Expansão do comércio online é tema do Caminhos da Reportagem
Agência Brasil

Expansão do comércio online é tema do Caminhos da Reportagem

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Desde o início da pandemia do coronavírus, as compras pela internet aumentaram 80% no Brasil em comparação ao mesmo período de 2019. Com as dificuldades que os pequenos empresários têm enfrentado vender produtos por meio do comércio eletrônico foi a alternativa que muitos encontraram para não fechar as portas definitivamente. É sobre esse assunto, ou seja, a expansão do comércio online no país e seus desafios, que o Caminhos da Reportagem vai tratar neste domingo (10). O programa vai ao ar às 20h, pela TV Brasil.

Em Novo Airão (AM), por exemplo, o presidente da Associação de Produtores Nov’Arte, Simeão Bezerra, conta o impacto da pandemia na venda dos produtos. Antes, a renda das famílias era obtida principalmente do comércio impulsionado por turistas que ficavam hospedados em hotéis parceiros. “Na pandemia nós não tivemos isso, né, fechou tudo”, afirma Simeão. Segundo ele, a solução encontrada foi a abertura de uma loja virtual. “Agora tem uma plataforma. A gente já mandou coisa para os Estados Unidos, pra Inglaterra, pra muitos países”.

Crescimento de lojas virtuais

Para se ter uma ideia, a adesão de lojas às vendas online cresceu muito além do esperado. Segundo a Associação Brasileira de Comércio eletrônico (ABComm), antes da covid-19 a estimativa era a abertura de 60 mil novas lojas virtuais em seis meses, mas entre março e setembro foram registradas mais de 135 mil. De acordo com o diretor da ABComm, Fábio Fialho, o perfil de consumidores também foi ampliado. “Além das pessoas acima dos 55 anos, a gente teve um crescimento das pessoas que tinham certa desconfiança ou não viam uma necessidade de compra online”, diz.

Para evitar sair de casa, a professora aposentada Arilda Maria de Souza, decidiu fazer compras online: “Eu comecei assim: muito devagar, compra de frutaria”. Com o tempo, a variedade de produtos foi aumentando e a experiência ficou interessante. “Quando eu sabia que ia chegar eu já avisava o porteiro. Dizia: Olha! Vai chegar um livro pra mim. Então, logo que chegava ele me avisava. Ia no elevador para não descer. Eu pegava aqui. É muito bom você abrir e sentir o que você comprou. E que comprou e chegou né?”, conta.

Transporte de encomendas

Um dos desafios que as vendas online trazem é o envio das encomendas. O custo do frete e o prazo estão entre as questões que levam consumidores a repensarem a viabilidade de determinada compra. Na hora de contratar uma empresa de transporte de encomendas, empresários também avaliam as opções: Correios ou transportadoras? A diferença está no destino: os Correios, por serem uma empresa pública e têm o dever de entregar correspondências e mercadorias em qualquer lugar do Brasil. “Não há distinção entre os grandes centros e os cantões do país. Inclusive nas regiões em que os operadores privados não têm interesse econômico em operar”, explica o presidente dos Correios, Floriano Peixoto Vieira Neto.

Como os Correios estão em todos os municípios do país, a empresa é utilizada também na prestação de outros serviços, entre eles, o ‘Limpa Nome’, destinado a quem está inscrito na base de dados de inadimplência do Serasa.

Correios e lockers

Além desses assuntos, o programa Caminhos da Reportagem mostra que os Correios foram responsáveis pelo transporte de materiais entre laboratórios que realizam pesquisas relacionadas à covid-19. Segundo Ana Paula Fernandes, coordenadora da Rede Vírus em Diagnóstico, da Universidade Federal de Minas Gerais, “não é qualquer serviço de transporte que pode fazer com segurança, sem risco para o profissional que está transportando, sem risco para a população ou para o meio ambiente”.

Ainda dentro da esfera do comércio eletrônico, o programa traz uma novidade: os lockers, também chamados de “armários inteligentes”. Os primeiros já foram instalados no Paranoá, região administrativa do Distrito Federal. A partir do momento em que a encomenda é deixada pelos Correios em um locker indicado pelo consumidor, há um prazo de 72 horas para retirá-la. “Além de ser uma tecnologia inovadora, tem o lado de inserção social. É 24 horas, funciona, vai estar num local seguro”, explica Carlos Henrique Ribeiro, diretor de Operações dos Correios.

**A íntegra do Caminhos da Reportagem fica disponível no site do programa.

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