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A preparação da Seleção Brasileira para o confronto contra a Colômbia, válido pela 13ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo, ganhou destaque nesta semana em Brasília. No treino realizado na terça-feira, 18 de março, no estádio Bezerrão, o técnico Dorival Júnior apostou em Savinho como peça-chave de um quarteto ofensivo que mescla velocidade, técnica e mobilidade. O atacante do Manchester City, que já foi titular nos últimos quatro jogos de 2024, ocupou a vaga que seria de Neymar, ainda ausente por questões físicas. A escalação inicial contou com Alisson, Vanderson, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Guilherme Arana, Bruno Guimarães, Gerson, Raphinha, Rodrygo, Savinho e Vinícius Júnior, sinalizando a estratégia para o jogo de quinta-feira, às 21h45, no Mané Garrincha. Fora do gramado, um incidente com um drone operado por um torcedor movimentou a segurança da CBF, que agiu rapidamente para conter a situação.

O treinamento foi marcado por uma abordagem tática clara: priorizar a continuidade do trabalho iniciado no fim do ano passado. Savinho, em especial, demonstrou estar em alta com Dorival, que optou por manter a base testada em jogos recentes contra Peru, Venezuela e Chile. A escolha reflete a confiança no jogador de 20 anos, que tem se consolidado no futebol europeu e agora busca firmar seu espaço na Seleção. Além dele, a dupla de volantes formada por Bruno Guimarães e Gerson também foi mantida, enquanto Alisson retomou a posição no gol após a lesão de Ederson. A movimentação no Bezerrão não deixou margem para grandes surpresas, mas reforçou a ideia de um ataque dinâmico, sem a figura de um centroavante fixo.

Enquanto o time se ajustava dentro de campo, a área externa do estádio viveu momentos de tensão. Um torcedor utilizou um drone para capturar imagens aéreas, o que gerou uma reação imediata da equipe de segurança da CBF. A Polícia Militar foi acionada, e o responsável foi identificado e levado à delegacia. O episódio, embora isolado, evidenciou o rigor na proteção das atividades da Seleção, especialmente em um momento crucial das Eliminatórias, com o Brasil na quinta posição, somando 18 pontos.

Ataque em foco: como Savinho se tornou essencial para Dorival

Savinho tem se destacado como uma das revelações recentes da Seleção Brasileira. Natural de São Mateus, no Espírito Santo, o atacante ganhou projeção no Atlético-MG antes de se transferir para o Manchester City, onde já soma minutos importantes sob o comando de Pep Guardiola. Na Seleção, sua ascensão é notável: titular nos últimos quatro compromissos de 2024, ele traz ao time uma combinação de dribles rápidos e versatilidade que agrada a Dorival Júnior. No treino em Brasília, o jogador foi peça central no quarteto ofensivo ao lado de Raphinha, Rodrygo e Vinícius Júnior, nomes que juntos acumulam mais de 100 participações em gols na temporada europeia.

A ausência de Neymar, ainda em recuperação de uma lesão no joelho sofrida em 2023, abriu espaço para que o técnico explorasse uma formação mais leve e ágil. Durante a atividade, Dorival chegou a testar João Pedro e Endrick em alguns momentos, mas a preferência inicial recaiu sobre o quarteto já consolidado. A estratégia visa explorar transições rápidas e jogadas pelos flancos, algo que será essencial contra a Colômbia, conhecida por sua solidez defensiva e contra-ataques perigosos liderados por James Rodríguez e Luis Díaz. O treinador também dedicou tempo a orientações específicas para os titulares, ajustando posicionamentos e ensaiando jogadas de infiltração.

A escolha por Savinho não é aleatória. Dados recentes mostram que o atacante tem uma média de 2,5 dribles bem-sucedidos por jogo no City, além de contribuir com assistências e gols em momentos decisivos. Sua adaptação ao futebol de alto nível na Europa o credencia como uma aposta segura para o Brasil, que busca melhorar seu desempenho nas Eliminatórias após resultados irregulares em 2024. A presença dele no time titular é um sinal de renovação, mas também de continuidade, já que Dorival optou por manter a espinha dorsal da equipe que terminou o ano passado.

