BC do Japão debate mensagem sobre eventual alta de juro com aumento da inflação
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BC do Japão debate mensagem sobre eventual alta de juro com aumento da inflação

BC do Japão debate mensagem sobre eventual alta de juro com aumento da inflação

Por Leika Kihara

TÓQUIO (Reuters) – As autoridades do banco central do Japão estão debatendo em quanto tempo podem começar a telegrafar um eventual aumento nos juros, que pode ocorrer antes mesmo que a inflação atinja a meta de 2% do banco, disseram fontes, encorajadas pela ampliação da alta nos preços e um Federal Reserve mais “hawkish” (duro com a inflação).

Embora um aumento real de juros dificilmente seja iminente e o BC esteja a caminho de manter uma política ultraflexível por pelo menos o resto deste ano, os mercados financeiros podem estar subestimando sua prontidão para eliminar gradualmente seu programa de estímulo.

Notadamente, as promessas cuidadosamente redigidas do banco central japonês de manter a política monetária expansionista aplicam-se apenas a injetar dinheiro nos mercados de forma constante – não a manter os juros nos níveis baixos atuais.

“O Banco do Japão nunca se comprometeu a manter os juros até que a inflação ultrapassasse 2%”, disse uma fonte familiarizada com o pensamento do banco, visão compartilhada por mais duas fontes.

“Isso significa que, teoricamente, o banco pode aumentar os juros antes que a inflação esteja sustentavelmente acima da meta.”

Após nove anos de flexibilização monetária agressiva, o Banco do Japão parece estar finalmente conseguindo o que queria. A inflação está se aproximando de sua meta elusiva e já está mudando a percepção pública de que a deflação persistirá.

O banco central está começando a deixar pistas de que os dias de juros zero podem estar contados, sinalizando perspectivas crescentes de inflação em ritmo de alta.

O próximo passo pode ser ajustar sua orientação sobre o caminho futuro dos juros, a partir da promessa atual de mantê-los em “níveis atuais ou mesmo baixos”, disseram as fontes.

Isso pode acontecer antes mesmo que a inflação atinja 2% de forma sustentada.

“É claramente intencional”, disse uma quarta fonte sobre a linguagem de orientação de juros. “Os bancos centrais precisam se permitir alguma flexibilidade no ajuste dos juros.”

(Por Leika Kihara)

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