UE muda posição e defende cogitar vacinas de reforço contra Covid para adultos
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UE muda posição e defende cogitar vacinas de reforço contra Covid para adultos

UE muda posição e defende cogitar vacinas de reforço contra Covid para adultos

Por Francesco Guarascio

BRUXELAS (Reuters) – A chefe da agência de saúde pública da União Europeia, Andrea Ammon, disse nesta quarta-feira que as vacinas contra Covid-19 de reforço deveriam ser cogitadas para todos os adultos, priorizando aqueles de mais de 40 anos, uma grande mudança na diretriz da entidade.

As recomendações emitidas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças Europeu (ECDC) não são obrigatórias para os governos da UE, mas são usadas para decidir políticas de saúde.

“Vacinas de reforço deveriam ser cogitadas para todos os indivíduos adultos, priorizando pessoas acima dos 40 anos de idade”, disse Ammon em um comunicado gravado, observando que os reforços deveriam ser administrados ao menos seis meses depois do cronograma inicial de vacinas.

Em sua diretriz anterior, emitida em setembro juntamente com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), o ECDC disse não existir uma necessidade urgente de administração de vacinas de reforço a indivíduos totalmente vacinados da população geral, mas deu a entender que elas deveriam ser cogitadas para pessoas com sistemas imunológicos debilitados e que poderiam ser usadas como precaução em indivíduos mais velhos e frágeis.

“Indícios disponíveis emergindo de Israel e do Reino Unido mostram um aumento considerável de proteção contra infecções e doenças graves após uma dose de reforço em todas as faixas etárias no curto prazo”, disse o ECDC em um relatório publicado nesta quarta-feira.

A Comissão Europeia deve levar o conselho sobre a priorização de pessoas acima dos 40 anos em consideração quando propuser mudanças no uso de certificados de Covid-19 no final desta semana, disseram autoridades.

“Doses de reforço deveriam estar disponíveis para adultos, com prioridade para pessoas com mais de 40 anos e pessoas vulneráveis”, disse a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Twitter após a publicação do relatório do ECDC.

(Por Francesco Guarascio)

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