Cordão da Bola Preta lidera 59 blocos que agitam o Rio neste sábado de carnaval

Carnaval

Carnaval - Foto: Instagram

Neste sábado, 1º de março, o Rio de Janeiro se transforma em um palco vibrante de festa com a apresentação de 59 blocos oficiais nas ruas, marcando o auge do carnaval de 2025. Entre os destaques, o centenário Cordão da Bola Preta promete arrastar uma multidão estimada em 700 mil pessoas pelas ruas do Centro, com sua concentração marcada para as 7h no Terminal Menezes Cortes. A energia contagiante da folia carioca toma conta de diferentes regiões da cidade, como Santa Teresa, Flamengo, Ipanema e Barra da Tijuca, oferecendo opções para todos os gostos. Blocos tradicionais e estreantes dividem espaço, trazendo ritmos variados que vão do samba ao funk, do axé às clássicas marchinhas, consolidando o evento como um dos maiores celebrações culturais do Brasil.

A Zona Sul também entra no ritmo com a Banda de Ipanema, que inicia sua concentração às 15h na Rua Gomes Carneiro, esperando mais de 50 mil foliões. Já no Aterro do Flamengo, o Bloco Amigos da Onça anima o público a partir das 7h com coreografias envolventes e um repertório eclético, projetando reunir cerca de 12 mil participantes. Em Santa Teresa, o Céu na Terra agita as ladeiras históricas com 5 mil foliões esperados, mantendo a tradição de um carnaval colorido e animado.

Outros blocos como Carnaeco, na Barra da Tijuca, e Bloco da Terreirada, em São Cristóvão, reforçam a diversidade da festa, que abrange desde a preservação ambiental até a exaltação da música nordestina. Com uma programação intensa e espalhada por várias regiões, o sábado de carnaval no Rio reflete a essência da cultura carioca, unindo história, criatividade e alegria em um evento que atrai tanto moradores quanto turistas.

Megablocos e tradições centenárias aquecem o Centro e a Zona Sul

O Cordão da Bola Preta, fundado em 1918, é uma das estrelas do dia, consolidando-se como o bloco mais antigo e um dos mais populares do carnaval carioca. Com sua concentração às 7h no Terminal Menezes Cortes, o megabloco deve transformar o Centro do Rio em um mar de foliões vestidos de preto e branco, embalados por marchinhas tradicionais como “Quem não chora não mama”. A expectativa dos organizadores é que o desfile supere as edições anteriores, alcançando até 700 mil pessoas, número que reforça sua posição como um dos maiores cortejos de rua do mundo. Além da música, o bloco carrega um simbolismo histórico, sendo um marco da resistência cultural e da celebração democrática nas ruas.

Na Zona Sul, a Banda de Ipanema mantém viva sua trajetória de mais de cinco décadas, sendo reconhecida como patrimônio cultural carioca desde 2004. A concentração, marcada para as 15h na Rua Gomes Carneiro, promete reunir mais de 50 mil pessoas em um desfile que combina nostalgia e animação. O bloco é conhecido por atrair um público diversificado, desde famílias até jovens em busca de curtição, todos embalados por um repertório que resgata o espírito dos carnavais antigos.

Enquanto isso, o Bloco do Barbas anima Botafogo a partir das 11h na Rua General Polidoro, trazendo um clima descontraído com foliões caracterizados por barbas fictícias ou reais. A mistura de humor e música faz do bloco uma opção única no sábado, destacando-se entre os cortejos que agitam a Zona Sul. Esses eventos mostram como o carnaval do Rio consegue equilibrar tradição e inovação, mantendo viva a chama da folia em diferentes gerações.

Blocos temáticos e diversidade cultural marcam o sábado

Variedade é a palavra que define o carnaval de rua carioca neste sábado, com blocos que vão além das marchinhas e exploram temáticas específicas. O Carnaeco, por exemplo, sai às 14h na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, unindo a festa à conscientização ambiental. O bloco arrasta multidões com um repertório eclético que inclui samba, axé, pop e funk, enquanto promove ações voltadas à sustentabilidade, como a coleta de resíduos durante o desfile. Essa combinação atrai foliões preocupados com o meio ambiente, mas que não abrem mão da diversão.

Em São Cristóvão, o Bloco da Terreirada começa às 12h na Quinta da Boa Vista, celebrando a música brasileira com ênfase em artistas nordestinos. Com cerca de 60 pernaltas e um público esperado de milhares de pessoas, o cortejo exalta nomes como Belchior e presta homenagens a figuras como Marielle Franco e Paulo Freire. O evento transforma o gramado histórico em um espaço de resistência cultural e alegria, reforçando a pluralidade do carnaval carioca.

