Multidões homenageiam rainha Elizabeth em residências reais britânicas
Por Humza Jilani e Muvija M
LONDRES (Reuters) – A multidão reunida do lado de fora do Palácio de Buckingham para homenagear a falecida rainha Elizabeth nesta sexta-feira foi recompensada com uma surpresa que trouxe aplausos em um dia sombrio quando o rei Charles foi apertar as mãos e conversar com dezenas de simpatizantes.
Milhares de pessoas, de britânicos comuns a turistas estrangeiros, se reuniram perto do palácio em Londres, assim como em outras residências reais no Castelo de Windsor, a oeste da capital, e Balmoral, na Escócia.
Muitos colocaram flores do lado de fora das residências, com as pilhas crescendo à medida que o dia passava. Algumas pessoas choravam e se abraçavam ao lamentar a morte da rainha em Balmoral na quinta-feira.
Quando o rei Charles e sua esposa Camilla, rainha consorte, chegaram de volta ao palácio no centro de Londres depois de voar de Balmoral, eles saíram do carro real do lado de fora dos portões.
O casal, vestido de preto, foi recebido com grandes aplausos da multidão. O rei, ladeado por seguranças, começou a apertar a mão de simpatizantes e olhar para homenagens florais para sua mãe por mais de 10 minutos.
O clima mudou para rostos alegres. Vários membros do público cantaram “Deus salve o rei” e um gritou “Te amo Charles!”
Uma mulher beijou a mão do rei Charles, enquanto outra se inclinou sobre a barreira de segurança para abraçá-lo e beijar sua bochecha.
Joy Hounsome, de 86 anos, de Oxfordshire, disse que agiu por impulso quando o beijou.
“Ele não piscou”, ela riu. “Ele disse muito obrigado”, afirmou ela, contando que sentiu uma sensação de conforto mútuo. “Tenho toda a fé nele.”
Denise Berriman, 73, de Stanstead, ao norte de Londres, contou à Reuters: “Eu disse ‘obrigada por ter vindo e sinto muito’, e ele disse ‘obrigado’ para mim. Então eu disse a Camilla para cuidar de Charles, e ela disse ‘vou tentar'”.
Mais cedo, as pessoas haviam falado da dor pela morte da rainha Elizabeth e elogiado uma mulher que fez parte de suas vidas por tantos anos nos bons e maus momentos.
“Não é como se não fosse esperado, mas é um choque. Ela era uma rocha”, disse Deborah O’Brien, que estava visitando Balmoral.
Outros elogiaram seu senso de dever e o fato de que ela estava trabalhando quase até a morte, encontrando-se com o primeiro-ministro Boris Johnson e sua sucessora Liz Truss em Balmoral na terça-feira.
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