Saúde

Estudo revela por que algumas pessoas desenvolveram COVID-19 e outras não

Covid 19
angellodeco/Shutterstock.com

Durante a pandemia, uma das grandes perguntas era por que algumas pessoas contraíam a COVID-19 repetidamente enquanto outras não se infectavam. Agora, uma colaboração entre o University College London, o Wellcome Sanger Institute e o Imperial College London pode ter encontrado a resposta.

Através do primeiro “ensaio de desafio” controlado para COVID-19, voluntários saudáveis e não vacinados foram deliberadamente expostos ao SARS-CoV-2. Os voluntários foram monitorados em uma unidade de quarentena, onde amostras regulares de sangue e tecido foram coletadas para análise.

Resultados Surpreendentes

Publicado na revista Nature, o estudo revelou que, apesar de todos os voluntários serem expostos à mesma dose do vírus, os resultados variaram. Dos 16 participantes, seis desenvolveram sintomas leves e testaram positivo por vários dias, constituindo o “grupo de infecção sustentada”. Três tiveram infecções transitórias, com testes positivos intermitentes e sintomas limitados. Surpreendentemente, sete voluntários não apresentaram sintomas nem testaram positivo, formando o “grupo de infecção abortada”.

Respostas Imunes Distintas

A análise mostrou que os diferentes grupos apresentaram respostas imunes variadas. Nos voluntários com infecção transitória, uma resposta imune forte e imediata foi observada no nariz um dia após a infecção. Já no grupo de infecção sustentada, essa resposta foi mais tardia, surgindo cinco dias após a exposição ao vírus.

Gene Protetor Identificado

Um gene específico, HLA-DQA2, foi identificado como um potencial marcador de proteção. Este gene foi expresso em níveis significativamente mais altos nos voluntários que não desenvolveram infecção sustentada, sugerindo uma proteção natural contra o vírus.

Implicações Futuras

Os resultados deste estudo têm importantes implicações para o desenvolvimento de tratamentos e vacinas. Ao entender melhor como nossos corpos reagem a novas infecções, especialmente nos primeiros dias, podemos desenvolver estratégias mais eficazes para futuras pandemias. A pesquisa continua a explorar respostas imunes em voluntários vacinados ou naturalmente infectados, com o objetivo de aprimorar a proteção e a eficácia das vacinas.

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