Gabigol será julgado por agressão em clássico contra Atlético-MG e pode pegar até 12 jogos de suspensãoPor Thiago Lemos
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O atacante Gabigol, do Cruzeiro, será julgado nesta terça-feira (25) pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD-MG) após ter sido expulso no clássico contra o Atlético-MG, válido pela sétima rodada do Campeonato Mineiro. O jogador foi denunciado no artigo 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de agressão física durante a partida, e pode receber suspensão de quatro a 12 jogos. Como o Cruzeiro já foi eliminado do estadual, a punição será aplicada na próxima edição do torneio. Além dele, o CEO do clube, Alexandre Mattos, também será julgado por conduta inadequada contra a arbitragem, podendo ser suspenso por até 360 dias.
A expulsão de Gabigol ocorreu ainda no primeiro tempo, quando o atacante acertou uma cotovelada no rosto do zagueiro Lyanco. Inicialmente punido com cartão amarelo, o jogador teve a sanção alterada para vermelho após revisão do VAR, conduzida pelo árbitro Rodolpho Toski Marques. O Cruzeiro reclamou da arbitragem e argumentou que Lyanco também deveria ter sido expulso em um lance anterior contra o atacante Dudu, gerando polêmica e aumentando as críticas sobre o uso da tecnologia no futebol brasileiro.
O julgamento de Gabigol e Alexandre Mattos acontece em meio a questionamentos sobre a atuação da arbitragem no clássico. A Federação Mineira de Futebol (FMF) reconheceu que houve erros no uso do VAR e no critério de aplicação das punições, admitindo falhas na condução da partida. A decisão do TJD-MG será crucial para definir o impacto das penalidades sobre o Cruzeiro e seus dirigentes na sequência da temporada.
Cruzeiro x Atlético-MG: Gabigol é denunciado por agressão física, e será julgado nesta terça-feira (25).
— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) February 24, 2025
O atacante, que foi expulso após acertar o braço no rosto de Lyanco , foi denunciado no Artigo 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que diz sobre “praticar… pic.twitter.com/9PcdUfAB7x
Expulsão de gabigol e impacto na equipe
O lance envolvendo Gabigol gerou repercussão dentro e fora de campo. Antes da expulsão, o Cruzeiro mantinha uma postura ofensiva e equilibrada na partida. Com um jogador a menos, a equipe passou a enfrentar dificuldades para conter os ataques do Atlético-MG, que aproveitou a vantagem numérica para garantir a vitória por 2 a 0. O resultado complicou ainda mais a situação do Cruzeiro no campeonato e resultou na eliminação precoce da equipe.
A suspensão de Gabigol pode afetar diretamente o planejamento do Cruzeiro para a próxima temporada do estadual. O atacante, que foi contratado para ser uma das principais referências ofensivas do time, agora corre o risco de perder boa parte da edição seguinte do Campeonato Mineiro. A punição mínima já representaria ausência em quatro jogos, enquanto a máxima poderia afastá-lo de quase toda a competição.
Internamente, a diretoria celeste discute alternativas para reforçar o elenco caso Gabigol tenha uma punição mais severa. O clube monitora opções no mercado, especialmente visando a disputa do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. O impacto disciplinar também levanta questionamentos sobre o comportamento do atacante, que já teve histórico de indisciplina em sua carreira, incluindo advertências por reclamações com a arbitragem e atitudes impulsivas dentro de campo.
Alexandre mattos e a polêmica com a arbitragem
Além de Gabigol, o CEO do Cruzeiro, Alexandre Mattos, será julgado por sua conduta durante o intervalo da partida. O dirigente foi até a porta do vestiário da arbitragem para protestar contra as decisões tomadas no primeiro tempo, o que resultou em denúncia nos artigos 258 II e 258-B do CBJD. Caso seja punido, Mattos pode ser suspenso por até 360 dias, o que impactaria diretamente na sua atuação na gestão do clube.
