STF afirma que vazamento de senhas de emails da Corte não são resultado de ataque hacker
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O STF (Supremo Tribunal Federal) atribui o vazamento de senhas de 98 emails da corte ao fato de servidores terem usado o endereço eletrônico do tribunal para fazer cadastro em sites na internet.
Em nota emitida nesta sexta-feira (5), o Supremo nega que tenha sido alvo de ataque de hackers.
“Não se trata de nenhum tipo de invasão a sistemas da Suprema Corte”, garante.
Além do STF, outros órgãos públicos, como o Congresso Nacional e a Petrobras, também tiveram códigos de acesso a emails expostos.
Ao todo, foram vazados 3,2 bilhões de senhas em todo o mundo, sendo mais de 70 mil da administração pública brasileira.
A corte diz que já havia atuado em relação ao tema antes de o caso vir a público.
“Em outubro do ano passado, a equipe do tribunal obteve acesso a contas institucionais (que incluem as mencionadas agora) que circulavam na Dark Web. Diante disso, o Serviço de Atendimento ao Usuário do STF já havia entrado em contato com os usuários dos e-mails envolvidos para a renovação das credenciais de acesso”, diz a nota.
O Supremo afirma que teve acesso à íntegra do material e que se trata de um “compilado de informações antigas”.
As senhas foram publicadas no mesmo site em que hackers expuseram, em janeiro, dados de mais de 223 milhões de brasileiros, com nome completo, CPFs, CNPJs, data de nascimento e outras informações.
Entre outras autoridades, estavam à venda dados de ministros do Supremo como declaração de Imposto de Renda e outras informações pessoais.
À época, o dfndr lab, laboratório de cibersegurança da Psafe, afirmou que, como há 212 milhões de brasileiros aproximadamente, o número de dados expostos indica que o vazamento pode ter incluído informações de pessoas que já morreram e CPFs inativos.
Na ocasião, o presidente do Supremo, Luiz Fux, pediu ao ministro da Justiça, André Mendonça, para adotar providências sobre o vazamento. A pasta comanda a Polícia Federal, que investiga o caso. Fux também comunicou a exposição dos dados pessoais ao ministro Alexandre de Moraes, que é relator o inquérito das fake news, que apura ofensas e ameaças a integrantes do tribunal.
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