Baixista Ronald LaPread, cofundador dos Commodores, morre aos 75 anos após problema médico súbito
Ronald LaPread, cofundador e baixista original do lendário grupo Commodores, faleceu no sábado, 31 de maio de 2026, aos 75 anos de idade. A notícia foi confirmada por sua filha, Soraya LaPread, produtora musical, através de um comunicado em seu Instagram Stories, onde expressou a profunda tristeza com a perda. O New Zealand Herald, jornal da cidade de Auckland onde LaPread residia há quatro décadas, informou que o músico morreu devido a um problema de saúde súbito.
Detalhes adicionais sobre a causa exata da morte não foram divulgados imediatamente. Ronald LaPread deixa sua esposa, dois filhos e uma filha, Soraya, enlutados pela partida repentina.
Trajetória com os Commodores e formação inicial
LaPread figurou entre os membros que fundaram os Commodores em 1968, enquanto todos ainda eram estudantes no Instituto Tuskegee, localizado no Alabama. A formação inaugural do grupo contava também com nomes como Lionel Richie, Walter Orange, William King, Milan Williams e Thomas McClary. Inicialmente, o conjunto adotou o nome The Mystics, antes de se rebatizarem como The Commodores e assegurarem um contrato com a Motown Records em 1972, marcando o início de uma era de sucesso.
Nascido em 4 de setembro de 1950, na Flórida, e criado no Alabama, Ronald LaPread desenvolveu seu talento no baixo. Seu estilo e técnica tornaram-se um pilar fundamental da sonoridade que caracterizou o grupo durante seus anos de maior proeminência comercial.
Contribuição musical e sucessos do grupo
LaPread participou da gravação de 11 álbuns dos Commodores, deixando sua marca em diversas canções que se tornaram ícones da história da soul e do R&B. Sua contribuição ajudou a moldar faixas inesquecíveis que ressoam até hoje. O grupo alcançou grande sucesso, tornando-se um dos artistas mais vendidos da Motown nas décadas de 1970 e 1980.
Entre as gravações mais influentes que contaram com seu talento, destacam-se:
- “Brick House”
- “Three Times a Lady”
- “Easy”
Os Commodores venderam mais de 70 milhões de álbuns em todo o mundo, consolidando-se como uma das bandas mais impactantes de sua geração.
Saída do grupo e vida na Nova Zelândia
Os anos que se seguiram à saída de Lionel Richie do grupo, no início da década de 1980, trouxeram um período de instabilidade para os membros remanescentes. Essa fase de transição para a banda coincidiu com a decisão de LaPread de também deixar o conjunto. Ele saiu oficialmente em 1986, optando por se mudar para Auckland, na Nova Zelândia, onde estabeleceu residência e viveu pelo resto de sua vida.
Apesar de ter se afastado da rotina intensa do grupo, Ronald LaPread nunca cortou completamente seus laços com a música. Ele se reuniu esporadicamente com seus ex-companheiros de banda para realizar apresentações na Nova Zelândia ao longo dos anos. Mais recentemente, em 2025, dividiu o palco com os Commodores durante uma turnê de reencontro, um evento que agora adquire um significado ainda mais profundo para os fãs e a família.
Recentemente, os Commodores estiveram em evidência por outro motivo, ao anunciar sua desistência da Great American State Fair. O evento, que celebrará o 250º aniversário da independência dos Estados Unidos, gerou controvérsia devido às ligações políticas da banda com a celebração. Embora LaPread não fizesse parte da formação atual da turnê, o anúncio anterior colocou seu nome em destaque, poucos dias antes de sua morte ser anunciada ao público.
Legado e reflexões finais do artista
Em uma de suas últimas entrevistas, LaPread compartilhou abertamente suas percepções sobre a fama e a marcante diferença entre a percepção pública e a realidade vivida por figuras conhecidas. Ele ponderou sobre como a notoriedade pode, muitas vezes, criar uma versão idealizada da vida, distanciando as pessoas da essência do que é verdadeiramente real. Essa reflexão transmitia a perspectiva de alguém que encontrou paz ao se afastar dos holofotes e definir seus próprios termos de vida.
O baixista passou cerca de 40 anos na Nova Zelândia, longe dos grandes palcos onde suas linhas de baixo um dia serviram como âncora para algumas das gravações mais estimadas da música popular americana. O mundo que ele construiu em Auckland, caracterizado por sua tranquilidade e privacidade, foi a vida que ele escolheu para si. A música que ele criou antes, no entanto, é o legado eterno que ele deixou para todos os admiradores.
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