Filha que ‘mora’ no McDonald’s com a mãe cita agressão

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Filha e Mae MC Donalds Reprodução O Dia

Bruna Muratori, 31 anos, e sua mãe, Susane Paula Muratori Geremia, registraram uma queixa de agressão na 14ª Delegacia de Polícia (Leblon) no último sábado. Segundo Bruna, elas foram atacadas verbal e fisicamente enquanto estavam no McDonald’s do Leblon, onde vivem há cinco meses.

Detalhes do Incidente

Bruna relatou que a confusão começou quando uma mulher sentou na mesa ao lado delas e, após lanchar, começou a xingá-las sem motivo aparente. Preferindo não responder para evitar mais tumulto, Bruna e sua mãe tentaram ignorar as provocações. No entanto, a situação escalou para agressão física na calçada, forçando Bruna a correr para a delegacia e registrar a queixa.

— “Foi horrível. Corri para a delegacia e registrei a queixa na hora. Agora os policiais pediram as câmeras de várias lojas da rua para as investigações,” disse Bruna ao portal F5. — “Não dá mais para ficar aqui. Infelizmente, estou vendo alguns apartamentos mais distantes dessa área que nós queríamos ficar. O que der para fechar, vou fechar. Precisamos sair daqui.”

Como Chegaram ao Rio

Natural de Porto Alegre, Bruna se mudou para o Rio de Janeiro há oito anos. Em entrevista ao podcast Fala Guerreiro, ela contou que era professora de inglês no Sul e se mudou para o Rio com um plano de carreira e estudos bem definidos.

— “Lá (no Rio Grande do Sul), eu era professora de inglês, particular. Me formei muito cedo no colégio, tinha 16 anos. E a única coisa que eu sabia fazer era (falar) inglês. Minha rotina era muito extrema no colégio. E aí, deu certo. Quando vim para o Rio, continuei dando aula particular até me localizar bem. Depois, fui trocando. Pós-pandemia é que comecei a trabalhar em outros lugares,” explicou ela na ocasião.

Bruna também mencionou que a mudança para o Rio não foi algo impulsivo, mas planejado, considerando estudos e carreira.

Preconceito e Repercussão

Na mesma entrevista, Bruna afirmou que o caso ganhou repercussão no bairro e nas redes sociais devido ao preconceito por parte de alguns moradores da região.

— “Na verdade, aconteceu um preconceito. Esses moradores do Leblon talvez às vezes também não tenham o que comer dentro de casa, não pagam condomínio, não pagam isso ou aquilo. E a gente sabe que acontece, só tem o status, a estética. Muitas das vezes, estão se fingindo. Então, incomodou porque chamou atenção até por coisas que talvez eles estão passando e não querem que ninguém enxergue.”

Próximos Passos

A Polícia Civil está investigando o caso e já solicitou as imagens das câmeras de segurança das lojas próximas ao local do incidente para ajudar na identificação da agressora. Bruna e sua mãe estão procurando um novo lugar para morar, mais distante do Leblon, para evitar novos conflitos.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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