A noite de 2 de março de 2025 entrou para a história do cinema durante a 97ª edição do Oscar, realizada no Dolby Theatre, em Los Angeles, quando Duna: Parte 2 conquistou o cobiçado prêmio de Melhor Efeitos Visuais, destacando-se entre concorrentes como Reino do Planeta dos Macacos, Better Man, Alien: Romulus e Wicked. Sob a direção de Denis Villeneuve, o filme impressionou a Academia com o trabalho excepcional da equipe liderada por Paul Lambert, Stephen James, Rhys Salcombe e Gerd Nefzer, que transformou o deserto de Arrakis em um espetáculo visual de tirar o fôlego. Antes do Oscar, Duna: Parte 2 já havia dominado o Visual Effects Society Awards (VES), recebendo sete indicações e vencendo quatro categorias, o que reforçava seu favoritismo. No Brasil, o longa estreou em 29 de fevereiro de 2024, lotando cinemas e gerando entusiasmo nas redes sociais, especialmente pelas cenas dos vermes de areia e batalhas épicas, que elevaram o padrão de efeitos visuais em blockbusters. Com um orçamento de 190 milhões de dólares e uma bilheteria global de 711 milhões, o filme não apenas se pagou, mas também consolidou o legado técnico da franquia iniciada com Duna: Parte 1, que venceu seis Oscars em 2022, incluindo a mesma categoria.
A vitória foi impulsionada pela combinação única de efeitos práticos e computação gráfica avançada, liderada pela DNEG, que criou tempestades de areia realistas e vermes gigantes com até 400 metros de comprimento na narrativa. Paul Lambert, supervisor de efeitos com Oscars anteriores por Blade Runner 2049 e First Man, comandou a equipe em mais de 2.000 tomadas visuais.
Embora Denis Villeneuve tenha sido surpreendentemente excluído da categoria de Melhor Diretor, o sucesso em Melhor Efeitos Visuais, somado às cinco indicações do filme – Melhor Filme, Melhor Som, Melhor Cinematografia e Melhor Design de Produção –, reforça a força técnica e artística da produção no cenário global.
Um favoritismo consolidado
Duna: Parte 2 chegou ao Oscar com uma trajetória impressionante, tendo dominado o VES Awards em fevereiro de 2025, com vitórias em categorias como efeitos visuais fotorrealistas e simulação de efeitos.
A competição foi acirrada, com filmes como Reino do Planeta dos Macacos e Wicked trazendo visuais marcantes, mas a escala e a inovação de Duna: Parte 2 se destacaram entre os votantes.
A arte por trás dos efeitos visuais
Criar o deserto de Arrakis como um cenário vivo e dinâmico foi uma façanha técnica da equipe de Duna: Parte 2. A sequência em que Paul Atreides, interpretado por Timothée Chalamet, lidera os Fremen contra uma colheitadeira Harkonnen exemplifica o uso de efeitos práticos, como plataformas com gimbais simulando vermes, combinados com CGI avançado da DNEG para dar vida às explosões e à areia em movimento. Gerd Nefzer, especialista em efeitos especiais, usou ventiladores industriais para soprar areia real no set, proporcionando uma base autêntica para o trabalho digital.
Diferente de Alien: Romulus, focado em criaturas, ou Better Man, com sua abordagem criativa para Robbie Williams, Duna: Parte 2 apostou na grandiosidade. As tempestades de areia, simuladas por três meses com softwares que geraram 1 bilhão de partículas por quadro, impressionaram pela imersão.
No Brasil, o público do Festival do Rio, em outubro de 2024, destacou a textura realista dos vermes de areia, apelidados de “dragões do deserto” nas redes sociais, como um dos pontos altos do filme.
O legado técnico da franquia Duna
A franquia Duna já tinha um histórico vitorioso, com Duna: Parte 1 levando seis Oscars em 2022, incluindo Melhor Efeitos Visuais. Na sequência, a equipe de Paul Lambert elevou o nível, com mais de 2.000 tomadas visuais contra 1.200 do primeiro filme, um aumento de 66%. A batalha final em Arrakis, com os Fremen enfrentando os Sardaukar, combinou cenários reais na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos com CGI detalhado, criando um espetáculo que foi aplaudido no Festival do Rio.
