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Maíra Cardi relata frustração e desafios para remover PMMA do rosto após complicações estéticas

Maíra Cardi
Foto: Maíra Cardi- Instagram
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A influenciadora e empresária Maíra Cardi, de 41 anos, compartilhou recentemente com seus seguidores a difícil jornada que enfrenta para remover uma substância chamada PMMA, aplicada em seu rosto há mais de uma década. O material, amplamente utilizado como preenchedor permanente para contornos e volumes faciais, é conhecido por sua permanência no organismo, o que traz sérios desafios para a remoção, especialmente quando surgem complicações. Maíra, que sofre com inchaços constantes e dores faciais, relatou também a frustração de encontrar médicos que se recusam a realizar a cirurgia necessária devido aos riscos envolvidos.

A aplicação do PMMA foi feita no início de sua carreira, quando as complicações e perigos da substância ainda eram pouco discutidos no meio estético. Maíra revelou que, à época, buscava uma estética facial específica e que, ao optar pelo procedimento, não imaginava os efeitos adversos de longo prazo. Atualmente, com mais conhecimento sobre a substância, ela expressa seu arrependimento e está determinada a removê-la, mesmo diante de um processo desafiador e doloroso.

Diante da dificuldade de encontrar um especialista que aceite realizar o procedimento, Maíra espera conscientizar outras pessoas sobre os riscos de substâncias permanentes em procedimentos estéticos. Ela alerta sobre os efeitos negativos que podem surgir anos depois, especialmente quando realizados sem o acompanhamento de um profissional especializado e ciente dos riscos associados.

Compreendendo o PMMA e seu uso na estética

O polimetilmetacrilato, mais conhecido pela sigla PMMA, é um tipo de polímero plástico utilizado como preenchedor em procedimentos estéticos e na medicina reparadora. Seu uso tornou-se popular para preenchimento de rugas, aumento do volume dos lábios e até contorno do rosto. Ao contrário dos preenchedores temporários, como o ácido hialurônico, o PMMA é classificado como um material permanente, o que significa que ele permanece no organismo de maneira indefinida.

Embora seja aprovado em alguns casos específicos, o PMMA está frequentemente associado a complicações a longo prazo, especialmente quando utilizado em grandes quantidades. Médicos e entidades de saúde têm ressaltado que o PMMA pode provocar reações adversas graves, como inflamações crônicas, formação de granulomas (nódulos endurecidos), infecções e, em casos mais sérios, migração do produto para outras partes do corpo. Esses efeitos, que podem ocorrer anos após a aplicação, são difíceis de tratar, sendo a remoção do material um procedimento de alto risco.

Por que o PMMA gera complicações com o passar dos anos?

No caso do PMMA, o corpo humano pode reagir negativamente à presença do material, especialmente em pessoas que sofrem de alterações hormonais, imunológicas ou com processos inflamatórios. Esse tipo de reação é intensificado pela natureza permanente da substância. Quando aplicado, o PMMA estimula o organismo a formar tecido em torno das partículas, o que inicialmente confere o efeito volumizador desejado. Entretanto, com o passar do tempo, esse processo pode gerar inflamações e aumentar os riscos de infecções locais.

Maíra Cardi relatou que o PMMA aplicado em seu rosto causa inchaços frequentes, principalmente ao acordar ou após períodos de estresse e alterações hormonais, como os ciclos menstruais. Ela também afirmou que o material se encontra próximo de nervos faciais, o que eleva os riscos de lesões permanentes caso o procedimento de retirada seja realizado sem o devido cuidado.

Desafios enfrentados por Maíra Cardi para remover o PMMA

A tentativa de remover o PMMA trouxe um novo obstáculo para Maíra Cardi. Apesar de ter consultado diversos especialistas, muitos médicos recusaram realizar o procedimento, alegando riscos consideráveis. Um dos principais fatores que dificultam a cirurgia de retirada do PMMA é a sua localização no rosto. Por estar próximo de nervos faciais importantes, a remoção do material exige um alto grau de precisão, sendo essencial para evitar danos permanentes à expressão facial e à funcionalidade da área.

