VAR revisa expulsão de Diego Pituca: tensão cresce no jogo entre Santos e MirassolPor Luís Henrique Costa
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O jogo entre Santos e Mirassol, válido pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B, segue cheio de tensão e polêmicas, com o VAR assumindo protagonismo na partida. Um dos momentos mais marcantes até agora foi a expulsão do volante Diego Pituca, do Santos, após se enroscar com Lucas Ramon na área. O árbitro, Gustavo Ervino Bauermann, foi chamado pela equipe do VAR para revisar o lance e, mesmo revertendo o cartão vermelho para amarelo, a expulsão se manteve, pois Pituca já havia sido advertido anteriormente. A decisão gerou intensas reclamações dentro e fora de campo.
Segundo tempo repleto de emoções e reviravoltas
Aos 52 minutos do segundo tempo, a atmosfera na Vila Belmiro é de pura ansiedade. Com a saída de Pituca, o Santos precisa se reorganizar defensivamente para segurar o ímpeto do Mirassol, que pressiona em busca da virada. Mesmo com um jogador a menos, o Peixe tenta manter o controle do jogo, mas o Mirassol, que já empatou o placar em 2 a 2, mostra que não vai recuar. A expulsão de Pituca veio logo após um escanteio cobrado por Chico Kim, que resultou em uma disputa física entre os jogadores.
O jogo também foi marcado por um incidente preocupante aos 48 minutos, quando Lucas Ramon, do Mirassol, precisou ser substituído após um choque de cabeça com Escobar, lateral-esquerdo do Santos. A troca foi realizada seguindo o protocolo de concussão, com Luiz Otávio entrando em campo para substituir o lateral.
Lances polêmicos e gols eletrizantes
Antes da expulsão de Pituca, o Santos havia retomado a liderança no placar com um gol de Luan Peres, aos 38 minutos, após cobrança de escanteio venenosa de Otero. A defesa do Mirassol tentou reclamar de uma suposta falta no lance, mas o gol foi validado pela arbitragem. Esse foi o terceiro gol do Peixe na partida, levando a torcida ao delírio. No entanto, o Mirassol não se deu por vencido e, aos 27 minutos do segundo tempo, Dellatorre aproveitou um cruzamento de Lucas Gazal para empatar a partida, deixando o placar em 2 a 2.
O confronto seguiu com chances claras para ambos os lados. Guilherme, atacante do Santos, quase ampliou a vantagem em três oportunidades, mas todas pararam na trave ou no travessão. Aos 18 minutos, ele desviou um cruzamento preciso de Laquintana, mas a bola explodiu no poste, para frustração dos torcedores santistas. Guilherme, que já havia acertado o travessão no primeiro tempo, demonstrou perigo constante, mas faltou sorte nas finalizações.
VAR em foco e decisões que mudam o rumo do jogo
O VAR tem sido um dos grandes protagonistas deste confronto, analisando com detalhes cada lance polêmico. Além da revisão da expulsão de Diego Pituca, outras decisões importantes passaram pela análise da equipe de vídeo. A tecnologia trouxe mais precisão, mas também aumentou a tensão entre os jogadores e torcedores, que aguardam ansiosos o desfecho de cada lance. A torcida do Santos, inclusive, demonstrou insatisfação com a arbitragem após a revisão do lance de Pituca, que manteve a expulsão do volante.
O VAR, apesar de ser uma ferramenta de justiça no futebol, gerou discussões calorosas entre os jogadores, principalmente nos lances que envolveram disputas físicas mais acirradas, como o escanteio que resultou no terceiro gol do Santos. A equipe do Mirassol, em especial, reclamou bastante da condução da arbitragem.
Alterações táticas e busca pela vitória
Com o placar empatado e o tempo passando, os dois treinadores têm feito mudanças estratégicas para buscar a vitória. No Santos, Otero foi substituído por Guilherme, que deu novo gás ao ataque santista, enquanto Julio Furch saiu para a entrada de Wendel Silva. Essas alterações mostram a intenção do técnico santista de manter a pressão ofensiva, mesmo com um jogador a menos em campo.
Do lado do Mirassol, o técnico optou por colocar Negueba no lugar de Chico Kim e Fernandinho no lugar de Léo Gamalho, reforçando o setor ofensivo e tentando aproveitar a vantagem numérica. As substituições trouxeram mais dinamismo à partida, mas a defesa do Santos, mesmo sob pressão, tem conseguido segurar as investidas perigosas da equipe visitante.
Além das substituições, a posse de bola também reflete o equilíbrio do jogo. Com 62% da posse, o Mirassol tenta controlar o ritmo da partida, enquanto o Santos aposta nos contra-ataques rápidos e nas jogadas de bola parada para surpreender. O duelo segue aberto, com chances para ambos os lados e um desfecho imprevisível.
Estatísticas que mostram o equilíbrio
O jogo entre Santos e Mirassol tem sido equilibrado em muitos aspectos. A posse de bola, finalizações e escanteios mostram que nenhuma das equipes tem dominado completamente a partida. Até os 52 minutos do segundo tempo, o Santos já havia finalizado 10 vezes contra 12 do Mirassol, enquanto as duas equipes tiveram boas oportunidades em cobranças de escanteio. A eficiência de Alex Muralha, goleiro do Mirassol, tem sido fundamental para manter o empate, com defesas decisivas em lances perigosos.
Outro ponto importante são os cartões distribuídos ao longo da partida. Além da expulsão de Diego Pituca, Gil, do Santos, e Lucas Gazal, do Mirassol, receberam cartões amarelos, refletindo o clima de tensão e a intensidade das disputas em campo. Os jogadores têm dado o máximo, sabendo que cada ponto é crucial nesta reta final de Série B.
Minutos finais cheios de expectativa
Com o jogo caminhando para os minutos finais, a expectativa cresce na Vila Belmiro. A torcida do Santos, que compareceu em peso com mais de 11 mil presentes, segue empurrando o time em busca da vitória. A renda gerada pela partida foi de R$ 568.176,25, evidenciando a importância do duelo para os torcedores santistas.
O jogo continua aberto, com chances para ambas as equipes, e o desfecho pode ser decidido em um detalhe. A pressão é grande, e tanto Santos quanto Mirassol sabem que uma vitória pode ser crucial para seus objetivos na competição. O VAR segue atento aos lances, e a arbitragem tem um papel fundamental neste confronto intenso.







