Sintomas e o que pode causar a Obesidade em 2023
Sintomas e o que pode causar a Obesidade em 2023 Pesquisadores buscaram entender se tais nutrientes poderiam se unir como justificativa para o problema.
Pessoas que decidem diminuir de peso, na maioria das vezes, optam por fazer dietas, reduzindo ou parando a ingestão de alimentos gordurosos ou com carboidratos. Mas e se o principal causador do ganho de peso fosse outro? Foi o que concluiu um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Colorado.
As descobertas foram publicadas na revista científica Obesity.
Segundo Richard Johnson, um dos pesquisadores responsáveis, a principal causa da obesidade estaria na frutose, tipo de açúcar encontrado no xarope de milho, açúcar de mesa e até nas frutas. Esse tipo de açúcar também pode ser produzido pelo corpo a partir da ingestão de carboidratos.
Mas por qual razão a frutose seria a responsável pelo problema? Johnson explica que, quando a frutose é metabolizada, ela diminui a energia ativa no corpo, ocasionando a fome e levando à ingestão alimentar.
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“Essencialmente, estas teorias [de consumo de alimentos gordurosos e de carboidratos serem os responsáveis pelo ganho de peso] elencam fatores metabólicos e dietéticos no centro da epidemia de obesidade. São todas peças de um quebra-cabeça unificado por uma última peça: a frutose. A frutose é o que faz com que o nosso metabolismo entre em modo de baixo consumo de energia e perca o controle do apetite, mas os alimentos gordurosos tornam-se a principal fonte de calorias que impulsionam o ganho de peso.”
Para explicar isso, o pesquisador afirma que basta olhar para os animais em hibernação.
Quando estamos com fome e com pouca energia ativa, entramos em modo de sobrevivência. Com pouca energia, os animais sabem que devem buscar alimentos e, dessa maneira, os ursos procuram frutas para se preparar para o inverno.
Dessa forma, o consumo de alimentos ricos em frutose diminui a energia ativa, e a gordura atua como energia armazenada. No entanto, a frutose bloquearia a reposição de energia ativa proveniente da gordura, mantendo-a baixa — como quando os ursos se preparam para a hibernação.
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“Esta teoria vê a obesidade como um estado de baixa energia. Ver a frutose como o motivo do redirecionamento da reposição ativa de energia para o armazenamento de gordura mostra que a frutose é o que impulsiona o desequilíbrio energético, unindo as teorias.
Parece brincadeira ou piada de mal gosto, mas pesquisadores da Universidade da Basileia, na Suíça, e do hospital da instituição descobriram que o simples fato de olhar ou sentir o cheiro de comidas gostosas pode desencadear uma resposta inflamatória no cérebro que interfere na produção da insulina, o hormônio responsável por regular e transportar o açúcar para dentro das células do corpo
A simples antecipação de uma refeição desencadeia uma série de respostas no corpo, a mais comum é a salivação, e agora os cientistas mostraram que a insulina também é influenciada. Esse fenômeno é conhecido como fase cefálica da digestão
Até então, não estava claro como a percepção sensorial de uma refeição gerava um sinal para o pâncreas aumentar a produção de insulina. Agora, foi identificado o fator inflamatório conhecido como IL1B (interleucina 1 beta), que também está associado à resposta imune a patógenos ou em danos nos tecidos, que é estimulado pelas células cerebrais na fase cefálica
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Os achados foram publicados na revista científica Cell Metabolism.“O fato de esse fator inflamatório ser responsável por uma proporção considerável da secreção normal de insulina em indivíduos saudáveis é surpreendente, porque também está envolvido no desenvolvimento do diabetes tipo 2”, escreveu o líder da pesquisa Marc Donath, do Departamento de Biomedicina e da Clínica de Endocrinologia da Universidade da Basielia
De acordo com a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), a diabetes é ‘ uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas.’ A tipo 2, que a maioria dos casos de pacientes, é causada por inflamação crônica que danifica as células produtoras de insulina do pâncreas
Em indivíduos saudáveis, o sistema nervoso retransmite os sinais de IL1B ao pâncreas para facilitar a secreção de insulina. Mas em modelos de camundongos e humanos obesos, os cientistas descobriram que esse tipo de sinalização foi prejudicada. Os ensaios com os animais mostraram que a disfunção é o resultado de uma resposta inflamatória excessiva que interrompe a regulação da secreção do hormônio nessa cefálica
Os resultados levantam a possibilidade de que os inibidores de IL1B possam ser implantados como tratamentos da diabetes, algo que os cientistas agora procuram explorar por meio de estudos clínicos
A OMS (Organização Mundial de Saúde) aponta que nos últimos 40 anos, a diabetes quadriplicou no mundo. Pelo Atlas da doença de 2021, produzido pela IDF (Federação Internacional de Diabetes – sigla em inglês), só no ano passado, a doença foi responsável por 6,7 milhões de mortes em todo o mundo. Fonte: R7

















