Lateral da Polônia diz como foi marcar Mbappé na Copa: ‘Pernas queimando’
SÃO PAULO, SP (UOL – FOLHAPRESS) – O lateral-direito Matty Cash tinha a difícil missão de marcar Mbappé em França x Polônia, neste domingo (4), pelas oitavas de final da Copa do Qatar. O atacante francês, que fez dois golaços na vitória por 3 a 1 dos atuais campeões do mundo, levou a melhor e deixou o jogador do Aston Villa exausto.
“Para ser honesto, no um contra um foi ok. Quando ele [Mbappé] tem espaço, no contra-ataque, como foi o segundo gol, é difícil. A gente viu nos últimos três, quatro anos, do que ele é capaz”, iniciou o polonês, que conversou com a imprensa depois do jogo. “Eu vi o vídeo [da partida] e não fui mal. Minhas pernas estão queimando. Vocês vão ver [assistindo aos replays], a forma que eles se movem. Apostei algumas corridas com ele”, disse.
Matty Cash, que se despede da Copa com a eliminação da Polônia neste domingo, não elogiou somente o camisa 10 francês, artilheiro da Copa com cinco gols e cotado, por enquanto, para ser o craque da competição no Qatar. Para ele, a formação de ataque da França, que usa dois pontas, dificulta muito para os adversários.
“É difícil de parar eles porque eles têm o Dembélé do outro lado, que também é inacreditável. Eles jogam muito a bola para os pontas. No um contra um com eles, você precisa fazer o seu melhor, mas não deu muito certo porque eles fizeram os gols e têm os melhores do mundo na posição”, analisou.
“O jogo mudou muito quando eles fizeram 2 a 0, fazer um gol contra a França já é muito difícil, dois é ainda mais. Foi um momento chave do jogo, difícil. Todos os jogadores foram bem hoje, jogamos melhor do que contra a Argentina, acho que podemos ficar orgulhosos.”
No Aston Villa desde setembro de 2020, Matty Cash viveu momentos marcantes no Qatar. Em um intervalo de poucos dias, ele teve o privilégio de enfrentar Lionel Messi e Mbappé, dois dos melhores jogadores do mundo na atualidade. Ele vibrou com as oportunidades e contou que conseguiu pegar as camisas dos astros depois das partidas.
“Jogar contra Messi e Mbappé nos últimos quatro, cinco dias, para mim é fantástico. Vou tirar muito disso”, disse. “Sterling tinha sido o meu oponente mais difícil, mas agora é o Mbappé, ele é brilhante. Foi um prazer jogar contra Messi e Mbappé, é um aprendizado muito grande. Sonho de muito jovens jogar esse torneio e ainda conseguir a camisa [dos craques]. Uma oportunidade que eu nunca ia recusar”, contou, antes de completar. “Vou colocar as camisas na minha casa.”
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