Programa Luz Para Todos amplia acesso à energia com R$ 4,3 bilhões e Cadastro Único

Energia eletrica

Energia eletrica - Foto: Joa Souza/Shutterstock.com

O Programa Luz Para Todos, iniciativa do Governo Federal para universalizar o acesso à energia elétrica no Brasil, entra em uma nova fase com foco na inclusão de 450 mil famílias vulneráveis até 2026, utilizando o Cadastro Único (CadÚnico) como base para identificar beneficiários. Relançado em 2023 pelo Decreto nº 11.628, o programa prevê investimentos de R$ 4,3 bilhões em 2025, coordenados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A meta é clara: substituir lamparinas por eletricidade em áreas rurais e remotas, como a Amazônia Legal, promovendo dignidade, desenvolvimento social e econômico para populações historicamente excluídas do serviço básico de energia. Desde sua criação em 2003, o programa já beneficiou cerca de 16 milhões de pessoas, e agora intensifica esforços para alcançar comunidades de baixa renda, indígenas, quilombolas e assentamentos rurais.

Em 2025, o Luz Para Todos avança com uma estratégia integrada entre ministérios, concessionárias de energia e tecnologias sustentáveis, como solar e eólica, para atender áreas de difícil acesso. O CadÚnico, que mapeia famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa, será o principal instrumento para garantir que os mais necessitados sejam priorizados, alinhando o programa a políticas de combate à pobreza energética e à desigualdade social. Só a Eletrobras, parceira chave na execução, destinou R$ 10 bilhões ao setor elétrico em 2023, e novos aportes devem ampliar o alcance nos próximos anos.

A colaboração entre o MME, liderado por Alexandre Silveira, e o MDS, sob Wellington Dias, reflete um esforço conjunto para transformar o acesso à energia em uma ferramenta de inclusão econômica. Além de levar luz a residências, o programa busca conectar investimentos em energia a oportunidades de emprego e empreendedorismo para as famílias cadastradas, reforçando sua relevância em um país onde, até o início dos anos 2000, cerca de 2 milhões de domicílios rurais não tinham eletricidade, segundo dados históricos.

Como o Cadastro Único impulsiona o Luz Para Todos

O Cadastro Único tornou-se peça central no relançamento do Luz Para Todos, permitindo identificar com precisão as famílias que mais precisam de energia elétrica. Gerido pelo MDS, o sistema registra informações como renda, composição familiar e condições de moradia, facilitando a inclusão de cerca de 450 mil famílias em áreas rurais e remotas até 2026. Em 2023, o programa foi ajustado para priorizar beneficiários do CadÚnico, como famílias de baixa renda, indígenas e quilombolas, além de comunidades impactadas por grandes empreendimentos energéticos.

Esse foco estratégico já mostra resultados. Na Bahia, por exemplo, a Neoenergia Coelba assinou em 2024 um contrato para realizar 29,5 mil novas ligações até 2026, com investimento de R$ 1,2 bilhão, beneficiando 118 mil pessoas. O uso do CadÚnico garante que os recursos cheguem a quem realmente precisa, como os 2,2 milhões de baianos já atendidos desde o início do programa, consolidando sua importância para o desenvolvimento regional.

Energia limpa e inclusão social no foco do programa

Investir em fontes renováveis é uma das apostas do Luz Para Todos para 2025. Com R$ 4,3 bilhões previstos, o programa planeja usar tecnologias como energia solar e eólica para superar barreiras geográficas, especialmente na Amazônia Legal, onde a infraestrutura elétrica tradicional é limitada. Essa abordagem não só reduz custos a longo prazo, mas também preserva o meio ambiente, alinhando-se às metas de sustentabilidade do Governo Federal.

Além disso, a iniciativa prioriza comunidades vulneráveis, como assentamentos rurais e povos tradicionais, que historicamente enfrentam desigualdades no acesso a serviços básicos. Até novembro de 2020, mais de 3,6 milhões de domicílios foram atendidos, e o plano agora é acelerar o ritmo, alcançando áreas onde a falta de energia ainda impede o progresso social e econômico.

Cronograma e marcos do Luz Para Todos

O programa tem metas definidas para os próximos anos:

  • 2003: Criação pelo Decreto nº 4.873, visando 2 milhões de domicílios rurais.
  • 2023: Relançamento com o Decreto nº 11.628, priorizando o CadÚnico.
  • 2025: Investimento de R$ 4,3 bilhões para novas conexões.
  • 2026: Prazo final para atender áreas rurais.
  • 2028: Conclusão do atendimento na Amazônia Legal.

Esses prazos refletem o compromisso de universalizar a energia elétrica, com foco em regiões onde cerca de 80% da exclusão elétrica se concentrava no meio rural em 2003.

Benefícios diretos para famílias vulneráveis

Ampliar o acesso à energia elétrica vai além de iluminar casas. Para as 450 mil famílias-alvo, o Luz Para Todos significa melhores condições de vida, acesso à educação noturna, conservação de alimentos e oportunidades de trabalho. Em 2024, o programa já beneficiou comunidades como as da Bahia, onde 10,2 mil obras foram concluídas, impactando diretamente a rotina de populações de baixa renda e povos originários.

A integração com o CadÚnico também facilita o acesso à Tarifa Social de Energia Elétrica, que oferece descontos de 10% a 65% na conta de luz para famílias com renda per capita de até meio salário mínimo. Para indígenas e quilombolas, a isenção pode chegar a 100% em consumos de até 50 kWh/mês, aliviando o peso financeiro e promovendo equidade.

Passo a passo para se inscrever no programa

Famílias interessadas no Luz Para Todos podem seguir um processo simples:

  • Verificar elegibilidade: Residir em área rural sem energia e, preferencialmente, estar no CadÚnico.
  • Procurar a concessionária: Contatar a distribuidora de energia da região.
  • Apresentar documentos: Levar RG, CPF e comprovante de residência.
  • Acompanhar o pedido: A concessionária fornece um protocolo para monitoramento.

O cadastro é gratuito, e os custos de instalação, como postes e transformadores, são cobertos pelo programa, garantindo acesso sem ônus aos beneficiários.

Impactos econômicos e sociais do acesso à energia

Levar eletricidade a áreas rurais impulsiona a economia local. Em 2023, a Eletrobras investiu R$ 10 bilhões no setor elétrico, parte disso no Luz Para Todos, gerando empregos e estimulando pequenos negócios. Na Bahia, os R$ 13,3 bilhões previstos pela Neoenergia Coelba até 2027 devem ampliar esse efeito, conectando energia a desenvolvimento.

Socialmente, o programa reduz desigualdades. Antes de 2003, 90% dos domicílios rurais sem energia tinham renda inferior a três salários mínimos, segundo o Censo de 2000. Hoje, com 16 milhões de beneficiados, o acesso à luz transforma a realidade de milhões, oferecendo desde melhores condições de estudo até a possibilidade de mecanizar atividades agrícolas.

Prioridades e desafios na nova fase

Atender comunidades remotas permanece um desafio logístico. Em 2025, o programa foca em áreas como a Amazônia Legal, onde o prazo se estende até 2028 devido à complexidade geográfica. A parceria entre MME, MDS e concessionárias busca superar essas barreiras com soluções como energia renovável e planejamento baseado no CadÚnico.

Grupos prioritários incluem famílias de baixa renda, indígenas, quilombolas e assentados, mas o alcance também abrange outras regiões rurais sem infraestrutura elétrica. O investimento de R$ 4,3 bilhões em 2025 reflete a escala do esforço para cumprir a meta de universalização.

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