Atacante do Boca trata racismo com ironia ao chamar Marinho de "negro"
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Atacante do Boca trata racismo com ironia ao chamar Marinho de “negro”

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O atacante Ábila, do Boca Juniors, ironizou as críticas e as denúncias envolvendo racismo citando o atacante Marinho, do Santos.

Em entrevista após o duelo do clube contra o Argentinos Juniors, o jogador foi questionado sobre troca de camisas após a partida com os brasileiros ocorrida na quarta-feira (6), válida pela semifinal da Libertadores.

Ao ser perguntado se havia trocado o seu uniforme com o goleiro John – que testou positivo para o coronavírus depois do duelo -, Ábila negou e emitiu a seguinte frase: “Troquei com o Marinho, com o negro, eu o conheço. Bom… com o moreno, porque agora se você fala ‘negro’, te denunciam. Mas é carinhosamente. Se sou eu que digo ‘negro’ o que sobra para os outros, não?”, afirmou o atacante.

Procurado pelo UOL Esporte, o Santos declarou que “a princípio” não se posicionará sobre o assunto. A reportagem também busca um posicionamento de Marinho.

Hoje, o jornal Olé, um dos maiores da Argentina, repercutiu a afirmação em tom de deboche. Com um emoji de risada, o veículo publicou uma foto do jogador estampando a frase acima.

Logo depois da postagem, vários brasileiros mostraram incômodo com o jornal e enviaram mensagens de repúdio ao Olé.

“Qual é a graça?”, perguntou um torcedor. “Vocês são nojentos, papo reto. Pensei que o problema fosse alguns torcedores, mas se a própria imprensa acha graça de uma declaração dessas, o problema é em vocês mesmo”, publicou outro.

Contexto envolve Cavani

A resposta de Ábila em torno do tema tem relação à polêmica envolvendo o uruguaio Cavani.

O atacante do Manchester United foi suspenso por três jogos pela Federação Inglesa por publicar a frase “Gracias, negrito” (“Obrigado, negro”) a um fã que o elogiou pelo desempenho.

A mensagem foi apagada, mas a entidade abriu uma investigação e optou pela pena semana passada. A justificativa foi a de que o comportamento do uruguaio foi “inapropriado”, citando um comentário “insultuoso e/ou abusivo e/ou impróprio e/ou que trouxe descrédito ao jogo”.

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