Athletico-PR lidera com gol de Alan Kardec contra Criciúma na Série B: placar parcial aos 43 minutosPor Luís Henrique Costa
11 min de leitura
![]() |
A noite de quinta-feira trouxe emoção à Ligga Arena, em Curitiba, onde Athletico-PR e Criciúma protagonizaram um duelo intenso pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro Série B. Aos 42 minutos do primeiro tempo, o placar marcava 1 a 0 para os donos da casa, com um gol de cabeça de Alan Kardec, que aproveitou cruzamento preciso de Palacios para balançar as redes. A partida, disputada sob olhares atentos da torcida paranaense, mostrou um Furacão determinado a manter o bom início na competição, enquanto o Tigre catarinense buscava reagir após um começo complicado. O jogo, ainda em andamento, prometia mais emoções até o apito final.
O Athletico entrou em campo embalado pela vitória na estreia, quando superou o Paysandu por 2 a 1, fora de casa. A confiança do elenco era visível, com jogadas bem trabalhadas e uma defesa sólida que dificultava as investidas do adversário. Já o Criciúma, que sofreu derrota na primeira rodada contra o Operário-PR por 2 a 1, tentava encontrar seu ritmo. A equipe catarinense apostava em jogadas pelas laterais e bolas paradas para surpreender, mas esbarrava na marcação atenta dos paranaenses. Até o momento, o Furacão dominava as ações ofensivas, criando as melhores oportunidades.
A atmosfera na Ligga Arena refletia a importância do confronto. A torcida, incluindo a presença liberada da organizada Os Fanáticos, após decisão judicial, empurrava o time com cânticos e apoio ininterrupto. O jogo marcava também o reencontro de dois clubes que, em 2024, disputaram a Série A, mas agora lutavam pelo retorno à elite. A rivalidade histórica, com 30 embates registrados, sendo 12 vitórias do Athletico, 10 do Criciúma e 8 empates, adicionava ainda mais tempero à partida.
Domínio inicial do Furacão
O primeiro tempo começou com o Athletico impondo seu ritmo. Logo aos 4 minutos, a equipe paranaense trocava passes com paciência, buscando espaços na defesa adversária. A estratégia de pressionar desde o início dava resultado, com o meio-campo comandado por Zapelli e Raul articulando jogadas perigosas. Enquanto isso, o Criciúma tentava responder com transições rápidas, mas pecava na finalização. Diego Gonçalves, um dos destaques do Tigre, encontrava dificuldades para superar a zaga formada por Habraão e Léo Pelé.
1T 21' | CAP 1×0 CRI
— Athletico Paranaense (@AthleticoPR) April 10, 2025
Hayen cruzou da direita, a bola desviou na marcação e Alan Kardec mandou de cabeça pra rede!
EXPLODE O CALDEIRÃO!
????️????️????️????️????️ https://t.co/4oc8zll6aI
Aos 8 minutos, o Furacão criou sua primeira grande chance. Palacios avançou pela direita e cruzou na medida para Alan Kardec, que cabeceou com perigo, mas a bola passou rente à trave. A jogada animou a torcida e mostrou o potencial ofensivo do time da casa. O Criciúma, por sua vez, respondeu aos 11 minutos, quando Morelli arriscou uma bicicleta após cobrança de falta, mas a bola desviou na defesa e saiu pela linha de fundo. O lance, embora sem sucesso, demonstrava que o Tigre não estava disposto a apenas se defender.
A intensidade do jogo se manteve, com ambos os lados criando oportunidades. O Athletico, no entanto, parecia mais organizado, explorando as laterais com Velasco e Fernando. A cada investida, a torcida vibrava, sentindo que o gol estava próximo. O Criciúma, mesmo com dificuldades, tentava equilibrar as ações, apostando em bolas longas para Popó e Diego Gonçalves, mas a falta de precisão impedia lances mais perigosos.
Principais momentos até o gol
O jogo ganhou contornos ainda mais emocionantes com o passar dos minutos. Alguns lances foram decisivos para o andamento da partida, culminando no gol de Alan Kardec. Abaixo, os principais momentos do primeiro tempo até os 42 minutos:
- 8 minutos: Palacios cruza para Alan Kardec, que cabeceia com perigo, mas a bola sai por pouco. Primeira grande chance do Athletico.
- 11 minutos: Morelli tenta uma bicicleta após cobrança de falta do Criciúma, mas a bola desvia na defesa e vai para fora.
