Mouhamed Harfouch chora morte da mãe durante o Carnaval

Mouhamed com mãe

Mouhamed com mãe - Foto: Instagram

No dia 4 de março, enquanto o Brasil pulsava com a energia do Carnaval, o ator Mouhamed Harfouch viveu um momento de profunda tristeza ao anunciar a morte de sua mãe, Cida, aos 82 anos. A notícia, compartilhada nas redes sociais, veio acompanhada de um texto emocionado e fotos que revelavam a relação especial entre os dois, marcada por amor, admiração e memórias de uma mulher que ele descreveu como “um furacão” e “uma criança grande”. Dona Cida, como era carinhosamente chamada, faleceu em pleno auge da folia, uma paixão que ela carregava no coração, especialmente por seu amor declarado à escola de samba Portela e às tradições do Carnaval carioca. Mouhamed, conhecido por atuações marcantes em novelas como “Órfãos da Terra” e “Amor de Mãe”, não especificou a causa do falecimento, mas deixou claro o quanto a perda o abalou, escrevendo que “dói muito” perder alguém tão essencial em sua vida. A publicação rapidamente alcançou milhares de pessoas, gerando uma onda de apoio de fãs e amigos, enquanto o contraste entre o luto do ator e a festa nas ruas do Rio de Janeiro tornava a homenagem ainda mais impactante. O legado de Dona Cida, segundo Mouhamed, está em sua força, em sua culinária única e no amor incondicional que ela distribuía generosamente.

Embora o Carnaval seja sinônimo de alegria para milhões, para Mouhamed Harfouch o dia 4 de março trouxe um vazio impossível de preencher. A conexão de Dona Cida com a Portela, uma das escolas mais tradicionais do Rio, foi um dos pontos centrais da homenagem, mostrando como a folia era parte inseparável da vida da matriarca.

A culinária, outro pilar do legado de Cida, também ganhou destaque no relato do ator. Ele relembrou os pratos árabes que ela preparava com maestria, como kibes e chancliche, transformando cada refeição em um gesto de carinho que ficará eternamente em sua memória.

Memórias de Dona Cida: força e autenticidade

Mouhamed Harfouch não mediu palavras ao exaltar a personalidade única de sua mãe. Dona Cida era, em suas palavras, uma mulher forte, autêntica e cheia de vida, alguém que deixava um rastro de energia por onde passava. O texto publicado nas redes sociais trouxe à tona histórias que mostram como ela moldou não apenas a vida do ator, mas de todos que tiveram a chance de conhecê-la.

Entre as lembranças, Mouhamed destacou o papel de Cida como incentivadora de seus sonhos. Mesmo quando ele conciliava os estudos de Direito com os primeiros passos no teatro, ela esteve ao seu lado, oferecendo apoio e confiança. Essa influência, segundo o ator, foi fundamental para que ele se tornasse o artista reconhecido que é hoje, com uma carreira que abrange teatro, cinema e televisão.

A autenticidade de Dona Cida também se refletia em pequenos gestos do dia a dia. Mouhamed descreveu como ela transformava encontros simples em celebrações, sempre com histórias, risadas e uma presença marcante que fazia todos se sentirem acolhidos.

Paixão pelo Carnaval e pela Portela

A relação de Dona Cida com o Carnaval era profunda e antiga. Fã apaixonada da Portela, ela vivia a folia com uma intensidade que contagiava quem estava ao seu redor. Mouhamed revelou que foi dela que ele herdou o amor pela escola de samba, uma das mais tradicionais do Rio de Janeiro, fundada em 1923 e detentora de 22 títulos no Carnaval carioca.

No desfile de 2025, realizado em 2 de março na Marquês de Sapucaí, a Portela levou à avenida um enredo sobre cultura popular, algo que certamente teria emocionado Dona Cida. A morte dela, dois dias depois, trouxe um tom agridoce à festa que ela tanto amava, reforçando o simbolismo de sua partida em meio à celebração.

Além da Sapucaí, Cida celebrava o Carnaval em casa, com amigos e família, sempre trazendo sua energia única. Para Mouhamed, essa conexão com a festa é uma das memórias mais fortes que ele guarda da mãe, um legado que ele agora carrega com orgulho e saudade.

Culinária de Dona Cida: um legado de afeto

Um dos traços mais marcantes de Dona Cida, segundo Mouhamed Harfouch, era sua habilidade na cozinha. Ele relembrou como ela transformava ingredientes simples em pratos cheios de sabor e significado, especialmente os de origem árabe, como kibes, esfihas, kaftas e o chancliche, um queijo típico que ela preparava com perfeição. Esses pratos, para o ator, eram muito mais que comida: eram expressões do amor que ela sentia por sua família e amigos.

