marco porque facilita o fluxo de informações, fazendo com que a operação se torne mais barata. E o que se espera, na outra ponta, é a manutenção ou a ampliação da segurança.

Para ajudar a compreender o novo sistema, selecionamos 20 perguntas comuns entre os leitores. Veja abaixo:

1) O que é o Pix? Meu dinheiro vai virar Pix?

O Pix é mais uma alternativa de pagamento lançada pelo Banco Central (BC), que permite transferências a qualquer momento, 24 horas por dia, sete dias por semana. Não é uma unidade de moeda, como dólar ou bitcoin. Por isso, o seu dinheiro não vai virar Pix.

Mas você pode pagar um dinheiro emprestado por um amigo por meio do Pix, na modalidade transferência, ou uma conta num restaurante, por exemplo, a partir do escaneamento de um QR Code.

2) Posso pagar algo por meio do Pix e ter o valor descontado somente no próximo mês, como acontece com o cartão de crédito?

Como a transferência é imediata, é preciso ter saldo disponível em conta.

3) E o que são as chaves PIX?

A chave é um código que vai te identificar e vai servir para que as pessoas transfiram dinheiro para sua conta. Você é quem escolhe cada um deles: pode ser seu telefone, seu CPF, seu e-mail ou uma chave aleatória.

O benefício é, na hora da transferência, não precisar digitar todos os aqueles dados como conta, agência, código do banco e por aí vai.

4) Se eu digitar o número de telefone errado da pessoa para quem desejo enviar dinheiro, posso recuperar o dinheiro?

A operação não pode ser desfeita. Então, é preciso confirmar bem os dados do destinatário antes de efetivar a transação.

5) Quando eu der a minha chave Pix para que uma pessoa me transfira dinheiro, haverá possibilidade de ela, depois, usar esse dado para tirar dinheiro da minha conta?

Quando uma pessoa tem acesso à sua chave Pix, a única coisa que ela pode fazer é transferir dinheiro para você. Não tem como ela sacar dinheiro de sua conta, utilizando a chave. Para isso, ela precisaria, antes, ter acesso à sua senha do aplicativo, do internet banking, para acessar a conta, e só depois fazer a transação. A segurança do Pix é a mesma de qualquer outra operação feita pelo seu banco.

6) O Pix é obrigatório?

Não é obrigatório usar o Pix. Você pode continuar usando TED ou DOC para tranbsferências e fazendo pagamentos por meio de boletos bancários.

7) É possível usar o Pix tanto para enviar dinheiro, quanto para receber, sem ter feito uma chave?

Caso queira usar o Pix sem a chave, será preciso digitar todos os dados bancários do destinatário para realizar uma transação: conta, agência, CPF, nome completo e número do banco.

8) Há limite para transferências no Pix? Esse limite é diário ou por transação?

Isso vai depender da política de concessão de limites e de segurança de cada instituição. Poderá ser por transação, limite diário ou até mesmo semanal, como ocorre no caso de cartões de débito. O limite de transferências não será algo padronizado para todo o mercado.

9) Para programar transferências, será necessário usar TED/DOC ou será possível agendar um Pix?

Será possível agendar um Pix, mas isso ainda não está disponível. Algumas instituições estão desenvolvendo esta solução. O cliente deve checar a possibilidade com seu banco.

10) Quantas chaves Pix eu posso ter?

Os clientes pessoas físicas podem ter até cinco chaves Pix por conta. Já os clientes pessoas jurídicas podem acumular até 20 chaves.

11) Um casal que tem contas conjuntas deve fazer chaves Pix diferentes para cada um ou podem usar a mesma chave, já que movimentam recursos de uma mesma conta?

O casal poderá usar a mesma chave, mas também será possível que cada um cadastre sua chave para a mesma conta, lembrando que o limite para pessoa física é de cinco chaves por conta transacional.

12) O Pix servirá para pagar boletos?

Não. Não há como ler códigos de barra com o Pix. Ele pode ser uma alternativa ao boleto, porque vai permitir pagamentos por meio da leitura de QR Code. Isso poderá ser usado para contas de cobrança ou no salão de beleza, por exemplo.

13) O pagamento com QR Code poderá ser feito pelo próprio aplicativo do banco ou será preciso ter um outro app?

O pagamento será sempre feito pelo próprio aplicativo do banco.

14) O que acontece se eu quiser cadastrar uma chave, mas ela já tiver sido cadastrada por outra pessoa (um número de celular, por exemplo)?

