Lucro do Bradesco sobe 73,6% e atinge R$ 6,5 bilhões no 1º tri
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Lucro do Bradesco sobe 73,6% e atinge R$ 6,5 bilhões no 1º tri

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O lucro do Bradesco somou R$ 6,5 bilhões no primeiro trimestre deste ano, um avanço de 73,6% em relação a igual período de 2020. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o resultado foi de queda de 4,2%.

A alta é, em parte, reflexo de uma redução no volume de reservas feitas pelo banco para cobrir eventuais calotes, cautela adotada no ano passado para tentar conter possíveis impactos da crise do coronavírus.

No primeiro trimestre, o Bradesco provisionou R$ 3,9 bilhões –redução de 41,8% em relação a igual período de 2020 e de 14,5% em comparação aos três meses anteriores.

Em relatório divulgado nesta terça-feira (4), o banco afirmou que continua evoluindo as operações de crédito em 12 meses e que esse movimento tende a refletir nas provisões.

“Vale destacar que nossos estudos internos são baseados em modelos estatísticos que capturam informações históricas e prospectivas, além da experiência da administração, e refletem nossa expectativa de perdas em diferentes cenários econômicos”, afirmou.

O aumento da carteira de crédito no período também impulsionou o resultado. No período, a carteira do banco atingiu R$ 705,2 bilhões, aumento de 7,6% em comparação ao primeiro trimestre de 2020.

O crédito corporativo atingiu R$ 434,9 bilhões no período, enquanto a carteira de pessoas físicas somou R$ 270,2 bilhões —altas de 4,6% e 13%, respectivamente, em relação a igual período do ano passado.

A carteira de renegociação do banco ficou em R$ 29,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano, valor estável em relação aos três meses anteriores e um aumento de 50% em comparação a igual período de 2020 –quando grande parte dos efeitos da crise do coronavírus ainda não haviam sido sentidos.

“[O resultado foi] reflexo de nossas ações para readequação do fluxo de caixa dos nossos clientes no decorrer de 2020 em virtude da pandemia da Covid-19”, afirmou o banco em nota.

Segundo o presidente da instituição, Octavio de Lazari Junior, houve uma mudança para melhor nos fluxos financeiros e de negócios das empresas e pessoas físicas e, nesse cenário, há reflexos positivos na originação do crédito.

No cenário externo, a recuperação das economias da China e dos Estados Unidos, além da alta dos preços das commodities, impactaram positivamente a economia brasileira de um modo geral, principalmente pelo canal das exportações.

“Por esses fatores somados, sentimos que podemos sair gradativamente da agenda defensiva para buscar novos negócios e oportunidades, e ampliar o volume operacional”, afirmou Lazari em nota.

A provisão para devedores duvidosos na carteira renegociada reduziu em relação ao primeiro trimestre, resultado das flexibilizações concedidas pelo banco diante da pandemia, que incluíam prazos maiores e carência de acordo com o perfil de risco de cada cliente.

As operações prorrogadas do banco somaram R$ 44,1 bilhões ao final do primeiro trimestre, sendo R$ 37,4 bilhões em dia, R$ 3,9 bilhões em atraso e R$ 2,9 bilhões em carência.

O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,5% no período, uma redução de 1,2 p.p. (ponto percentual) em relação a igual trimestre de 2020 e um aumento de 0,3 p.p. em comparação aos três meses imediatamente anteriores.

Já os atrasos entre 15 a 90 dias ficaram em 3,2% –uma redução de 1 p.p. em comparação ao primeiro trimestre de 2020 e um aumento de 0,4 p.p. em relação aos três meses anteriores.

A margem financeira total (principal receita do banco, com operações de crédito) totalizou R$ 15,6 bilhões no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 7,4% em relação a igual período de 2020 e uma queda de 6,5% ante os três meses anteriores.

As receitas com prestação de serviço do Bradesco somaram R$ 8,1 bilhões, representando quedas de 2,6% em relação ao primeiro trimestre do ano passado e de 7,5% em relação aos três meses anteriores.

O Bradesco demitiu mais de 7.000 pessoas no ano passado e outras 888 de janeiro a março deste ano, encerrando o primeiro trimestre com 88.687 pessoas no seu quadro de funcionários.

O banco também encerrou 1.088 agências em relação aos três primeiros meses de 2020, terminando o primeiro trimestre deste ano com 3.312 pontos físicos.

Em relação ao cenário macroeconômico, o presidente do Bradesco afirma que a mudança da velocidade da vacinação é a peça-chave para a construção mais rápida de um cenário positivo da economia.

“Estamos chegando aos 20% da população vacinada em primeira dose, no ritmo possível. Isso pode ser intensificado”, disse.

“Os ciclos de abre e fecha da economia são ruins, geram sempre uma dúvida sobre a continuidade das tendências, mas são a realidade com a qual convivemos. A prioridade é proteger vidas e controlar a expansão da pandemia. E quanto mais gente imunizada, menores serão os períodos desse vai e vem da economia”, afirmou.

*

RAIO-X DO BRADESCO NO 1º TRIMESTRE

Lucro líquido

R$ 6,5 bilhões

Carteira de crédito total

R$ 705,2 bilhões

Margem financeira

R$ 15,6 bilhões

ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido)

18,7%

Funcionários

88.687

Agências

3.312

Principais concorrentes

Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander

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