Despesas com IPVA e IPTU no início de 2022: Saiba como se planejar
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Despesas com IPVA e IPTU no início de 2022: Saiba como se planejar

Indústria automotiva lidera investimentos em São Paulo em 2019

Despesas com IPVA e IPTU no início de 2022: Saiba como se planejar Pagamento de IPVA, IPTU e materiais escolares se une às contas básicas e pode virar dor de cabeça para os brasileiros.

Após as festas de fim de ano, vêm as tradicionais cobranças de impostos e os gastos com educação, despesas que pesam no bolso e podem se tornar uma dor de cabeça para os brasileiros que não se prepararam para os desembolsos adicionais.

Nesse período, surgem os pagamentos de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e materiais escolares, que se unem às contas de luz, água e telefone.

“O não pagamento de tributos estaduais e municipais incorre na execução quase imediata da dívida. No caso do município de São Paulo, por exemplo, em cerca de dois ou três meses o contribuinte já tem seu débito executado”, afirma Renato Prone, conselheiro do CRCSP (Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo).

“Por isso, é importante guardar dinheiro ao longo do ano ou usar o 13º salário para ter essa reserva, já que as sanções são muito severas”, alerta Prone.

No mês de janeiro, os motoristas precisam lidar com o pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). O valor cobrado é calculado com base no preço de mercado do veículo e varia de acordo com o estado, modelo de veículo e tipo de combustível utilizado para a locomoção.

No estado de São Paulo, os valores a serem pagos a partir da próxima segunda-feira (10) variam de R$ 14,92 a R$ 527 mil. De acordo com a Secretaria da Fazenda, os desembolsos serão, em média, menores do que os realizados no ano passado.

O proprietário de veículo que deixar de pagar o IPVA fica sujeito a multa de 0,33% por dia de atraso e juros de mora com base na taxa Selic. Passados 60 dias, o percentual da multa fixa-se em 20% do valor do imposto.

Outro imposto tradicional deste início de ano é o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Na cidade de São Paulo, o vencimento começa em 1º de fevereiro e quem optar pelo pagamento à vista terá um desconto de 3% no tributo.

Em alguns locais, é possível obter desconto ao optar pelo pagamento do IPVA e do IPTU à vista. De acordo com orientações de economistas, a opção só é válida para aqueles que tiverem uma reserva adicional para arcar com as outras despesas.

Planejamento

Para Gustavo Godoy, economista e diretor executivo da Ahfin, é fundamental ter um planejamento consciente e sustentável para enfrentar o início de ano. O primeiro passo para isso, orienta, é colocar na ponta do lápis as despesas previsíveis e esperadas pela família nas primeiras semanas do ano.

“Na sequência, faça o mesmo com as receitas que serão utilizadas para pagá-las, como o salário dos membros da família, o 13º recebido no ano anterior ou até outros benefícios esperados. Dessa forma, é possível ter uma visão completa sobre o orçamento familiar no período”, afirma o economista.

Uma das principais recomendações de Godoy é aproveitar a renda extra do 13º salário para quitar essas contas, com o cuidado de evitar gastar todo o dinheiro de uma só vez, e dispendê-lo apenas para pagar as despesas.

“É possível utilizar os valores extras para pagar algumas despesas, negociar descontos em contas, como a cota única do IPTU disponibilizado por prefeituras ou promoções em rematrículas, e até montar a necessária reserva de emergência. Assim, pouco a pouco é possível colocar todos os gastos em dia com facilidade e sem comprometer a renda familiar. A tranquilidade de dezembro pode (e deve) se estender para o ano seguinte”, avalia o economista. 

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