Mostra gratuita relembra "o rei do cool" Steve McQueen
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Mostra gratuita relembra “o rei do cool” Steve McQueen

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Steve McQueen influenciou gerações de atores, conquistou plateias no mundo e tornou-se um ícone não apenas do cinema, mas da cultura popular. Agora temos a chance de rever na telona os 26 filmes do ator, na mostra gratuita “Steve McQueen, The King of Cool”, no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, de 22 de fevereiro a 29 de março.

Inicialmente, as exibições estavam marcadas para 2020, ano em que McQueen completaria 90 anos, no dia 24 de março, mas a pandemia forçou a mudança das datas para este ano.

A mostra toma emprestado o apelido de McQueen, “The King of Cool”, “o rei dos descolados”, como ficou conhecido após interpretar anti-heróis em filmes como “Bullitt”, “Crown, o Magnífico” e “A Mesa do Diabo. Na tela, encarnava a virilidade, mas também se mostrava sensível. Gostava de cenas de ação, nas quais dispensava os dublês, e amava a velocidade.

“Ele tinha um estilo de interpretação que se tornou uma escola. McQueen queria tirar os diálogos, cortar as falas dos personagens. Deixava os diretores loucos. Ele acreditava que, se o roteiro pedia para ameaçar alguém, bastava expressar isso”, afirma o jornalista e crítico de cinema Mario Abbade, curador da mostra.

Para Abbade, não há regras para explicar o fascínio que astros do cinema, como McQueen, causam no público. “Alguns têm uma magia que, quando ligam a câmera, as pessoas ficam apaixonadas.”

O crítico levou oito anos para conseguir os direitos de exibição, em cinema, de todos os 26 filmes de McQueen que estarão na mostra. “As obras foram remasterizadas em HD ou full HD. O público verá os filmes como se estivessem assistindo na época, mas com mais qualidade”, afirma.

São longas que passeiam por vários gêneros: western (“Sete Homens e um Destino”), ação (“24 Horas de Le Mans”), terror (“A Bolha Assassina”) e de desastre (“Inferno na Torre”). Cada espectador, diz Abbade, tem o seu preferido (os desta colunista são “Sete Homens” e “Papillon”, filmes da minha infância e adolescência).

MOSTRA “STEVE MCQUEEN, THE KING OF COOL”

No CCBB São Paulo (r. Álvares Penteado, 112). De 22 de fevereiro a 29 de março. Programação completa no site bb.com.br/cultura. Gratuito. Reserva 24 horas antes pelo site www.eventim.com.br e o aplicativo Eventim ou uma hora antes na bilheteria.

PROGRAMAÇÃO INCLUI DOCUMENTÁRIOS E DEBATES

A mostra do CCBB dedicada a Steve McQueen terá, além dos 26 filmes do ator, a exibição de três documentários sobre a trajetória do astro e, na internet, debate sobre sua vida e sua obra, aula magna e palestra com o curador Mario Abbade. No dia 6 de março, a partir das 13h, os filmes do ator estarão disponíveis gratuitamente na plataforma wurlak.com. Os longas, com recursos de acessibilidade (audiodescrição, legenda descritiva e interpretação em libras), poderão ser vistos até as 23h59 do dia 13 de março.

DO REFORMATÓRIO A ASTRO DE CINEMA

McQueen nasceu em 24 de março de 1930, em Beech Grove, estado de Indiana. Filho de um piloto, a velocidade já estava em seu DNA. Seus pais se separaram logo cedo e ele passou a infância entre a fazenda do tio-avô no Missouri e a vida com a mãe na Califórnia.

Na adolescência, após cometer alguns delitos, foi mandado a um reformatório. Não completou a educação formal e, ainda adolescente, rodou os Estados Unidos até ingressar nos Fuzileiros Navais.

Em 1950, deixou a Marinha e se mudou para Nova York, onde, por sugestão de um amigo, começou a estudar atuação. Após participar de produções off-Broadway, foi aceito na escola do renomado Lee Strasberg. Estreou na Broadway em 1956, no mesmo ano em que participou de seu primeiro filme.

Dois anos depois, interpretou seu primeiro protagonista no cinema, em “A Bolha Assassina”. Dividia seu tempo entre produções para a TV e a sétima arte quando surgiu o papel de Vin Tanner, em “Sete Homens e um Destino”, que o levou ao estrelato. Logo foi saudado como herdeiro de James Dean.

Nas duas décadas seguintes, seu status de astro se confirmou filme após filme: “Fugindo do Inferno” (1963), “Crown, o Magnífico” (1968) e “Os Implacáveis” (1972), entre outros.

Morreu aos 50 anos, em 1980, um ano após ser diagnosticado com mesotelioma pleural, câncer de pulmão associado ao uso de amianto. Em entrevista, disse acreditar que a exposição à substância se deu quando era fuzileiro, na remoção de amianto de um navio. Ele também citou como possibilidade o amianto usado nos trajes e capacetes de proteção de pilotos.

ONDE VER OS FILMES DE MCQUEEN NO STREAMING

(os preços e a disponibilidade foram pesquisados no dia 18 de fevereiro)

A BOLHA ASSASSINA (1958)

Old Flix: grátis para assinantes

NetMovies: grátis

Looke: grátis para assinantes, R$ 3,99 (aluguel) e R$ 14,99 (compra)

QUANDO EXPLODEM AS PAIXÕES (1959)

Apple TV: R$ 7,90 (aluguel) e R$ 19,90 (compra)

FASCÍNORAS MASCARADOS (1959)

Claro TV: grátis para assinantes

SETE HOMENS E UM DESTINO (1960)

Apple TV: R$ 11,90 (aluguel) e R$ 27,90 (compra)

Telecine Play: grátis para assinantes

O INFERNO É PARA HERÓIS (1962)

Apple TV: R$ 11,90 (aluguel) e R$ 27,90 (compra)

O AMANTE DA GUERRA (1962)

Old Flix: grátis para assinantes

FUGINDO DO INFERNO (1963)

Apple TV: R$ 11,90 (aluguel) e R$ 24,90 (compra)

​BULLITT (1968)

NetMovies: grátis

Looke: grátis para assinantes, R$ 4,99 (aluguel) e R$ 19,99 (compra)

Apple TV: R$ 7,90 (aluguel) e R$ 19,90 (compra)

Google Play: R$ 7,90 (aluguel) e R$ 19,90 (compra)

CROWN, O MAGNÍFICO (1968)

Apple TV: R$ 11,90 (aluguel) e R$ 24,90 (compra)

OS REBELDES (1969)

Telecine Play: grátis para assinantes

PAPILLON (1973)

Old Flix: grátis para assinantes

NetMovies: grátis

NOW: grátis para assinantes

Looke: grátis para assinantes, R$ 4,99 (aluguel) e R$ 19,99 (compra)

INFERNO NA TORRE (1974)

Apple TV: R$ 7,90 (aluguel) e R$ 19,90 (compra)

Looke: R$ 7,99 (aluguel)

CAÇADOR IMPLACÁVEL (1980)

Prime Video:  grátis para assinantes

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