Cerca de 60% das cenas usaram efeitos práticos, como areia real e explosões controladas, reduzindo a dependência de pós-produção pura. Essa abordagem híbrida, marca registrada da DNEG, trouxe autenticidade às dunas dinâmicas e aos vermes animados com 12 camadas de textura.
A bilheteria de 711 milhões de dólares, incluindo 2,5 milhões de ingressos vendidos no Brasil, reflete o impacto visual e narrativo da obra, que solidifica o trabalho de Villeneuve como referência em ficção científica moderna.
Competição acirrada no Oscar
A categoria de Melhor Efeitos Visuais foi uma das mais disputadas do Oscar 2025. Reino do Planeta dos Macacos, com captura de performance da Wētā FX, trouxe macacos realistas em um mundo pós-apocalíptico, enquanto Better Man inovou ao retratar Robbie Williams como um macaco em CGI, surpreendendo pela criatividade.
Alien: Romulus impressionou com criaturas assustadoras feitas com efeitos práticos e digitais, e Wicked encantou com o mundo mágico de Oz, mas Duna: Parte 2 se destacou pela escala épica e pela integração dos efeitos à narrativa.
Detalhes técnicos que fizeram a diferença
Os efeitos visuais de Duna: Parte 2 brilharam por aspectos específicos que impressionaram a Academia:
- Mais de 2.000 tomadas com CGI, um salto em relação às 1.200 do primeiro filme.
- Tempestades de areia simuladas com 1 bilhão de partículas por quadro, levando três meses.
- Vermes de areia com 12 camadas de textura, do exterior escamoso ao movimento interno.
- 60% das cenas usaram efeitos práticos, como ventiladores soprando areia real.
- Cenários reais na Jordânia e Emirados Árabes, combinados com extensões digitais.
Esses elementos técnicos elevaram o filme acima dos concorrentes.
Cronologia da jornada ao Oscar
A ascensão de Duna: Parte 2 até o Oscar foi marcada por momentos-chave:
- 29 de fevereiro de 2024: Estreia mundial, arrecadando 178 milhões em seu fim de semana inicial.
- Outubro de 2024: Exibição no Festival do Rio, com destaque para os efeitos visuais.
- Janeiro de 2025: Cinco indicações ao Oscar, incluindo Melhor Efeitos Visuais.
- Fevereiro de 2025: Quatro vitórias no VES Awards, consolidando favoritismo.
- 2 de março de 2025: Triunfo no Dolby Theatre com o Oscar.
Esses eventos mostram a força contínua do filme ao longo do ano.
A influência de Duna na ficção científica
Vencer o Oscar de Melhor Efeitos Visuais reforça o papel de Duna: Parte 2 como um marco na ficção científica. Com uma bilheteria de 711 milhões de dólares e 2,5 milhões de espectadores no Brasil, o filme prova que narrativas complexas podem coexistir com visuais revolucionários. A ausência de Villeneuve entre os indicados a Melhor Diretor gerou críticas online, mas a vitória técnica destacou o trabalho coletivo da equipe.
A abordagem híbrida de efeitos práticos e CGI, com 60% das cenas filmadas ao vivo, estabelece um novo padrão para blockbusters. No Dolby Theatre, Paul Lambert agradeceu a Villeneuve e à DNEG, enfatizando anos de esforço para criar algo inédito.
No Brasil, o entusiasmo nas redes sociais e no Festival do Rio reflete o impacto global da obra, que já inspira novos projetos com foco em efeitos visuais imersivos e realistas.
Uma noite de celebração técnica
A entrega do Oscar a Paul Lambert, Stephen James, Rhys Salcombe e Gerd Nefzer foi um dos momentos mais aplaudidos da cerimônia, apresentada por Conan O’Brien. O reconhecimento em Melhor Efeitos Visuais foi visto como um tributo à inovação da equipe da DNEG.
Outros vencedores da noite incluíram Emilia Pérez em Melhor Canção Original e Flow em Melhor Animação, mas Duna: Parte 2 brilhou como um exemplo de excelência técnica no cinema moderno.

