Mourão diz que narcotráfico pode estar envolvido com garimpo no Madeira; PF e Marinha vão agir
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Mourão diz que narcotráfico pode estar envolvido com garimpo no Madeira; PF e Marinha vão agir

Mourão diz que narcotráfico pode estar envolvido com garimpo no Madeira; PF e Marinha vão agir

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta quinta-feira que a Polícia Federal e a Marinha preparam uma ação de repressão aos garimpeiros ilegais que estão atuando no rio Madeira, no Estado do Amazonas, e afirmou que existe uma suspeito de envolvimento do tráfico de drogas.

“A Polícia Federal e a Marinha já estão se preparando para agir”, disse Mourão a jornalistas em Brasília, depois que centenas de balsas de garimpeiros foram avistadas no Madeira.

“Nós temos tido vários informes de que o narcotráfico, essas quadrilhas que agem no Centro-Sul do país, na ordem de proteger suas rotas subiram para lá, e uma das formas de eles se manterem é apoiando ações dessa natureza. Até porque esse ouro é extraído ilegalmente e é um ativo que eles podem trocar por drogas”, acrescentou.

Indagado se a ação da PF e da Marinha contará com a presença de órgãos de fiscalização ambiental, o vice-presidente chegou a mencionar o Ibama, mas em seguida disse que a presença mais importante neste caso é da Marinha e afirmou que a força naval poderá apreender embarcações ilegais.

“O principal ali é a Marinha. A Marinha tem que verificar quem está com a embarcação ilegal e quem estiver ilegal vai ter a embarcação apreendida”, disse Mourão, que comanda o Conselho da Amazônia.

Imagens feitas pela Reuters e pelo Greenpeace no rio mostraram na quarta-feira as balsas equipadas com bombas de água amarradas juntas em filas que quase atravessam todo o largo rio Madeira. Uma testemunha da Reuters avistou fumaça de escapamento indicando que estão aspirando ouro no leito do rio. Segundo o Greenpeace, havia ao menos 300 balsas e elas estavam no local há duas semanas, sem que as autoridades tomassem medidas.

(Reportagem adicional de Eduardo Simões, em São Paulo)

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