Técnicos argentinos dominam clubes brasileiros nas quartas da ConmebolPor Thiago Lemos
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Nove clubes brasileiros garantiram vaga nas quartas de final dos torneios promovidos pela Conmebol, mas a surpresa está no comando dessas equipes: a maioria é dirigida por técnicos argentinos. Esse cenário reflete a crescente influência dos treinadores formados pela Associação do Futebol Argentino (AFA) no futebol brasileiro e sul-americano.
Predomínio argentino nos clubes brasileiros
Entre os nove clubes brasileiros ainda vivos nas competições da Conmebol, quatro são comandados por técnicos argentinos. No Corinthians, Ramón Díaz é o responsável por levar o time às quartas de final da Copa Sul-Americana. Pablo Vojvoda, no Fortaleza, segue o mesmo caminho no torneio. Já na Libertadores, Gabriel Milito e Luis Zubeldía conduziram Atlético-MG e São Paulo, respectivamente, às quartas de final.
Essa predominância argentina não se limita ao Brasil. Dos 16 clubes classificados para as quartas de final das Copas Libertadores e Sul-Americana, oito são dirigidos por treinadores argentinos, representando metade dos times ainda na disputa. Além dos quatro argentinos que comandam equipes brasileiras, outros quatro dirigem clubes de fora do Brasil: Marcelo Gallardo (River Plate) e Jorge Almirón (Colo Colo) na Libertadores, e Gustavo Costas (Racing) e Ricardo Zielinski (Lanús) na Sul-Americana.
A formação de técnicos argentinos e sua influência
A qualidade dos treinadores formados pela AFA é reconhecida em todo o mundo. A presença deles não se restringe apenas aos clubes, mas também se estende às seleções nacionais. Atualmente, seis das dez seleções que disputam as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026 são comandadas por argentinos. Esse número já foi maior, chegando a sete, antes de Gustavo Costas deixar a Bolívia para assumir o Racing.
Esse sucesso dos técnicos argentinos levanta questões sobre a formação e renovação dos treinadores no Brasil. Dos três clubes brasileiros nas quartas de final com técnicos nacionais, dois são comandados por treinadores veteranos: Tite, no Flamengo, e Mano Menezes, no Fluminense. O Cruzeiro, por sua vez, é dirigido por Fernando Seabra, representando uma rara exceção em termos de renovação.
Reflexões sobre a renovação dos técnicos no Brasil
A crescente presença de técnicos estrangeiros nos clubes brasileiros destaca uma possível deficiência na formação de treinadores no país. A CBF Academy, responsável por formar novos técnicos, enfrenta críticas de seus alunos quanto à qualidade do processo educacional oferecido. Além disso, muitos clubes brasileiros demonstram resistência em apostar em técnicos recém-formados, preferindo profissionais experientes ou nomes estrangeiros consagrados.
Essa situação desperta preocupações sobre o futuro dos treinadores brasileiros no cenário nacional e internacional. Com a presença cada vez maior de técnicos estrangeiros no Brasil, a necessidade de reflexão sobre a renovação e valorização dos profissionais nacionais é urgente.
Os técnicos argentinos na disputa pelas quartas de final
A fase de quartas de final das competições da Conmebol promete confrontos intensos, com a presença significativa de treinadores argentinos nos clubes brasileiros. Veja como está distribuída a nacionalidade dos técnicos:
- Corinthians: Ramón Díaz (argentino)
- Fortaleza: Pablo Vojvoda (argentino)
- Atlético-MG: Gabriel Milito (argentino)
- São Paulo: Luis Zubeldía (argentino)
- Flamengo: Tite (brasileiro)
- Fluminense: Mano Menezes (brasileiro)
- Cruzeiro: Fernando Seabra (brasileiro)
- Botafogo: Artur Jorge (português)
- Athletico-PR: Martín Varini (uruguaio)
Essa diversidade de nacionalidades no comando técnico dos clubes brasileiros demonstra a abertura para diferentes estilos de jogo e abordagens táticas. Contudo, a presença marcante dos argentinos indica uma clara preferência por esse perfil de treinador.