Programação detalhada dos principais blocos deste sábado

Para quem quer planejar o dia de folia, a agenda dos principais blocos oferece um roteiro diverso. Confira os horários e locais dos destaques deste sábado:

  • Cordão da Bola Preta: Concentração às 7h, Terminal Menezes Cortes, Centro.
  • Bloco Amigos da Onça: Concentração às 7h, Calçadão da Praia do Flamengo, Flamengo.
  • Céu na Terra: Concentração às 7h, Rua Almirante Alexandrino, Santa Teresa.
  • Bloco da Terreirada: Concentração às 12h, Quinta da Boa Vista, São Cristóvão.
  • Banda Sá Ferreira: Concentração às 12h, Rua Sá Ferreira, Copacabana.
  • Carnaeco: Concentração às 14h, Avenida Lúcio Costa, Barra da Tijuca.
  • Banda de Ipanema: Concentração às 15h, Rua Gomes Carneiro, Ipanema.
  • Carioca da Gema: Concentração às 15h, Rua dos Arcos, Lapa.
  • Cordão do Prata Preta: Concentração às 16h, Praça da Harmonia, Gamboa.

Essa programação reflete a abrangência geográfica e cultural do carnaval, permitindo que foliões escolham entre o agito do Centro, a descontração da Zona Sul ou a energia das regiões Norte e Oeste.

Um mergulho na história dos blocos cariocas

A tradição dos blocos de rua no Rio de Janeiro tem raízes profundas, remontando ao início do século XX. O Cordão da Bola Preta, por exemplo, surgiu em 1918 e rapidamente se tornou um símbolo da folia popular, crescendo de um pequeno grupo de amigos para um megabloco que hoje reúne centenas de milhares de pessoas. Sua longevidade é um testemunho da paixão carioca pelo carnaval, que mistura música, dança e um senso de comunidade único.

Outros blocos, como a Banda de Ipanema, fundada nos anos 1960, também carregam histórias marcantes. Declarada patrimônio imaterial, ela reflete a evolução da festa nas últimas décadas, adaptando-se aos tempos sem perder sua essência. Já o Céu na Terra, criado em 2001, revitalizou o carnaval de Santa Teresa com uma orquestra que resgata marchinhas e adiciona arranjos originais, atraindo um público fiel que valoriza o charme das ladeiras do bairro.

Folia para todos os públicos e regiões

Começando cedo, às 7h, o Bloco Amigos da Onça transforma o Aterro do Flamengo em um espetáculo de coreografias e fantasias criativas. Com um público estimado em 12 mil pessoas, o bloco mistura hits de artistas como Gilberto Gil e Anitta a composições autorais irreverentes, criando um ambiente de karaokê coletivo que encanta os presentes. A presença de dançarinos e pernas de pau eleva a experiência, tornando o cortejo uma das opções mais animadas do dia.

Na Lapa, o Carioca da Gema entra em cena às 15h na Rua dos Arcos, celebrando a amizade e a criatividade com um desfile que reúne ritmistas apaixonados por carnaval. Enquanto isso, o Cordão do Prata Preta agita a Gamboa às 16h na Praça da Harmonia, trazendo um toque especial à região portuária com sua energia festiva. Esses blocos mostram como a festa se espalha por diferentes bairros, oferecendo alternativas para quem prefere evitar as multidões dos megablocos.

Números impressionantes do carnaval de rua

Dados da Riotur apontam que o carnaval de rua do Rio em 2025 deve atrair cerca de 5 milhões de foliões ao longo de seus dias de festa, com 482 desfiles oficiais autorizados pela prefeitura. Apenas neste sábado, os 59 blocos mobilizam infraestrutura significativa, incluindo 220 ambulâncias, 34 mil posições sanitárias e 3.250 agentes de trânsito. A Comlurb, responsável pela limpeza, disponibiliza 2.550 garis e equipamentos como carros-pipa e varredeiras, garantindo que a cidade suporte o impacto da folia.

A Banda Sá Ferreira, com concentração às 12h em Copacabana, é outro exemplo da força dos blocos menores, que atraem milhares de moradores e turistas com sua simplicidade e animação. Esses números e esforços logísticos destacam a magnitude do evento, que vai além da diversão e movimenta a economia local, gerando empregos e impulsionando o turismo.

Curiosidades que colorem a festa carioca

O carnaval de rua do Rio é repleto de histórias e peculiaridades que encantam os foliões. Aqui estão algumas delas:

  • O Cordão da Bola Preta já chegou a reunir mais de 2 milhões de pessoas em edições passadas, um recorde impressionante.
  • A Banda de Ipanema foi o primeiro bem imaterial a receber o título de patrimônio cultural carioca, em 2004.
  • O Bloco da Terreirada homenageia figuras como a psiquiatra Nise da Silveira, misturando cultura e ativismo.
  • O Carnaeco promove a coleta de lixo durante seu desfile, unindo folia e responsabilidade ambiental.

Esses detalhes mostram como o carnaval vai além da festa, carregando significados históricos e sociais que ressoam entre os participantes.

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