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Viva, empresa aérea colombiana de baixo custo, inicia suas operações no Brasil

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SÃO PAULO – A companhia aérea colombiana de baixo custo (low cost) Viva inicia nesta quinta-feira suas operações no Brasil, com três voos semanais a partir do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, para Medelín. Da cidade colombiana, os passageiros poderão fazer conexões para destinos como Miami, Punta Cana, Cancun, Cidade do México, além de voos domésticos na Colômbia como Cartagena, Santa Marta e San Andrés.

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– Nas cidades onde começamos a operar com nosso modelo de baixo custo vimos um efeito de queda de até 35% nas passagens dos concorrentes. Em São Paulo, esperamos uma queda de até 40% nos preços da concorrência – disse ao GLOBO Francisco Lalinde, vice-presidente de Operações da Viva, lembrando que atualmente o grande desafio das companhias aéreas é o elevado preço do querosene de aviação.

Mesmo com a volatilidade do dólar e o alto valor do querosene de aviação, a Viva oferecerá passagens promocionais de lançamento. O trecho São Paulo-Medelín terá passagens a partir de US$ 269 (ida e volta). Para Miami e Orlando, o preço promocional é de US$ 449. para Cancun, a viagem sai por US$ 589 e Punta Cana US$ 599 e para Cartagena, US$ 329. Todos os trechos de ida e volta.

Para Julho, o site da empresa informa que a passagem para Miami, na categoria Base, a tarifa mais barata, sai por US$ 410. Nesta categoria, o cliente só tem direito a viajar com uma mochila. Na tarifa Medium, em que o cliente tem o direito de levar uma mochila, mala de até 12kg na cabine de mala de 20kg despachada, o preço é de US$ 532, informa o site da empresa. Na tarifa Full, com direito a duas malas de 20 kg despachadas, mala de 12kg na cabine e mochila, o valor fica em US$ 568. Nas categorias Medium e Full, o passageiro pode marcar assento e fazer troca de voo sem penalidade.

No total, a Viva terá capacidade para transportar 188 passageiros, por voo, em aeronaves A320neo, partindo do Brasil às terças, quintas e domingos.

Diferente de outras companhias que ligam o Brasil à Colômbia através de Bogotá, a Viva tem seu centro operacional em Medelín. Lalinde explica que a cidade é menor, tem um aeroporto com melhor infraestrutura, onde o serviço é de maior qualidade, e as conexões podem ser feitas de forma mais rápida. No início das operação, serão três frequências semanais até Medelín, às terças, quintas e domingos.

Segundo o vice-presidente, a estratégia de incluir destinos financeiros da América Latina nas rotas da companhia fez a Viva escolher São Paulo como sua 14ª rota internacional. Por enquanto, a companhia vai se focar nesse destino, mas não descarta a inclusão de outras cidades no futuro, incluindo as turísticas.

A Viva nasceu há uma década e opera 45 rotas domésticas na Colômbia e Peru; e agora 14 rotas internacionais para os Estados Unidos, México, Peru, República Dominicana, Argentina e Brasil. Já transportou mais de 31 milhões de passageiros e há um ano oficializou a cidade de Medellín como seu centro de conexões para suas operações nacionais e internacionais. Sua frota tem 23 aeronaves Airbus 320.

Antes da pandemia, a empresa tinha apenas três rotas internacionais e desde então vem acrescentando novos pelo menos quatro destinos por ano. Em 2021, foram inauguradas as rotas Cancún-Medelín, Cidade do México-Medellín, Orlando-Medelín e Cidade do México-Bogotá. Neste ano já lançou voos diretos de Medelín para Buenos Aires, na Argentina, e Punta Cana, na República Dominicana.

De acordo com a empresa, a chegada ao Brasil consolida a estratégia de expansão da companhia aérea pela América Latina, e há planos de abrir trinta novas rotas nos próximos anos.

Preços devem cair no curto prazo

Felipe Bonsenso, advogado especialista em direito aeronáutico, observa que no caso de companhias aéreas de baixo custo operando rotas internacionais pode haver inicialmente queda de preço das tarifas da concorrência. Isso, aconteceu, segundo ele observa, quando a Avianca Brasil começou a operar para Miami, fazendo com que a LATAM e American baixassem seus preços. Mas ele afirma que é preciso observar se isso se mantém no longo prazo.

– Muitas vezes, essas companhias low cost têm frotas menores do que grandes empresas e, na concorrência com essas companhias, não conseguem manter a operação rentável no longo prazo – diz.

Ele observa também que o ambiente de negócios na aviação brasileira não favorece as low cost pois as regras mudam muito rapidamente. A discussão sobre a gratuidade ou não do despacho das bagagens é um bom exemplo, aponta o advogado. Esse ambiente cria insegurança jurídica.

Bonsenso também afirma que quando uma low cost entra no país é preciso observar se há restrições de slot para operação (direito de pousar e decolar de um aeroporto).

– A empresa pode operar com preço melhor, mas num horário que não convêm ao passageiro. Essa é uma equação muito complexa – diz Bonsenso.

Ele lembra que as regras da Agência Nacional de Aviação (Anac) dificultam o surgimento de empresas low cost puramente brasileiras. Ele observa que na Europa, por exemplo, os próprios tripulantes podem fazer uma limpeza rápida, entre um pouso e outro da aeronave. No Brasil, isso implica riscos trabalhistas, dificultando o surgimento desse tipo de companhia aérea.

No Brasil, até 2020, portanto antes da pandemia, havia seis empresas internacionais low cost em operação: Air China, Air Europa; Flybondi; Jet Smart; Norwegian Air e Sky Airline. Com a crise do setor aéreo criada pelo coronavírus, muitas suspenderam seus voos. Procurada, a Anac ainda não informou quais companhias voltaram a operar no país.

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