IPP sobe 1,39% em novembro ante 3,41% em outubro, afirma IBGE
O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que inclui preços da indústria extrativa e de transformação, registrou alta de 1,39% em novembro, informou nesta terça-feira (5) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de outubro foi revisada de uma alta de 3,40% para uma elevação de 3,41%, taxa recorde na série histórica iniciada em janeiro de 2014.
O IPP mede a evolução dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e fretes, da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação. Com o resultado de novembro, o IPP das indústrias de transformação e extrativa acumulou aumento de 18,92% no ano. A taxa acumulada em 12 meses foi de 19,69%.
Considerando apenas a indústria extrativa, houve recuo de 2,05% em novembro, após a alta de 9,71% registrada em outubro.
Já a indústria de transformação registrou aumento de 1,60% em novembro, ante elevação de 3,05% no IPP de outubro.
Os bens de capital ficaram 0,28% mais caros na porta de fábrica em novembro, segundo os dados do IPP agora divulgados. O resultado ocorre após os preços terem aumentado 2,61% em outubro. Os bens intermediários registraram avanço de 1,45% nos preços em novembro, ante um aumento de 5,05% em outubro.
Já os preços dos bens de consumo subiram 1,52% em novembro, depois de uma alta de 1,19% em outubro. Dentro dos bens de consumo, os bens duráveis tiveram elevação de 0,85% em novembro, ante alta de 1,00% no mês anterior. Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis subiram 1,66% em novembro, após a elevação de 1,23% registrada em outubro.
A alta de 1,39% do IPP em novembro teve contribuição de 0,02 ponto porcentual de bens de capital; 0,81 ponto porcentual de bens intermediários; e 0,56 ponto porcentual de bens de consumo, sendo 0,51 ponto porcentual de bens de consumo semi e não duráveis e 0,05 ponto porcentual de bens de consumo duráveis.
Atividades
A alta de 1,39% nos preços dos produtos industriais na porta de fábrica em novembro decorreu de avanços em 19 das 24 atividades pesquisadas, segundo o IBGE. As quatro maiores variações foram observadas em móveis (4,03%), borracha e plástico (3,58%), alimentos (2,76%) e metalurgia (2,24%). A queda mais acentuada ocorreu em fumo (-2,91%).
Em termos de influência, as principais pressões foram de alimentos (impacto de 0,71 ponto porcentual), refino de petróleo e produtos de álcool (alta de 1,91% e impacto de 0,15 ponto porcentual), metalurgia (0,14 ponto porcentual) e borracha e plástico (0,13 ponto porcentual).
Os produtos alimentícios sobem há cinco meses consecutivos na porta de fábrica, levando a um aumento de 32,01% acumulado de janeiro a novembro, apontou Manoel Souza Neto, gerente do IPP no IBGE. Segundo o pesquisador, houve reflexos nos preços de problemas na oferta de leite, da entressafra de soja e cana-de-açúcar e das exportações de carnes.
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