Tempestade solar na Terra: NOAA calcula 35% de chance de apagões de rádio e monitora satélitesPor Luís Henrique Costa
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Uma corrente de partículas solares atinge o campo magnético da Terra neste sábado (7), provocando perturbações classificadas na categoria G1 pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O fenômeno decorre da liberação de ventos rápidos provenientes de um buraco coronal na atmosfera do Sol, com monitoramento ativo conduzido pelo Centro de Previsão do Clima Espacial. A agência calcula uma probabilidade de 35% para interrupções parciais em transmissões de radiocomunicação, enquanto avalia chances reduzidas de evolução da tempestade geomagnética para o nível G2.
Os efeitos diretos no território brasileiro são mínimos e descartam cenários de interrupção no fornecimento de energia elétrica, na telefonia celular ou no tráfego comum de internet móvel. Os impactos mais sensíveis concentram-se nas camadas superiores da atmosfera em latitudes elevadas, perto dos polos, onde o choque de partículas gera auroras boreais e austrais.
Vento solar rápido origina instabilidade no campo magnético
A origem da instabilidade está ligada a uma grande abertura na coroa solar, denominação técnica dada às regiões onde o campo magnético do astro se abre para o espaço exterior. Essa estrutura facilita a saída contínua de matéria carregada que viaja a centenas de quilômetros por segundo até encontrar o escudo geomagnético terrestre.
Além do fluxo contínuo de vento espacial, os sensores registraram atividade residual de uma ejeção de massa coronal lançada no dia 1º de novembro de 2026. A passagem rasante dessa nuvem de plasma combinou-se com as partículas aceleradas, intensificando a pressão sobre a magnetosfera durante o intervalo entre sexta-feira e sábado.
Satélites e navegação por satélite exigem ajustes de controle
O alerta na classe G1, o primeiro patamar em uma régua internacional que chega a G5, demanda acompanhamento constante de operadores de aparelhos espaciais. Caso a intensidade atinja o patamar G2, a camada superior do ar sofre dilatação térmica e aumenta o atrito sobre artefatos artificiais que orbitam em altitudes baixas, forçando manobras de rotação para manter a trajetória programada.
A ionosfera terrestre, faixa atmosférica eletrificada fundamental para o tráfego de sinais eletromagnéticos, sofre ondulações transitórias durante a tempestade. Esse desvio pontual afeta a precisão de ferramentas ligadas a sistemas de posicionamento por satélite, embora sem provocar colapsos completos em programas de mapas rodoviários urbanos.
Erupções solares geram risco de apagão em frequências de rádio
Paralelamente às oscilações geomagnéticas, os astrônomos detectaram duas erupções solares de classe C associadas à mancha identificada pelo código AR4566. O modelo de observação projeta uma margem de 10% de chance para erupções de patamar R3 ou superior, o que causaria bloqueios temporários na propagação de ondas curtas na face iluminada pelo Sol.
Diferente do vento solar que gasta dias para se aproximar do planeta, a radiação de uma erupção viaja na velocidade da luz e interfere de modo imediato em equipamentos náuticos e de aviação que dependem de frequências elevadas. Aparelhos de comunicação móvel e redes domésticas de transmissão continuam operando de forma estável.