Chegar à casa de Dona Cida era garantia de ser recebido com uma mesa farta. Bolos, tortas, frutas e guloseimas diversas faziam parte do ritual de acolhimento que ela cultivava, algo que Mouhamed descreveu como “a tradução máxima do amor”. Essa generosidade deixava marcas em todos que provavam suas receitas, criando lembranças que agora confortam o ator em meio ao luto.

A herança culinária de Cida também conectava Mouhamed às suas raízes. De ascendência árabe por parte de pai, ele via nos pratos da mãe uma ponte entre passado e presente, uma forma de manter viva a história da família mesmo após sua partida.

Cronograma do Carnaval: a festa que Cida amava

O Carnaval carioca, paixão de Dona Cida, segue um calendário que transforma o Rio de Janeiro em um palco de celebração. Em 2025, a festa começou em 27 de fevereiro e vai até 5 de março, com destaque para os desfiles na Sapucaí. Veja os principais momentos:

  • Início em 27 de fevereiro: blocos de rua abrem a folia com trios e bandas menores.
  • Dias 1 e 2 de março: desfiles do Grupo Especial, com a Portela no dia 2.
  • Dia 4 de março: data do falecimento de Cida, marcada por eventos menores.
  • Encerramento em 5 de março: desfile das campeãs fecha a programação.

Para Dona Cida, o auge era o desfile da Portela, que em 2025 trouxe um enredo vibrante sobre tradições populares, alinhado ao espírito festivo que ela tanto valorizava.

Repercussão do luto nas redes sociais

A homenagem de Mouhamed Harfouch à mãe rapidamente tomou as redes sociais. Publicada na manhã de 4 de março, a postagem com fotos e texto acumularu milhares de curtidas e comentários em poucas horas. Fãs e amigos do ator se uniram em uma corrente de apoio, emocionados pela forma como ele expressou sua dor e carinho por Dona Cida.

Nos comentários, muitos destacaram a beleza da homenagem. “Seu texto me fez sentir como se a conhecesse”, escreveu um seguidor, enquanto outro ofereceu palavras de força: “Que ela descanse em paz, te olhando aí de cima”. A hashtag #MouhamedHarfouch ganhou força, aparecendo entre os assuntos mais comentados do dia ao lado de #Carnaval2025.

O contraste entre o luto do ator e a alegria do Carnaval amplificou a repercussão. Para os fãs, a história de Dona Cida trouxe um toque humano à festa, lembrando que, mesmo em meio à folia, a vida segue seu curso com momentos de tristeza e reflexão.

Carreira de Mouhamed e o apoio de Dona Cida

Mouhamed Harfouch, aos 47 anos, construiu uma trajetória sólida nas artes cênicas. Nascido no Rio de Janeiro, ele começou a atuar ainda criança e, apesar de ter se formado em Direito, optou por seguir a paixão pelo teatro, cinema e televisão. Papéis em novelas como “Órfãos da Terra” e “Amor de Mãe” o colocaram no radar do público, mas foi nos palcos que ele encontrou sua verdadeira vocação, como no recente monólogo “Meu Remédio”, estreado em janeiro de 2025 no Teatro Ipanema.

Dona Cida teve um papel crucial nesse caminho. Mouhamed relembrou como ela o apoiou desde os primeiros ensaios, incentivando-o a perseguir seus sonhos mesmo quando as incertezas surgiam. Essa força materna, segundo o ator, foi um dos pilares que o sustentaram ao longo da carreira.

Recentemente, Mouhamed vinha conciliando projetos na TV e no teatro, mas a morte da mãe trouxe uma pausa forçada. O monólogo “Meu Remédio”, que fala de identidade e ancestralidade, ganhou um significado ainda mais profundo após a perda, conectando-se diretamente ao legado de Dona Cida.

Números e impacto do Carnaval no Rio

O Carnaval do Rio de Janeiro é um evento monumental, refletido em seus números impressionantes:

  • Foliões: mais de 2 milhões de pessoas enchem as ruas da cidade anualmente.
  • Escolas de samba: 12 agremiações do Grupo Especial desfilam na Sapucaí.
  • Economia: cerca de R$ 4 bilhões são movimentados durante a festa.
  • Segurança: mais de 30 mil policiais garantem a ordem nos dias de folia.

Para Dona Cida, esses números tinham um significado pessoal. O Carnaval era o momento de vibrar com a Portela e de reunir a família, algo que Mouhamed agora guarda como uma das memórias mais preciosas da mãe.

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