A atitude de Mattos reflete a insatisfação da diretoria cruzeirense com a arbitragem do clássico. O dirigente se reuniu com representantes da FMF na semana seguinte para revisar os lances mais polêmicos do jogo, e a entidade admitiu erros do VAR, especialmente na aplicação dos cartões. A reclamação do Cruzeiro gira em torno da não expulsão de Lyanco e da decisão de anular um possível pênalti a favor da equipe, lances que influenciaram diretamente o andamento da partida.
O julgamento de Mattos pode estabelecer um precedente para futuros casos de dirigentes que questionam a arbitragem de forma ostensiva. Se for suspenso por um período mais longo, o Cruzeiro precisará reorganizar sua estrutura administrativa, delegando funções estratégicas para outros membros da diretoria. O caso reforça a crescente pressão sobre a arbitragem no futebol brasileiro, que tem sido alvo de críticas por decisões controversas em diversas competições nacionais.
Estatísticas do clássico cruzeiro x atlético-mg
- Posse de bola: Atlético-MG 55% x 45% Cruzeiro
- Finalizações: Atlético-MG 14 x 7 Cruzeiro
- Faltas cometidas: Atlético-MG 18 x 16 Cruzeiro
- Cartões amarelos: Atlético-MG 3 x 2 Cruzeiro
- Cartões vermelhos: Atlético-MG 0 x 1 Cruzeiro
Contexto histórico dos julgamentos no tjd-mg
O Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais tem um histórico de julgamentos envolvendo atletas e dirigentes por conduta disciplinar. Em anos anteriores, casos semelhantes foram analisados, resultando em suspensões que variaram conforme a gravidade das infrações. Em 2023, um jogador do América-MG foi punido com oito jogos por agressão a um adversário, enquanto em 2022 um atleta do Atlético-MG recebeu seis partidas de suspensão por conduta violenta.
Nos últimos anos, a aplicação das punições tem sido alvo de debates, com clubes alegando falta de critérios uniformes para decisões semelhantes. Alguns casos resultaram em penas mais brandas após recursos apresentados pelos advogados dos jogadores, enquanto outros atletas receberam suspensões mais rigorosas devido à reincidência. O julgamento de Gabigol será acompanhado de perto pela imprensa e pelos torcedores, pois pode influenciar futuras decisões disciplinares em competições nacionais.
Principais polêmicas com arbitragem no futebol brasileiro
- VAR e sua inconsistência: Decisões questionáveis têm gerado descontentamento entre clubes e torcedores. Em várias ocasiões, lances semelhantes tiveram interpretações diferentes pelos árbitros de vídeo.
- Critério na aplicação de cartões: A falta de uniformidade na aplicação de cartões vermelhos e amarelos causa polêmica, como no caso de Gabigol e Lyanco.
- Interferência externa: Discussões sobre a influência de dirigentes e membros de comissões técnicas nas decisões dos árbitros.
- Pressão dos clubes sobre árbitros: Casos como o de Alexandre Mattos reforçam o debate sobre os limites da interação entre dirigentes e oficiais do jogo.
- Mudanças nas regras: Há propostas para reformular o protocolo do VAR e estabelecer critérios mais claros para punições disciplinares.
Desdobramentos e expectativa para o julgamento
O Cruzeiro aguarda o desfecho do julgamento de Gabigol e Alexandre Mattos para definir seus próximos passos. Se a punição do atacante for severa, a equipe precisará encontrar alternativas no ataque para suprir sua ausência no Campeonato Mineiro de 2026. A diretoria também estuda medidas para evitar novas controvérsias com a arbitragem, buscando um diálogo mais institucionalizado com as entidades responsáveis pelo futebol brasileiro.
A decisão do TJD-MG também pode gerar impacto em outros casos semelhantes, influenciando futuras punições para jogadores e dirigentes que questionam a arbitragem. O desfecho desse processo será determinante para o Cruzeiro e pode servir de referência para outras equipes que enfrentam problemas disciplinares e conflitos com a arbitragem.







