No último sábado, dia 15 de março, a Polícia Militar realizou uma operação que resultou na prisão de dois homens suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas no condomínio Minha Casa Minha Vida, localizado em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. A ação, conduzida por equipes do 29º Batalhão de Polícia Militar (BPM), foi motivada por denúncias de atividades criminosas na região, incluindo coação de moradores e invasão de apartamentos. Um dos presos, de 32 anos, era foragido da Justiça, com mandado de prisão por porte ilegal de arma de fogo e tráfico, enquanto o outro, de 44 anos, atuava como colaborador de uma facção criminosa, armazenando drogas e armas no local. A operação expôs mais uma vez os desafios enfrentados pelas forças de segurança no combate ao crime organizado em áreas residenciais populares.
A incursão aconteceu na rua José do Patrocínio, no bairro Marechal Castelo Branco, onde os policiais do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo 1 e 2), junto ao Serviço Reservado, setor Charlie e supervisão de oficial, agiram com base em levantamentos de inteligência. Durante as buscas, foram apreendidas quantidades significativas de entorpecentes, como cerca de 50g de crack em pedras e papelotes, 40g de maconha em buchas, 250g de cocaína em pinos e frascos de lança-perfume. Os materiais estavam distribuídos em apartamentos do condomínio, evidenciando a utilização do espaço para atividades ilícitas.
O comandante do 29º BPM, coronel Fabiano Souza, reforçou a importância da participação da comunidade no enfrentamento ao crime. Ele destacou que as operações têm sido intensificadas em parceria com a Polícia Civil, mas a colaboração popular por meio de denúncias anônimas é essencial para o sucesso das ações. Os suspeitos foram encaminhados à 143ª Delegacia de Polícia, onde foram autuados e aguardam audiência de custódia.
Operação revela uso de condomínio para crimes
A ação no Minha Casa Minha Vida de Itaperuna não é um caso isolado. Em fevereiro deste ano, outra operação no mesmo condomínio resultou na apreensão de grandes quantidades de drogas, incluindo 554 buchas de maconha, 787 pinos de cocaína e 12 frascos de lança-perfume. Na ocasião, os suspeitos fugiram ao perceber a chegada da polícia, mas deixaram para trás materiais que comprovavam a movimentação intensa do tráfico na área. O bairro Boa Fortuna, onde ocorreu essa operação anterior, também foi palco de buscas em apartamentos, evidenciando um padrão de utilização desses espaços residenciais como base para atividades criminosas.
Durante a incursão mais recente, os policiais confirmaram que o homem de 44 anos preso tinha a função de armazenar armas e drogas para uma facção criminosa atuante na região. A presença de entorpecentes em diferentes apartamentos sugere uma rede estruturada que aproveita a vulnerabilidade social e a proximidade das unidades habitacionais para operar. A polícia ainda investiga se outros moradores estão envolvidos ou foram coagidos a participar das atividades ilícitas.
A operação também revelou a ousadia dos criminosos, que, segundo informações levantadas pela PM, chegavam a invadir apartamentos para esconder materiais ou intimidar residentes. Esse cenário reforça a necessidade de ações contínuas para desarticular as redes de tráfico que se infiltram em projetos habitacionais como o Minha Casa Minha Vida.
Histórico de prisões em Itaperuna
Nos últimos anos, Itaperuna tem sido alvo de diversas operações contra o tráfico de drogas. Em setembro de 2023, a Operação Itaperuna Segura, uma ação conjunta das polícias Civil e Militar, prendeu um suspeito de 34 anos no bairro Vinhosa com 37 buchas de maconha, 41 papelotes de cocaína e 18 pinos da mesma droga. A operação, que contou com mandados de busca e apreensão, foi mais um esforço para coibir a venda de entorpecentes na cidade. A casa onde o suspeito foi detido tinha os materiais escondidos no rebaixamento de PVC, indicando estratégias cada vez mais elaboradas para evitar a detecção policial.
Outro caso marcante ocorreu em dezembro de 2021, quando a Operação Vale Vermelho prendeu 12 pessoas ligadas ao tráfico em diferentes bairros de Itaperuna, incluindo Boa Fortuna e Vale do Sol. As investigações, que utilizaram escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, identificaram uma organização criminosa que operava inclusive em áreas do Minha Casa Minha Vida. Dos alvos, sete permanecem foragidos, o que demonstra os desafios enfrentados pelas autoridades locais.
Essas ações mostram um esforço contínuo das forças de segurança para desmantelar as redes criminosas que atuam no Noroeste Fluminense. A presença de facções em condomínios residenciais, como o Minha Casa Minha Vida, é um problema recorrente que exige estratégias integradas entre polícia, Ministério Público e Judiciário.
