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Jô Soares: por onde andam os músicos do Sexteto e o garçom Alex?

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Duarante os anos em que seu talk show esteve no ar, entre 1988 e 2016, no SBT e na TV Globo, Jô Soares tornou conhecidos nacionalmente não apenas vários de seus entrevistados, mas também os músicos e assistentes de palco que o acompanharam nestas décadas.

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Nomes como o saxofonista Derico, os saudosos baixista Bira e o guitarrista Rubinho, ou o garçom chileno Alex passaram a ser conhecidos do público brasileiro ao acompanharem por décadas o apresentador e humorista, que morreu nesta sexta-feira (5), em São Paulo, aos 84 anos. Mas por onde andam seus fiéis escudeiros, que seguiram em carreira solo?

Derico

Derico Sciotti, o “assessor para assuntos aleatórios” do apresentador, segue sua carreira de músico em diferentes projetos. Um deles é o Derico Music Truck, um palco móvel montado sobre um caminhão, com o qual se apresenta em espaços abertos de cidades do interior de São Paulo. Ele também toca em casas de shows e promove oficinas de música.

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Em entrevista ao Bom Dia São Paulo, da TV Globo, o saxofonista falou da perda de Jô: “Ele foi e é uma pessoa incrível, uma espécie de pai para mim. Tive momentos maravilhosos com ele. Ele me ensinou tudo. Trabalhei com ele por 28 anos, dos meus 22 aos 50 anos”.

Miltinho

Integrante mais longevo das formações (no início era o Quarteto Onze e Meia, passou para quinteto, virou sexteto e, ao final, voltou a ser quarteto), Milton Ramos de Brito, o baterista Miltinho, segue em agenda de shows aos 85 anos com o seu Miltinho Batera Trio. Além de ter feito história na TV (tocou na extinta TV Paulista, integrou o grupo de músicos do Programa Sílvio Santos, no SBT, e acompanhou Caçulinha no programa “Clube do Bolinha”, da então TV Bandeirantes), Miltinho foi professor na Universidade Livre de Música, em São Paulo.

Osmar

Graduado pela Faculdade de Música de Berklee, em Boston, Osmar Barutti começou a tocar no programa em 1991, substituindo o pianista Edmundo Villani-Côrtes (também falecido), onde permaneceu por 25 anos. Compositor, arranjador e professor de música, ele segue na ativa com o seu Osmar Barutti Trio, com shows em palcos como o Blue Note de São Paulo.

Chiquinho

Francisco Carlos de Oliveira, o trompetista Chiquinho, integrou entre 2000 e 2015 (já na TV Globo) o Sexteto do Jô. Após passar por formações como a Brasília Modern Six e a Orquestra Orfeu Negro, nas décadas de 1970 a 1980, ele gravou com grandes nomes da MPB, como Ivan Lins, Jorge Ben Jor, Gonzaguinha, Nana Caymmi e Elba Ramalho. Hoje ele segue se apresentando à frente da big band Metalmanera.

Tomati

“Caçula” do sexteto, Carlos Nascimento, o guitarrista Tomati, integrou a formação do programa entre 1998 e 2015. Em 2000, lançou seu primeiro CD solo, e foi dono do clube de jazz Planet Jazz, na rua Oscar Freire, em São Paulo. Em 2020, mudou-se para os EUA onde segue fazendo shows com a Tomati Friend’s Band e a Bossa Fusion Duo, com a cantora Michelle Spinelli.

Alex

Luis Alexander Rubio, mais conhecido como o garçom Alex, serviu por 27 anos as bebidas para Jô Soares e seus convidados (inclusive o líquido “misterioso” na caneca do apresentador, o qual os convidados sempre tentavam descobrir, numa das brincadeiras mais lembradas do programa). Era sempre lembrado pelas brincadeiras com seu sotaque e pela sua expressão séria nos bastidores. Ele criou no YouTube o canal Bar do Alex Oficial, onde ensina receitas de drinques.

Em seu perfil no Instagram, Alex lamentou a morte do apresentador: “Meu Muito Obrigado ao Senhor Jô Soares! Meu carinho e eterna gratidão, aprendi muito com o senhor ‘seu Jô'”.

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