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Cajamar tem mais de 1.300 pessoas com segunda dose da Coronavac atrasada

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Mais de 1.300 pessoas acima de 69 anos ainda não receberam a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em Cajamar, na Grande São Paulo. Essas pessoas tomaram a primeira dose da Coronavac a partir de 27 de março e deveriam ter recebido o reforço a partir de 24 de abril, mas não têm previsão para completar o ciclo da imunização.

Segundo nota enviada pela prefeitura da cidade, sob gestão Danilo Joan (PSD), isso acontece porque a cidade tem apenas 840 doses da Coronavac, mas elas estão reservadas para as segundas doses de pessoas com 68 anos (a partir de sexta, 5) e de profissionais da educação (a partir do dia 11). A gestão não informou o que aconteceu para que as vacinas da população com mais de 69 anos tenham acabado.

O município afirma que não há risco de paralisação da imunização de primeira dose. Por ora, o estoque da vacina Covishield, desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), é suficiente para a vacinação da fase atual –pessoas entre 60 e 63 anos.

Um levantamento do Agora com municípios da Grande São Paulo mostra que em pelo menos outras nove cidades há Coronavac somente para segundas doses. São elas: Diadema, Embu das Artes, Guarulhos, Osasco, Poá, Ribeirão Pires, São Caetano do Sul, São Paulo e Taboão da Serra. Nelas, a aplicação de primeiras doses é realizada apenas com o imunizante da AstraZeneca.

Fora Cajamar, 22 cidades que responderam o contato da reportagem afirmam que o processo de imunização da população é realizado normalmente, com estoque garantido para as fases já iniciadas.

As cidades que responderam os questionamentos foram Biritiba Mirim, Caieiras, Carapicuíba, Cotia, Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha, Guararema, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Mauá, Mogi das Cruzes, Pirapora do Bom Jesus, Rio Grande da Serra e Taboão da Serra.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que estados e municípios têm autonomia para realizar a vacinação de acordo com as demandas regionais. A pasta diz, ainda, que pessoas que passaram do prazo recomendado para a aplicação da segunda dose da vacina –que, no caso da Coronavac, é de até 28 dias– devem completar o ciclo vacinal “assim que disponível”.

Municípios citaram que aguardam o recebimento de novos lotes da Coronavac para aumentar a oferta. O ministério afirma que a distribuição das doses depende da entrega dos laboratórios fabricantes.

Procurado, o Instituto Butantan, que produz a Coronavac, diz que já enviou mais de 42 milhões de doses da Coronavac ao Ministério da Saúde desde 17 de janeiro. Um lote com mais 5 milhões de doses deve ser entregue ainda nesta semana.

Secretário fala em ‘erro de estratégia’ Segundo o titular da Secretaria de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn, a falta de vacinas para aplicação da segunda dose foi causada por um erro de estratégia dos municípios que contrariaram o que estabelece o PEI (Plano Estadual de Imunização). A declaração foi dada à Globonews.

Segundo nota da pasta, o governo define remessas de doses necessárias a cada município em cada etapa da campanha e envia quantidades idênticas de primeira e segunda doses. Elas são entregues em remessas diferentes “em tempo oportuno”, com base no cronograma do PEI.

“Para garantir a aplicação da segunda dose, os municípios devem ainda respeitar as faixas etárias e/ou grupos estipulados conforme cronograma, bem como o intervalo de tempo de aplicação entre doses”, afirma o texto.

No dia 28 de abril, em entrevista coletiva, a coordenadora geral do Programa Estadual de Imunização, Regiane de Paula, afirmou que é importante que as prefeituras cumpram o estabelecido no PEI. “Se há [falta de vacina] é porque aquilo que foi enfatizado pelo PEI não foi cumprido. Não temos e não devemos ter falta de D2 [segunda dose].”

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