A influenciadora também enfrentou a realidade de que a presença do PMMA limita suas opções estéticas. Em alguns casos, a realização de outros procedimentos estéticos é contraindicada devido ao risco de que o PMMA reaja de forma inesperada. Por exemplo, procedimentos que envolvem calor, como lasers, podem desencadear uma resposta inflamatória, agravando os sintomas e o desconforto já existente.

Principais riscos associados ao uso de PMMA

Os riscos do uso do PMMA em procedimentos estéticos são amplamente reconhecidos. Entre as principais complicações associadas, destacam-se:

  1. Reações inflamatórias crônicas: O corpo pode desenvolver uma resposta inflamatória que persiste por anos após a aplicação do PMMA.
  2. Formação de granulomas: Os granulomas, nódulos endurecidos que podem se formar em volta do material, geram desconforto e podem alterar o contorno facial.
  3. Migração do material: Em alguns casos, o PMMA pode deslocar-se para outras áreas do rosto ou corpo, gerando complicações adicionais.
  4. Infecções locais: A presença de um corpo estranho permanente aumenta a chance de infecções, que podem ser difíceis de tratar.
  5. Restrição a outros procedimentos estéticos: A interação do PMMA com outros tratamentos estéticos pode provocar reações adversas e limitar as opções de rejuvenescimento.
  6. Risco de danos a nervos faciais: A remoção do PMMA é arriscada, pois pode danificar nervos essenciais para a expressão facial.

Alerta para o uso do PMMA na estética

A experiência de Maíra Cardi serve como um exemplo claro dos perigos de procedimentos realizados sem uma análise criteriosa. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) destaca que o uso de PMMA para fins puramente estéticos não é recomendado e ressalta que ele só deve ser utilizado em casos muito específicos, como na correção de lipodistrofia em pacientes com HIV, quando aprovado e realizado por profissionais qualificados.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outros órgãos de saúde têm adotado medidas para conscientizar a população sobre os riscos do uso inadequado de substâncias permanentes em procedimentos estéticos. Mesmo com as regulamentações em vigor, muitas pessoas ainda buscam o PMMA como alternativa, atraídas pelo efeito duradouro e pela percepção de um custo-benefício vantajoso. Contudo, os custos para tratar complicações futuras podem ser significativos, tanto emocional quanto financeiramente.

Como Maíra Cardi está lidando com as complicações do PMMA

Em meio a esse processo, Maíra Cardi compartilhou em suas redes sociais o impacto do PMMA em sua saúde mental e física. Ela afirma que os efeitos estéticos negativos e o desconforto prejudicam sua qualidade de vida e que, em busca de maior segurança e bem-estar, não descarta novas consultas com especialistas para tentar, eventualmente, a retirada do material.

Além do impacto direto em sua saúde, Maíra também mencionou o desejo de engravidar novamente, o que adiciona uma camada extra de preocupação. Médicos sugeriram que ela priorize a remoção do PMMA antes de uma nova gestação, já que as alterações hormonais poderiam agravar ainda mais as reações inflamatórias.

Para outros que consideram a realização de procedimentos estéticos com substâncias permanentes, a experiência de Maíra Cardi é um alerta. Ela incentiva o público a investigar profundamente os procedimentos e a considerar alternativas menos invasivas.

Considerações sobre segurança em procedimentos estéticos

O mercado de estética, em constante expansão, oferece diversas opções de procedimentos que prometem resultados rápidos e duradouros. No entanto, a busca por soluções rápidas pode comprometer a segurança do paciente, especialmente quando envolve substâncias permanentes como o PMMA. A segurança em procedimentos estéticos deve sempre ser a prioridade, especialmente considerando que a maioria dessas intervenções não é essencial para a saúde.

A conscientização sobre os riscos e a consulta com profissionais qualificados são essenciais para evitar complicações sérias. A avaliação do histórico médico, a análise dos produtos utilizados e a compreensão de como o corpo pode reagir a cada substância são elementos essenciais na tomada de decisão informada.

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