- 19 minutos: Luiz Fernando solta uma bomba de longe, e Kauã, goleiro do Criciúma, faz grande defesa, mas não segura a bola. A zaga afasta o perigo.
- 24 minutos: Velasco arrisca chute de longa distância, obrigando Kauã a fazer outra defesa importante para o Tigre.
- 42 minutos: Alan Kardec abre o placar com um cabeceio certeiro após cruzamento de Palacios, colocando o Athletico na frente.
Pressão do Athletico cresce
Aos 15 minutos, o Furacão continuava dominando a posse de bola. Raul, com visão de jogo apurada, encontrou Luiz Fernando em velocidade, mas Marcelo Hermes, lateral do Criciúma, antecipou-se e evitou o avanço. A jogada mostrava o ímpeto dos paranaenses, que não davam espaço para o adversário respirar. A torcida, cada vez mais envolvida, aplaudia cada desarme e cada tentativa ofensiva.
Do lado do Criciúma, Zé Ricardo, na área técnica, gesticulava e orientava seus jogadores a compactar as linhas. A equipe catarinense tentava sair da pressão com trocas de passes, mas a marcação alta do Athletico dificultava a construção de jogadas. Aos 19 minutos, Luiz Fernando quase ampliou o placar. Após receber passe de Zapelli, o atacante chutou forte de fora da área, mas Kauã fez uma defesa espetacular, embora não tenha conseguido segurar a bola. A zaga do Tigre completou o lance, afastando o perigo.
Aos 24 minutos, Velasco, um dos mais ativos em campo, arriscou um chute de longa distância com a perna esquerda. A bola, com efeito, obrigou Kauã a se esticar todo para evitar o segundo gol. A jogada reforçava o domínio do Furacão, que parecia mais próximo de ampliar do que de sofrer o empate. O Criciúma, acuado, dependia de erros do adversário para criar chances, mas a defesa paranaense se mostrava atenta.
Gol de Alan Kardec muda o panorama
O momento decisivo do primeiro tempo veio aos 42 minutos. Palacios, pela direita, fez um cruzamento milimétrico para a área. Alan Kardec, bem posicionado, subiu mais alto que a zaga do Criciúma e cabeceou com precisão no canto esquerdo de Kauã, que nada pôde fazer. O gol incendiou a Ligga Arena, com a torcida comemorando efusivamente. O atacante, experiente, correu para celebrar com os torcedores, enquanto seus companheiros o cercavam em festa.
O gol premiava a insistência do Athletico, que controlava a partida desde o início. Alan Kardec, com sua capacidade de finalização, mostrava por que é uma das principais apostas do Furacão para a temporada. Para o Criciúma, o gol representava um desafio ainda maior, já que a equipe precisava se reorganizar rapidamente para buscar o empate antes do intervalo. Zé Ricardo, visivelmente preocupado, ajustava o posicionamento de seus jogadores.
A vantagem no placar dava ao Athletico mais tranquilidade para trabalhar a bola. Nos minutos seguintes, o time da casa continuou pressionando, buscando explorar os espaços deixados pelo Criciúma, que tentava avançar suas linhas. Luiz Fernando, aos 40 minutos, quase marcou o segundo gol, após cruzamento de Velasco, mas Kauã, mais uma vez, salvou o Tigre com uma defesa crucial.
Reação do Criciúma no fim do primeiro tempo
Com o gol sofrido, o Criciúma tentou responder nos minutos finais. Aos 37 minutos, Marcelo Hermes conseguiu um cruzamento mesmo sem ângulo, e Diego Gonçalves cabeceou, mas a bola saiu pela linha de fundo. O lance mostrava a vontade do Tigre de reagir, mas a falta de capricho nas finalizações impedia um resultado melhor. A equipe catarinense apostava em bolas paradas, mas a defesa do Athletico se saía bem nos duelos aéreos.
Aos 39 minutos, o Criciúma ganhou uma falta perigosa perto da área. Marcelo Hermes cobrou, mas a bola foi afastada pela zaga paranaense. A dificuldade do Tigre em criar jogadas trabalhadas era evidente, com muitos passes errados e pouca conexão entre meio-campo e ataque. Enquanto isso, o Athletico aproveitava os contra-ataques para manter a pressão, com Velasco e Luiz Fernando infernizando a defesa adversária.
O primeiro tempo se encaminhava para o fim com o Furacão em vantagem. A torcida, empolgada, cantava sem parar, enquanto os jogadores do Athletico trocavam passes com confiança. Para o Criciúma, o intervalo seria uma oportunidade de repensar a estratégia e buscar mais agressividade no segundo tempo. O placar parcial de 1 a 0 refletia o domínio dos donos da casa, mas o jogo ainda estava aberto.