Eliminatórias em jogo: o que está em disputa contra Colômbia e Argentina

Com 18 pontos em 12 rodadas, o Brasil ocupa a quinta colocação nas Eliminatórias Sul-Americanas, atrás de Argentina (22), Colômbia (19), Uruguai (19) e Equador (18, mas com saldo inferior). A partida contra a Colômbia, marcada para quinta-feira no Mané Garrincha, é vista como um divisor de águas na campanha brasileira. Uma vitória pode recolocar o time no G-4, zona que garante vaga direta para a Copa do Mundo de 2026, enquanto um tropeço em casa aumentaria a pressão antes do clássico contra a Argentina, líder da tabela, na próxima terça-feira, em Buenos Aires.

A preparação para esses dois jogos decisivos inclui alguns marcos importantes no calendário da Seleção:

  • Treino tático no Bezerrão: realizado em 18 de março, com foco em jogadas ofensivas e ajustes defensivos.
  • Confronto com a Colômbia: dia 20 de março, às 21h45, no Mané Garrincha, em Brasília.
  • Clássico contra a Argentina: dia 25 de março, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires.

Além disso, a comissão técnica planeja observar mais de perto o lateral Wesley Teixeira, do Internacional, que pode ganhar minutos nas próximas rodadas. Por enquanto, porém, a prioridade é consolidar o time titular que enfrentará os colombianos, mantendo a base que já mostrou entrosamento nos últimos jogos.

Incidentes e curiosidades: o que marcou o treino no Bezerrão

Fora das quatro linhas, o treino da Seleção trouxe alguns episódios que chamaram a atenção. O caso do drone foi o mais comentado: um torcedor, movido pela curiosidade, tentou registrar imagens aéreas da área externa do Bezerrão, mas acabou interceptado pela segurança da CBF. A rápida intervenção da Polícia Militar evitou maiores complicações, e o incidente foi tratado como um fato isolado, sem relação com espionagem ou ameaças ao time. A medida reflete o cuidado redobrado em um momento em que a Seleção busca tranquilidade para se concentrar nos desafios das Eliminatórias.

Dentro de campo, alguns detalhes do treinamento também merecem destaque. Aqui estão cinco pontos curiosos observados na sessão de terça-feira:

  • Savinho liderou as jogadas de ataque com três assistências durante o coletivo.
  • Alisson realizou pelo menos duas defesas difíceis em chutes de longa distância.
  • Dorival testou variações táticas, incluindo uma formação com Endrick como referência no ataque.
  • Raphinha e Vinícius Júnior trocaram posições constantemente, confundindo a marcação reserva.
  • Gerson quase marcou um gol de voleio em um lance ensaiado de bola parada.

Esses momentos mostram um time em busca de sintonia fina antes de confrontos cruciais. A torcida, que lotará o Mané Garrincha na quinta-feira, espera ver essa energia traduzida em resultado.

Desafios à frente: Colômbia e Argentina testam o Brasil

O próximo adversário do Brasil, a Colômbia, chega a Brasília com um time equilibrado e em boa fase. Sob o comando de Néstor Lorenzo, os colombianos venceram três dos últimos cinco jogos nas Eliminatórias, incluindo um triunfo sobre o Uruguai em Montevidéu. A dupla James Rodríguez e Luis Díaz, ambos em grande momento na Europa, é o principal trunfo do time, que aposta em um meio-campo compacto e saídas rápidas para surpreender. No primeiro turno, em Barranquilla, as equipes empataram em 1 a 1, com gols de Rafael Borré e Vinícius Júnior.

Passado o duelo em casa, o Brasil terá pouco tempo para se recuperar antes de enfrentar a Argentina, atual campeã mundial e líder das Eliminatórias. O clássico no Monumental de Núñez promete ser um teste ainda mais duro, especialmente pelo retrospecto recente: na última visita ao estádio, em 2023, os brasileiros perderam por 1 a 0, com gol de Otamendi. Lionel Messi, mesmo aos 37 anos, segue como o maestro do time argentino, que também conta com a força de Julián Álvarez e Lautaro Martínez no ataque.

A sequência de jogos é um momento-chave para Dorival Júnior provar que o Brasil pode voltar a encantar. Após críticas ao desempenho irregular em 2024, quando a Seleção venceu apenas metade dos jogos disputados nas Eliminatórias, a expectativa é que o quarteto ofensivo liderado por Savinho traga uma nova dinâmica ao time. O treinador, que assumiu o cargo em janeiro de 2024, sabe que os resultados contra Colômbia e Argentina podem definir o rumo da campanha brasileira rumo à Copa de 2026.

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