Migrar de um emprego formal para o trabalho autônomo traz desafios financeiros, especialmente em relação à contribuição previdenciária. Para trabalhadores que deixam de ter carteira assinada, surge a questão: quanto devem contribuir ao INSS para garantir uma aposentadoria adequada?
Contribuição ao INSS após Emprego Formal
Ao se tornarem autônomos, os trabalhadores precisam arcar integralmente com a contribuição ao INSS, já que não contam mais com a parte paga pelo empregador. Segundo Emerson Lemes, do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), a contribuição necessária pode ser maior do que a realizada como empregado, especialmente se o objetivo é manter os mesmos benefícios previdenciários.
Vantagens de Contribuir ao INSS
Contribuir para o INSS é vantajoso, pois garante não apenas a aposentadoria, mas também benefícios como auxílio-doença e salário-maternidade. Myrian Lund, planejadora financeira da FGV, destaca que o INSS funciona como um seguro de vida, proporcionando proteção em várias frentes, algo crucial para trabalhadores autônomos que enfrentam maior risco.
Recolhimento para Autônomos
Os contribuintes individuais podem optar por fazer o recolhimento mensal ou trimestral. Para emitir a guia de recolhimento, é necessário acessar o site oficial do INSS, selecionar o módulo de filiação e seguir os passos para preencher os dados, competência e o código de pagamento apropriado.
Investimentos Alternativos
Alguns economistas sugerem que trabalhadores autônomos poderiam investir em outras aplicações financeiras em vez de contribuir para o INSS, visando uma potencial maior rentabilidade. No entanto, Myrian Lund adverte que isso exige disciplina e conhecimento sobre onde investir, ressaltando que muitos acabam não conseguindo manter a regularidade necessária para que os investimentos sejam eficazes a longo prazo.
Emitir GPS para Pagamento de Contribuições
Para pagar as contribuições ao INSS, é necessário emitir a Guia da Previdência Social (GPS). Este documento é essencial para contribuintes individuais, segurados especiais e facultativos, bem como para entidades obrigadas a entregar a Guia do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP/SEFIP).
Emitir Extrato de Contribuição (CNIS)
O CNIS é um documento que informa todos os vínculos, remunerações e contribuições previdenciárias encontrados no Cadastro Nacional de Informações Sociais. Existem três tipos de extratos:
Relações Previdenciárias: Informações sobre períodos trabalhados e/ou contribuídos.
Relações Previdenciárias e Remunerações: Informações sobre períodos trabalhados e valores das remunerações.
Ano Civil: Informações das contribuições ano a ano, a partir de 11/2019.
A solicitação do CNIS é feita totalmente pela internet, sem a necessidade de ir a uma agência do INSS.
Importância de Contribuir Regularmente
Contribuir regularmente ao INSS garante que o trabalhador autônomo tenha acesso a uma rede de proteção social ampla, incluindo aposentadoria e outros benefícios essenciais para a segurança financeira em momentos de necessidade.
Para trabalhadores autônomos, manter as contribuições ao INSS em dia é uma forma de assegurar um futuro financeiro mais estável e protegido. Além de garantir uma aposentadoria, o INSS oferece uma série de benefícios que são fundamentais em situações de emergência ou incapacidade temporária. Portanto, avaliar cuidadosamente as opções e manter-se regular com as contribuições é uma decisão estratégica importante.
Emitir GPS para pagamento de contribuições previdenciárias (INSS)
Emita a Guia da Previdência Social (GPS) para pagar estas contribuições sociais.
A Guia da Previdência Social (GPS) é o documento para pagar as contribuições sociais (INSS) de:
- contribuinte individual;
- segurado especial
- segurado facultativo; e
- entidades obrigadas a entrega de Guia do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP/SEFIP).

