SP restringe funcionamento de bares e venda de bebida alcoólica para conter coronavírus
Por Eduardo Simões
SÃO PAULO (Reuters) – O governo do Estado de São Paulo restringirá a partir de sábado o funcionamento de bares, que só poderão operar até as 20h, e a venda de bebidas alcoólicas em estabelecimentos como restaurantes e lojas de conveniência, que será encerrada no mesmo horário, na tentativa de conter o que autoridades de saúde paulistas chamaram de recrudescimento da pandemia de Covid-19.
Os restaurantes e lojas de conveniência poderão operar até as 22h, mas a partir das 20h não poderão mais vender bebidas alcoólicas. Esses estabelecimentos, assim como os bares, poderão funcionar com apenas 40% de sua lotação e terão de seguir os demais protocolos sanitários, como uso de máscaras e medição de temperatura, por exemplo.
Bares e restaurantes também só poderão atender clientes sentados e as mesas não poderão ter mais de seis pessoas.
Em entrevista coletiva no Instituto Butantan, o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, mostrou o crescimento do número de casos, internações e mortes por Covid-19 no Estado nas últimas semanas, além de uma predominância de pessoas de entre 30 e 50 anos de idade precisando de leitos destinados ao tratamento da doença.
De acordo com os dados, entre a semana iniciada em 15 de novembro e a encerrada em 5 de dezembro, a média diária de novos casos no Estado aumentou 23,6%, a média diária de novas internações cresceu 15,5% e a média diária de novas mortes teve alta de 30,3%.
Gorinchteyn apontou o que chamou de “lazer noturno” como um fator que tem gerado aglomerações, e lamentou o fato de as pessoas não seguirem protocolos sanitários nesses locais.
“Os números da Covid recrudesceram em todo o país, e não foi diferente no nosso Estado”, disse o secretário. “Medidas precisam ser tomadas”, acrescentou.
As alterações passarão a valer a partir da meia-noite de sábado e terão vigência de 30 dias, afirmou o secretário.
Além disso, o governo paulista também anunciou a ampliação do horário de funcionamento do comércio –de 10 horas diárias para 12 horas diárias– como forma de reduzir aglomerações na época das compras das festas de final de ano.
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