Cronologia das operações em Itaperuna
As operações policiais em Itaperuna seguem um calendário intenso de combate ao tráfico. Confira os principais eventos recentes na cidade:
- Dezembro de 2021: Operação Vale Vermelho prende 12 suspeitos e identifica sete foragidos em bairros como Boa Fortuna e Vale do Sol.
- Julho de 2023: Três suspeitos são presos no bairro Vinhosa com armas, drogas e munições durante a Operação Itaperuna Segura.
- Fevereiro de 2025: Grande quantidade de drogas é apreendida no Minha Casa Minha Vida, no bairro Boa Fortuna, sem prisões.
- Março de 2025: Dois homens, incluindo um foragido, são detidos no condomínio Minha Casa Minha Vida, em Marechal Castelo Branco.
Esse histórico reflete a persistência do tráfico na região e a resposta das autoridades com operações frequentes. A repetição de ações no mesmo condomínio levanta questões sobre a eficácia das medidas a longo prazo e a necessidade de abordagens complementares.
Detalhes da ação no Minha Casa Minha Vida
Realizada no sábado, a operação no condomínio Minha Casa Minha Vida mobilizou diversas equipes do 29º BPM. Os policiais chegaram ao local após denúncias de que indivíduos armados estariam coagindo moradores e utilizando apartamentos como esconderijos. A busca foi meticulosa, resultando na prisão do homem de 32 anos, que já tinha mandado em aberto por crimes anteriores, e do homem de 44 anos, apontado como colaborador da facção.
Nos apartamentos revistados, os agentes encontraram entorpecentes variados, incluindo crack, maconha, cocaína e lança-perfume. A quantidade significativa de drogas sugere que o local funcionava como um ponto de armazenamento e, possivelmente, de distribuição. A polícia ainda não divulgou se mais suspeitos estão sendo investigados em conexão com o caso, mas a operação foi considerada um sucesso pelo comando do batalhão.
O coronel Fabiano Souza aproveitou para fazer um apelo à população. Ele informou que denúncias anônimas podem ser enviadas pelo WhatsApp do 29º BPM, no número 02238221177, garantindo sigilo total. A participação da comunidade, segundo ele, é um diferencial para ampliar a efetividade das ações policiais.
Perfil dos presos e próximos passos
O homem de 32 anos preso na operação era procurado por porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas. Morador do Centro de Itaperuna, ele foi capturado durante a incursão e agora enfrenta novas acusações. Já o suspeito de 44 anos, cuja identidade não foi detalhada, tinha um papel de apoio logístico, guardando armas e entorpecentes para a facção. Ambos foram levados à 143ª Delegacia de Polícia, onde foram autuados em flagrante.
Após a prisão, os dois passaram por audiência de custódia, procedimento padrão em que um juiz analisa a legalidade da detenção. Eles permanecem à disposição da Justiça no presídio local, enquanto as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos. A falta de informações sobre as defesas dos suspeitos até o momento deixa em aberto como o caso será conduzido nos tribunais.
A operação também reacende o debate sobre a segurança em conjuntos habitacionais. O Minha Casa Minha Vida, criado para oferecer moradia digna, frequentemente se torna alvo de criminosos que exploram a vulnerabilidade de moradores e a estrutura dos condomínios para atividades ilícitas.
Como denunciar atividades criminosas
A Polícia Militar de Itaperuna tem incentivado a colaboração da população no combate ao crime. Veja algumas formas de contribuir de maneira segura:
- WhatsApp do 29º BPM: Envie mensagens de texto ou áudio para o número 02238221177.
- Anonimato garantido: As informações são tratadas com sigilo absoluto.
- Denúncias presenciais: Procure a delegacia mais próxima, como a 143ª DP, para relatar atividades suspeitas.
Essas opções facilitam o envio de informações sem expor os denunciantes, uma medida que tem sido essencial para o sucesso de operações como a do último sábado.
Impacto na comunidade local
A presença do tráfico no Minha Casa Minha Vida afeta diretamente a rotina dos moradores. Relatos apontam que a coação por parte de criminosos cria um clima de medo, dificultando a convivência e o uso pleno das áreas comuns. A operação do dia 15 de março trouxe alívio temporário, mas muitos居民 questionam até quando as ações policiais conseguirão conter o avanço das facções na região.
Para o comando do 29º BPM, a solução passa por uma combinação de repressão e prevenção. Além das incursões, há um esforço para fortalecer a parceria com a Polícia Civil e o Ministério Público, visando desmantelar as estruturas criminosas de forma mais definitiva. A participação da Justiça, com a emissão de mandados e a análise das prisões, também é um pilar fundamental nesse processo.
A frequência de operações em Itaperuna indica que o tráfico de drogas continua sendo um desafio persistente. Enquanto as autoridades intensificam as ações, a população segue no aguardo de medidas que tragam segurança duradoura ao cotidiano do Minha Casa Minha Vida e de outros bairros da cidade.

