Brasil vence Equador, mas atuação apática levanta dúvidas para o futuroPor Carolina Costa
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A Seleção Brasileira voltou a vencer nas Eliminatórias após quatro jogos sem resultados positivos, mas o triunfo de 1 a 0 sobre o Equador, na última sexta-feira, não trouxe alívio completo. O gol de Rodrygo no primeiro tempo garantiu a vitória no Couto Pereira, mas o desempenho decepcionante deixou a sensação de que o time ainda precisa evoluir bastante.
A equipe comandada por Dorival Júnior apresentou uma leve melhora na saída de bola, principalmente com a entrada de André no meio-campo. O volante, ex-Fluminense, foi um dos destaques da partida, mostrando solidez na marcação e oferecendo boas opções na distribuição de passes. Mesmo com essa evolução, o Brasil ainda encontrou dificuldades para construir jogadas ofensivas e pressionar o adversário.
Rodrygo teve papel fundamental ao se movimentar bastante e se deslocar pelos lados do campo, buscando espaços na defesa equatoriana. Sua mobilidade foi essencial para romper a linha defensiva de cinco jogadores do Equador, que já havia causado problemas a outras seleções. No entanto, essa postura ativa foi insuficiente para dar ao Brasil o controle total do jogo.
O Brasil começou com uma proposta de jogo mais móvel, sem um centroavante fixo, e apostou em Rodrygo e Vini Jr para criar jogadas pelos lados. Apesar disso, o time de Dorival Júnior teve dificuldades em penetrar na defesa adversária, resultando em poucas oportunidades claras de gol. A posse de bola era dominada pela seleção brasileira, mas faltava agressividade para transformar o controle em chances concretas.
Uma das poucas alternativas encontradas foi o chute de fora da área. Foi assim que Rodrygo abriu o placar, ao puxar a bola para o meio e finalizar sem chances para o goleiro Galíndez. Mesmo após o gol, o Brasil não conseguiu manter o ritmo e pareceu se contentar em administrar a vantagem, sem buscar ampliar o resultado.
No final do primeiro tempo, o Equador quase empatou em um lance que causou calafrios na defesa brasileira. Alisson e Gabriel Magalhães foram decisivos para evitar o gol adversário, salvando a equipe de um susto maior. Esse foi o único momento de real perigo criado pelo Equador, que, fora isso, pouco incomodou.
As substituições de Dorival Júnior foram conservadoras, mantendo o esquema tático e optando por trocas de jogadores na mesma posição. O técnico evitou mudanças mais ousadas, mesmo diante de uma atuação que pedia mais criatividade e iniciativa. O Brasil, apesar da vitória, passou grande parte do segundo tempo preso em um jogo monótono e previsível.
O desempenho fraco gerou algumas vaias no estádio, refletindo a insatisfação da torcida. Embora a vitória tenha aliviado um pouco a pressão, a sensação é de que o time ainda está longe de apresentar o futebol esperado para as Eliminatórias e, principalmente, para a preparação rumo à Copa do Mundo de 2026.
Estatísticas da partida mostram um equilíbrio maior do que o placar sugere. O Brasil finalizou 10 vezes, contra 9 do Equador, e teve 55% de posse de bola. Apesar disso, a equipe não conseguiu traduzir esse controle em um volume de jogo superior, com apenas três finalizações no alvo.
Estatísticas de Brasil x Equador:
- Posse de bola: Brasil 55% x 45% Equador
- Finalizações: 10 x 9
- Finalizações no alvo: 3 x 2
- Passes completos: 552 x 400
- Passes incompletos: 50 x 79
- Desarmes: 12 x 9
- Dribles: 3 x 6
- Faltas cometidas: 8 x 17
O Brasil conseguiu o resultado necessário, mas segue com muitos desafios pela frente. As Eliminatórias da Copa do Mundo podem ser consideradas uma formalidade para a Seleção, que sempre se classifica com folga, mas o nível de desempenho ainda preocupa. Para chegar em 2026 em condições







