Gabigol e Alexandre Mattos são punidos após clássico Cruzeiro x Atlético-MG pelo Campeonato MineiroPor Thiago Lemos
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O julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD-MG) resultou em punições para o atacante Gabigol e o CEO do Cruzeiro, Alexandre Mattos, devido aos incidentes no clássico contra o Atlético-MG. O jogador foi suspenso por uma partida por agressão física contra Lyanco, enquanto o dirigente recebeu uma suspensão total de 30 dias, dividida em duas penalidades por conduta imprópria ao abordar a equipe de arbitragem no intervalo da partida. Além das sanções individuais, o Cruzeiro também foi multado em R$ 1.000 por objetos arremessados no gramado por torcedores.
O caso gerou repercussão entre torcedores e especialistas, já que o clássico mineiro tem histórico de confrontos polêmicos dentro e fora de campo. A expulsão de Gabigol ocorreu após revisão do VAR, reforçando debates sobre a arbitragem no futebol brasileiro e a influência do vídeo no jogo. A atuação de Mattos ao confrontar a arbitragem também levantou discussões sobre os limites da postura de dirigentes durante competições.
O Cruzeiro, que já havia manifestado insatisfação com decisões anteriores no campeonato, deve apresentar um ofício formal solicitando mudanças no critério de arbitragem para futuros clássicos. A diretoria do clube acredita que a punição de Mattos foi exagerada, enquanto a defesa de Gabigol sustentou que o contato com Lyanco foi acidental.
Gabigol foi julgado e punido com um jogo de suspensão. O atacante já cumpriu essa punição.
— Nação Azul News (@NacaoAzulNews) February 26, 2025
Já Alexandre Mattos foi suspenso por 30 dias. Ele respondeu por supostos xingamentos à equipe de arbitragem no intervalo do clássico contra o Atlético-MG.
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Gabigol e a suspensão no Campeonato Mineiro
Gabigol foi expulso aos 29 minutos do primeiro tempo após um choque com Lyanco, zagueiro do Atlético-MG. O atacante, ao disputar a bola, acabou acertando o rosto do adversário com o braço. Inicialmente punido com cartão amarelo, o jogador teve sua sanção revista pelo VAR e recebeu o cartão vermelho direto, deixando o Cruzeiro com um a menos ainda na primeira etapa.
O TJD-MG enquadrou o atacante no Artigo 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de agressões físicas durante a partida. A penalidade aplicada foi de um jogo de suspensão, que já foi cumprido na rodada seguinte. O Cruzeiro tentou argumentar que a ação foi involuntária e fazia parte da dinâmica do jogo, mas o tribunal manteve a decisão da arbitragem de campo e confirmou a punição.
O caso reacendeu discussões sobre critérios de interpretação na arbitragem. Lance semelhante ocorrido na mesma partida, envolvendo Lyanco e Dudu, não resultou em expulsão, o que gerou críticas do Cruzeiro e reforçou a indignação da diretoria.
Alexandre Mattos e a abordagem à arbitragem
O CEO do Cruzeiro, Alexandre Mattos, recebeu duas punições que totalizam 30 dias de suspensão. A primeira, de 15 dias, foi baseada no Artigo 258-B do CBJD, que trata de invasão a espaços de acesso restrito. A segunda, também de 15 dias, foi aplicada com base no Artigo 258, inciso II, por atitude desrespeitosa contra a arbitragem.
Durante o intervalo do jogo, Mattos dirigiu-se à porta do vestiário da equipe de arbitragem para expressar sua insatisfação com decisões tomadas no primeiro tempo. O principal ponto de sua reclamação foi a não expulsão de Lyanco, que pisou no braço de Dudu em um lance que, segundo a diretoria cruzeirense, deveria ter sido revisado pelo VAR e punido com cartão vermelho.
A punição ao dirigente gerou reações no clube, que acredita que sua postura não configurou invasão, mas sim um protesto legítimo diante de uma decisão contestável. No entanto, o tribunal entendeu que sua presença no local violou as normas da competição e determinou sua suspensão.
Histórico de punições e polêmicas em clássicos mineiros
- Confrontos entre Cruzeiro e Atlético-MG são frequentemente marcados por tensão e polêmicas envolvendo arbitragem e disciplina.
- Em edições anteriores do Campeonato Mineiro, expulsões controversas e decisões do VAR geraram insatisfação de ambos os lados.
- Em 2023, o Atlético-MG teve um jogador expulso em um clássico após revisão do VAR, gerando protestos de sua diretoria.
- Em 2022, um episódio similar ocorreu com o Cruzeiro, quando um pênalti polêmico foi marcado contra a equipe nos minutos finais.
- Além de punições para jogadores e dirigentes, os clubes já foram multados anteriormente por comportamento inadequado de suas torcidas.
O impacto das punições para o Cruzeiro no Campeonato Mineiro
A suspensão de Gabigol por um jogo, apesar de já ter sido cumprida, representa uma perda significativa para o Cruzeiro, que conta com o atacante como uma de suas principais peças ofensivas. Com a ausência do jogador, a equipe precisou ajustar sua formação na partida seguinte, o que influenciou diretamente seu desempenho em campo.
No caso de Alexandre Mattos, sua suspensão afeta diretamente a gestão do clube durante esse período. Como CEO, ele desempenha papel central nas decisões estratégicas da equipe, e seu afastamento temporário pode gerar impactos administrativos. A diretoria já estuda recorrer da decisão, buscando reduzir o tempo da punição ou até mesmo anulá-la.
Além disso, a multa imposta ao Cruzeiro, embora de valor baixo, reforça a preocupação com o comportamento da torcida. A presença de objetos lançados no campo é um problema recorrente em diversos estádios brasileiros, e o clube pode enfrentar sanções mais severas se episódios semelhantes se repetirem.
Decisões do TJD-MG e critérios da arbitragem no futebol brasileiro
A atuação do Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais no caso do clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG destaca pontos relevantes sobre disciplina e arbitragem no futebol brasileiro. O VAR, cada vez mais presente nas decisões esportivas, tem sido alvo de debates constantes sobre sua aplicação e influência nos resultados das partidas.
- O VAR foi introduzido no Campeonato Mineiro para reduzir erros de arbitragem e garantir mais justiça nas decisões.
- No entanto, lances interpretativos ainda geram polêmicas, como visto na expulsão de Gabigol e na não punição de Lyanco.
- Dirigentes e técnicos frequentemente reclamam da inconsistência dos critérios adotados para revisar jogadas.
- A abordagem de Mattos à equipe de arbitragem reflete a insatisfação recorrente de clubes com as decisões tomadas dentro de campo.
- O Cruzeiro já manifestou a intenção de solicitar árbitros de fora do estado para os próximos clássicos.
Linha do tempo dos acontecimentos do clássico Cruzeiro x Atlético-MG
- Antes do jogo: Cruzeiro e Atlético-MG se enfrentam em clássico válido pelo Campeonato Mineiro. Expectativa de jogo acirrado e rivalidade intensa.
- Primeiro tempo, 29 minutos: Gabigol acerta o rosto de Lyanco com o braço e recebe cartão vermelho após revisão do VAR.
- Intervalo: Alexandre Mattos vai até a porta do vestiário da arbitragem para protestar contra a não expulsão de Lyanco.
- Fim do jogo: Cruzeiro reclama de decisões polêmicas e considera acionar a Federação Mineira para mudanças na arbitragem.
- Julgamento no TJD-MG: Gabigol é suspenso por um jogo, Mattos recebe 30 dias de suspensão, e o Cruzeiro é multado em R$ 1.000.







