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Comandante do Hezbollah é morto em ataque aéreo israelense em Beirute

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Foto: Israel - Foto: ShahidShanJee/Shutterstock.com

Israel confirmou nesta terça-feira (24) a morte de Ibrahim Muhammad Qabisi, comandante responsável pela força de mísseis e foguetes do Hezbollah, em um ataque aéreo realizado em Beirute. Qabisi, membro de destaque do grupo extremista libanês, foi atingido junto com outros comandantes durante a ofensiva.

Ataque mortal em Beirute

O Exército israelense declarou que Qabisi, que integrava o Hezbollah desde os anos 1980, ocupava posições militares cruciais e foi o mentor de diversos ataques contra civis e soldados israelenses. “Ele era uma peça-chave no lançamento de mísseis contra civis israelenses, além de ser uma fonte de conhecimento em tecnologia de mísseis e foguetes”, afirmaram as Forças de Defesa de Israel (FDI) em comunicado.

Netanyahu alerta sobre a escalada do conflito

Durante uma declaração à imprensa, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou a seriedade da situação no Líbano e o perigo iminente de escalada no conflito. “O Líbano está à beira de um abismo. Aqueles que escondem mísseis em suas casas não terão um lar para voltar”, declarou o líder israelense, reforçando que as ações militares visam desmantelar as capacidades bélicas do Hezbollah.

Bombardeios continuam no sul do Líbano

Os ataques aéreos de Israel não se limitaram a Beirute. Na madrugada de terça-feira, a Força Aérea israelense atingiu dezenas de alvos na região sul do Líbano, focando em instalações e pontos estratégicos do Hezbollah. De acordo com as FDI, a operação visava destruir células terroristas que estavam atacando o território israelense.

O Ministério da Saúde do Líbano confirmou que, durante os ataques em Beirute, seis pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas. Entre as vítimas, estavam civis e membros do Hezbollah. Na segunda-feira (23), um total de 492 pessoas perderam a vida em bombardeios israelenses, marcando o dia mais violento no país desde o conflito de 2006. O número de vítimas aumentou para 558, segundo dados oficiais do governo libanês.

Fuga em massa e pânico

O intensificar dos bombardeios provocou uma fuga em massa da população libanesa, especialmente das áreas mais atingidas no sul do país. As Forças de Defesa de Israel emitiram alertas à população para que evacuassem imediatamente locais onde o Hezbollah mantinha armas e equipamentos militares.

A ação israelense gerou uma crise humanitária no Líbano, agravada pelos danos causados às infraestruturas de saúde e transporte. O Hospital Bint Jbail, uma das principais unidades médicas no sul do Líbano, foi severamente danificado em um dos ataques, o que complicou ainda mais o atendimento às centenas de feridos.

Retaliação do Hezbollah

Em resposta aos bombardeios israelenses, o Hezbollah lançou seis ataques com foguetes contra posições militares em Israel, incluindo a base aérea de Ramat David. As cidades de Haifa e Nazaré, no norte de Israel, ouviram sirenes de alerta, enquanto os militares israelenses confirmaram que as defesas aéreas foram ativadas para interceptar os projéteis lançados pelo Hezbollah.

Apesar dos ataques, o porto de Haifa, uma das infraestruturas mais importantes de Israel, permaneceu operando normalmente, de acordo com o governo local. No entanto, a situação permanece tensa, com o Hezbollah afirmando ter atacado uma fábrica de explosivos em território israelense, localizada a 60 km da fronteira.

O impacto sobre a aviação

Os bombardeios também afetaram o tráfego aéreo no Líbano. O Aeroporto Internacional Rafic Hariri, em Beirute, cancelou mais de 30 voos nesta terça-feira, tanto de saída quanto de chegada. O aeroporto se tornou um dos focos de tensão após os ataques aéreos, com várias companhias aéreas suspendendo seus voos até que a situação se estabilize.

Mortes de civis e danos a serviços médicos

O ministro da Saúde do Líbano, Firass Abiad, lamentou as perdas, confirmando que entre os mortos estavam 50 crianças e 94 mulheres. Além disso, quatro paramédicos morreram durante o ataque a ambulâncias e clínicas. “Esse é o pior cenário que enfrentamos desde 2006. As nossas equipes de socorro estão sendo alvos deliberados”, disse Abiad.

A destruição de instalações médicas e a morte de trabalhadores da saúde só agravaram a crise. O governo libanês fez um apelo internacional por ajuda humanitária, pois muitos hospitais na região sul já operam além da capacidade.

O risco de guerra total

Com o aumento das hostilidades, crescem os temores de que a situação evolua para um conflito total entre Israel e Hezbollah. O grupo extremista libanês, que conta com o apoio do Irã, aumentou sua capacidade militar nos últimos anos, levantando preocupações sobre uma guerra prolongada que poderia se espalhar por todo o Oriente Médio.

Os analistas militares internacionais afirmam que a escalada entre os dois lados pode rapidamente sair do controle, especialmente com o Líbano ainda se recuperando das crises econômicas e políticas internas.

Reações internacionais

O aumento da violência na região foi um dos principais tópicos discutidos durante a abertura da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira. Líderes mundiais, incluindo o secretário-geral da ONU, António Guterres, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pediram um cessar-fogo imediato e a retomada das negociações de paz.

Biden, em seu discurso, também abordou a questão, pedindo o fim dos combates em Gaza e alertando para as consequências desastrosas de uma escalada no Líbano. “A comunidade internacional precisa agir para impedir mais derramamento de sangue”, disse o presidente norte-americano.

Futuro incerto no Oriente Médio

A situação no Oriente Médio continua volátil, com muitos temendo que o aumento das tensões leve a uma guerra mais ampla. Embora Israel tenha declarado que seus ataques são uma resposta a ações terroristas do Hezbollah, o Líbano acusa Israel de violar sua soberania e de matar civis inocentes em ataques indiscriminados.

Enquanto isso, o Hezbollah mantém sua retórica agressiva, prometendo continuar seus ataques até que Israel encerre suas operações militares no Líbano. Com a situação cada vez mais complexa, resta saber se a diplomacia internacional será capaz de mediar um cessar-fogo ou se a região entrará em uma nova fase de guerra total.