O que esperar do segundo tempo
Com o apito do árbitro Paulo Cesar Zanovelli da Silva se aproximando, o Athletico se preparava para manter a intensidade na etapa final. A equipe de Maurício Barbieri mostrava consistência, com um meio-campo sólido e um ataque perigoso, liderado por Alan Kardec e Luiz Fernando. A expectativa era de que o Furacão continuasse explorando as laterais e a bola aérea, pontos fortes demonstrados até o momento.
Para o Criciúma, a missão era clara: melhorar a organização ofensiva. Zé Ricardo, com sua experiência, provavelmente faria ajustes para dar mais liberdade a jogadores como Diego Gonçalves e Popó. A equipe catarinense precisava arriscar mais, mas sem abrir mão da solidez defensiva, que já havia sido testada pelo ataque adversário. A entrada de reforços, como o jovem Samuel Otusanya, que está próximo de ser anunciado, poderia trazer novo fôlego em jogos futuros.
A partida também tinha implicações na tabela. Com a vitória parcial, o Athletico somava mais três pontos, chegando a seis e assumindo a liderança provisória da Série B. Já o Criciúma, ainda sem pontuar, precisava de uma reação urgente para não se distanciar das primeiras posições. A rodada, com outros jogos importantes, prometia movimentar a classificação.
Contexto da Série B
A segunda rodada do Campeonato Brasileiro Série B trazia outros confrontos de peso. Além de Athletico x Criciúma, jogos como Cuiabá x Avaí, Chapecoense x Coritiba e Vila Nova x Paysandu agitavam a competição. A tabela, ainda em formação, mostrava equilíbrio, com equipes tradicionais e clubes emergentes na briga pelas primeiras colocações. O formato de pontos corridos, com 38 rodadas, exigia consistência de todos os participantes.
Para os torcedores, a Série B representava uma mistura de esperança e desafio. Clubes como Athletico e Criciúma, acostumados à elite, buscavam reconstruir suas trajetórias após o rebaixamento em 2024. A competição, com 20 equipes, incluía nomes como América-MG, Goiás, Coritiba e Atlético-GO, prometendo disputas acirradas até o fim do ano.
O calendário da Série B também reservava emoções fora do campeonato. Athletico e Criciúma estavam confirmados na terceira fase da Copa do Brasil, com o Furacão enfrentando o Brusque e o Tigre pegando o Bragantino. Os jogos, marcados para o fim de abril e maio, adicionavam mais compromissos às agendas dos clubes.
Números que contam a história
Os números do confronto até o momento reforçavam a superioridade do Athletico. A equipe paranaense teve mais finalizações, com média de 6 por jogo, contra 10 do Criciúma, mas com maior eficiência. A posse de bola também favorecia o Furacão, que controlava o ritmo da partida. Abaixo, alguns dados relevantes do jogo:
- Finalizações: Athletico com 6 tentativas, sendo 3 no gol; Criciúma com 2, nenhuma no alvo.
- Escanteios: Criciúma com 2, Athletico com 0.
- Faltas: 3 cometidas pelo Athletico, 2 pelo Criciúma.
- Posse de bola: Athletico com 58%, Criciúma com 42%.
- Cartões: Nenhum até os 42 minutos.
Torcida faz a diferença
A presença da torcida na Ligga Arena era um capítulo à parte. A liberação da organizada Os Fanáticos, após decisão judicial, trouxe um colorido especial às arquibancadas. Os cânticos ecoavam pelo estádio, criando uma atmosfera de apoio incondicional. Para os jogadores, o incentivo era um combustível extra, especialmente em momentos de pressão, como nas defesas de Mycael e nas arrancadas de Velasco.
O Criciúma, mesmo sem torcida visitante em grande número, sentia o peso do ambiente. A equipe catarinense, que jogava fora de casa, precisava lidar não apenas com o adversário em campo, mas também com a energia das arquibancadas. A rivalidade histórica entre os clubes, com confrontos equilibrados ao longo dos anos, dava ainda mais importância ao duelo.
O jogo seguia com o Athletico em vantagem, mas o Criciúma prometia não facilitar. A cada lance, a expectativa crescia, com os torcedores aguardando mais gols ou uma possível reviravolta. A Série B, conhecida por sua imprevisibilidade, mostrava que cada minuto poderia mudar o rumo da partida.







