Auxílio emergencial será votado semana que vem no congresso
Auxílio emergencial será votado semana que vem no congresso. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse nesta quinta-feira que a proposta de emenda à Constituição (PEC) Emergencial, que trará a cláusula de calamidade para liberar a prorrogação do auxílio emergencial, será pautada na semana que vem.
Segundo ele, o relator da proposta, senador Márcio Bittar (MDB-AC), deve apresentar seu parecer até a próxima segunda-feira:
— Ficou ajustado hoje na reunião de líderes do Senado que, dentre muitos projetos que serão pautados na semana que vem, será pautada a PEC Emergencial. O parecer será apresentado pelo senador Márcio Bittar de hoje até a segunda-feira. Essa aprovação pelo Senado Federal permitirá, através de uma cláusula de orçamento de guerra, uma cláusula de calamidade, que se possa ter a brecha necessária para implantar o auxílio emergencial no Brasil — disse Pacheco, após se reunir com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o ministro da Economia, Paulo Guedes.
No pronunciamento à imprensa, Lira disse que a reunião tem “caráter simbólico”. Sem mencionar a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que ainda precisa ser analisada pela Câmara, o parlamentar disse que o encontro desta quinta demonstra as prioridades para as duas Casas, que devem continuar tratando dos assuntos que são importantes para o país:
— As PECs que tramitam no Senado, as que tramitam na Câmara e o auxílio emergencial, além das vacinas e da pandemia. Todos os outros assuntos são laterais.
Ele acrescentou:
— A nossa democracia é forjada em firmeza de instituições e nós, com isso, damos uma demonstração clara para toda a população de que enfrentaremos os problemas, eles se acomodam gradativamente com o tempo, mas as pautas que foram traçadas pelo governo federal, pela Câmara e pelo Senado continuarão firmes sem obstáculos, para que suas discussões e aprovações aconteçam o mais rápido possível nas duas casas.
Cláusula de calamidade
Na última semana, o governo e a cúpula do Congresso já haviam se reunido e firmado um acordo para destravar a prorrogação do auxílio emergencial. Na ocasião, também após um encontro entre Guedes, Lira e Pacheco, foi definido que a extensão do benefício seria viabilizada com a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC).
A estratégia é votar um texto que seria a combinação entre a PEC Emergencial e a PEC do Pacto Federativo, que estão no Congresso desde novembro de 2019. O texto incluiria uma cláusula de calamidade, que permitiria o pagamento do auxílio ao livrá-lo das regras fiscais desse ano.
Em contrapartida, a proposta traria gatilhos para controlar as despesas, ainda que as medidas sejam acionadas no futuro. Entre essas ações estão a possibilidade de corte de custos por meio da redução de salário e de jornada de servidores.
Após a reunião, o líder da minoria no Senado, senador Jean Paul Prates (PT-RN), afirmou que o governo aceitou enxugar os textos, passando de oito pontos principais para quatro. Ele, no entanto, só citou três: sustentabilidade da dívida, regra de ouro e equilíbrio fiscal intergeracional.
Reservadamente, Guedes afirma a interlocutores que o congelamento do salário de servidores públicos das três esferas – União, estados e municípios – neste ano seria suficiente para compensar o pagamento da nova rodada do auxílio emergencial, a partir de março. Dessa vez o benefício não poderia ultrapassar os R$ 250 em quatro parcelas.
Prates disse que a redução de salário de servidores não foi tratada na reunião, mas acredita que, caso o trecho seja mantido, enfrentará resistência na casa.
— De um lado, vai se enxugar o que foi proposto, o governo concordou em diminuir esses pontos, torná-los mais abrangentes, menos específicos, e nós vamos tentar elaborar sugestões — explicou, acrescentando que o presidente do Senado está sondando com parlamentares a necessidade de adicionar novos pontos ao texto, como ajuda a estados no tocante à vacinação.
Comissão de acompanhamento da Covid-19
Prates também afirmou que os senadores concordaram em instalar uma comissão de acompanhamento da Covid-19 no Senado, como já existe na Câmara, mas que a oposição ainda quer a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a conduta do governo federal na pandemia.
— Colocamos o argumento que a CPI não impede em nada a vacinação. Propuseram alternativamente uma comissão de acompanhamento no âmbito do Senado, só que não nos demos satisfeitos. Vai ter a leitura de requerimento dessa comissão na semana que vem. Pareceu ser consenso que começa essa outra comissão e dez dias depois vê a outra comissão — afirmou.
Veja Tambem em Auxílio Emergencial
Governo federal destina socorro financeiro de r$ 800 e adianta benefícios sociais em minas gerais
CAIXA inicia pagamento do Bolsa Família nesta quinta-feira (12)
Trabalhadores de áreas afetadas por chuvas podem sacar mais de seis mil reais do fundo de garantia
Caixa Tem facilita resgate de até R$ 6.220 do FGTS para atingidos por desastres
Bolsa Família 2025 mantém estrutura atual e exige atualização cadastral para mais de 21 milhões de famílias
Governo federal atualiza critérios para benefício social emergencial em 2025 com foco em famílias carentes
Governo mantém Bolsa Família 2025 focado na renda básica e combate à pobreza com cadastro atualizado
Governo estende prazo até 11 de janeiro de 2026 para devolução voluntária de auxílio emergencial irregular
Pescadores artesanais da Região Norte recebem parcela única de R$ 2.824; veja como funciona o pagamento
MDS amplia prazo para devolver Auxílio Emergencial até janeiro de 2026 e evitar dívidas
Bolsa Família 2025 reforça compromisso com famílias de baixa renda e novos valores em todo o país