Você pode iniciar um “procedimento de reivindicação de posse da chave” por meio de um canal de comunicação com a instituição financeira. A pessoa receberá uma notificação e terá sete dias corridos para validar e comprovar a posse da chave. Se não o fizer, você recebe o direito de usar tal chave.

15) O que acontece, por exemplo, se eu tiver cadastrado meu celular como chave Pix e trocar o número?

Será preciso incluir uma nova chave, usando o número novo, e excluir aquela referente ao número antigo. Tudo pelo site ou pelo aplicativo da instituição financeira.

16) O Pix é gratuito mesmo para pessoas físicas?

As pessoas físicas são isentas de cobrança de tarifas para enviar recursos, com finalidade de transferência e de compra e para receber transferências.

Há apenas duas situações em que as pessoas físicas poderão ser tarifadas: ao fazer um Pix utilizando canal de atendimento presencial ou pessoal da instituição, inclusive por telefone, quanto estiverem disponíveis meios eletrônico; ou ao receber um Pix no caso de finalidade de compra, em contrapartida a atividades comerciais. Por exemplo: vendedores pessoas físicas que recebem pagamento de produto ou serviço por meio do Pix.

17) E as pessoas jurídicas? São isentas também?

Não. No caso de pessoas jurídicas, a instituição detentora da conta do cliente pode cobrar tarifa em decorrência de envio e de recebimento de recursos, com as finalidades de transferência e de compra. O modelo de precificação (custo fixo ou percentual) e os valores das tarifas podem ser livremente estabelecidas pelas instituições.

Aos microempreendedores individuais (MEIs) e empresários individuais, aplicam-se as mesmas regras de pessoas físicas. Para empresas do tipo Eireli (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada), valem as regras de pessoa jurídica.

18) Mas há alguma pegadinha? O que os bancos ganham com o Pix?

O custo para as instituições é mínimo: de 0,01 centavo a cada dez transações. Nas modalidades TED ou DOC, o custo é maior. Mas o serviço é cobrado de alguns clientes.

Além disso, os bancos estimam uma grande economia com a menor circulação de papel moeda em virtude do aumento das transferências virtuais. De acordo com a Febraban, por ano, são gastos R$ 10 bilhões com o deslocamento de dinheiro.

19) Só os bancos podem ofertar o Pix?

Não. Instituições financeiras (IFs) e instituições de pagamento (IPs), incluindo fintechs, podem ofertar o Pix aos seus clientes. Algumas dessas, no entanto, terão que ofertar de forma obrigatória.

São elas: IFs ou IPs autorizadas pelo BC com mais de 500 mil contas de clientes ativas (considerando contas de depósito à vista, conta de depósito de poupança e conta de pagamento pré-paga). As demais podem oferecer esse serviço de forma facultativa, desde que façam adesão ao Pix.

Para conferir a lista de participantes, acesse o site do Banco Central: www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/participantespix.

20) O Pix é seguro? Não corro o risco de ser alvo de hackers?

As transações por Pix são criptografadas de ponta a ponta, fazendo com que os dados do cliente não fiquem disponíveis para outros usuários. Os dados são codificados, não permitindo a leitura mesmo em caso de uma eventual interceptação.

Atenção: os bancos, instituições financeiras e de pagamento não pedem seus dados de clientes por WhatsApp e redes sociais. Também não enviam e-mails ou mensagens SMS com links. Por isso, todo cadastro ou qualquer solicitação de dados deve ser feita somente dentro do aplicativo da instituição financeira.

Em 2021

Funcionalidades

Algumas opções ainda não estão disponíveis. No entanto, há previsão de que já sejam ofertadas aos clientes no primeiro semestre de 2021. Veja alguns exemplos abaixo.

Taxa de passaporte

Será possível possível pagar taxa de passaporte ou até inscrição no vestibular. Essas possibilidades deverão ser implantadas aos poucos. Os pagamentos para a União hoje são feitos por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU). Um acordo entre o Tesouro Nacional e o Banco Central vai permitir que o pagamento dessas GRUs seja feito por Pix.

Dinheiro vivo

Será possível fazer saques em espécie em conta-corrente, em qualquer estabelecimento comercial. O consumidor fará a leitura de um QR Code com o celular, e o atendente entregará o dinheiro.

Recolhimento de FGTS

Essa opção estará disponível em breve, a partir do lançamento do FGTS Digital, uma plataforma do Ministério da Economia para agilizar os processos de arrecadação. Fonte Extra

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